No meio de uma invasão, num barraco cercado de latas, papéis e restos de entulho espalhados por todo lado, vive o casal de nordestinos Pedro Álvares de Oliveira e Marizete. O casal faz parte da Cooperativa de catadores de papel Reciclo.
A cooperativa surgiu a dois anos por iniciativa da Pastoral da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora e visa a melhora da qualidade de vida, o resgate da dignidade destas pessoas e a conquista de uma moradia digna para os mesmos.
Por enquanto dezenas de famílias vivem neste local, que se encontra atrás da Smaff, no Pistão Sul, em Taguatinga.
Pedro e Marizete moram no local há 2 anos e passaram a fazer parte da cooperativa na esperança de conseguir um local para se estabelecer e exercer suas profissões, "não adianta arrumar um lugar para morar e não ter um emprego", afirma Pedro.
A cooperativa vem contando com o apoio do Governo do Distrito Federal, da Universidade Católica de Brasília e da Pastoral da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, que vem desenvolvendo um importante trabalho na tentativa de obter soluções para os problemas dos moradores da comunidade. Os moradores recebem cestas básicas, assistência educacional para as crianças e doações.
Segundo Pedro Alcântara, o GDF auxilia a comunidade com um auxílio de cestas básicas e a divulgação do trabalho da comunidade. O governo também está com um projeto que visa a distribuição de lotes no Riacho Fundo, fator que preocupa o morador. Segundo Pedro, muitas pessoas acabam indo para o local na tentativa de ganhar lotes, e só. "As vezes o local fica uma bagunça, nem todos se mobilizam para organizar isso aqui", afirma sua esposa, Marizete.
No local , vivem cerca de 47 famílias que fazem parte da cooperativa. Em meio a esta luta diária por cidadania, prevalece o sonho de Pedro e Marizete, o sonho de uma moradia fixa, "A vida aqui é difícil, não existe um sonho melhor que este".
Outra história de esperança...
Dorolice dos Santos, nativa de Feira de Santana-BA, mora em Brasília cerca de vinte anos. Saiu com seus pais e irmãos de sua cidade natal umo a Salvador-BA na esperança de uma vida melhor. Lá morou em uma favela com o pai e sua irmã. Filha de pais alcoólatras, veio parar em Brasília depois da morte de sua mãe. Como Pedro e Marizete, seus vizinhos, apostou na Capital do país o sonho de um emprego digno e uma casa própria para ela e sua família.
Dorolice faz parte da cooperativa Reciclo a cerca de 3 anos. Seu sonho : "oferecer tudo que eu não tive para as minhas filhas".
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