sábado, 29 de setembro de 2007
Reciclo
Hoje eu recebi em minha turma a comunidade de catadores Reciclo. Eles vieram se alfabetizar no mundo digital!
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Sambeverly Rios
Com o intuito de abrigar as famílias que vinham para Capital com a idéia de vida melhor e fazer fortuna, surge Samambaia em 1985, como outra tentativa do governo de fornecer o mínimo de estrutura para essas pessoas.
Segundo o Censo de 2000, são 63.000 habitantes morando nos dois bairros, se assim podem ser chamadas as duas Samambaias, Sul e Norte.
A inspiração de nomear a região administrativa (RA) veio de um córrego que se perdeu entre as construções como outros tantos em todo DF.
Samambaia surgiu como alternativa do governo de distanciar cada vez mais os operários de sua obra, a Capital. Dessa forma, quem morasse no Plano não vislumbraria a péssima condição em que viviam essas famílias. O problema estaria isolado. Os desbravadores chegavam em um descampado com o mínimo de saneamento básico, pias comunitárias, esboços de ruas na pura terra roxa, e casas feitas de resto de madeira e lona. O transporte até pouco tempo era algo inconcebível em todo o DF, poucos ônibus velhos e quebrados.
Não deixa de ser humor negro que em volta da Capital sonhada por Dom Bosco, como muitos acreditam, prometida por JK, realizada a partir do Plano Piloto de Lúcio Costa e embelezada pela arquitetura de Niemayer, exista um anel efervescente de ruas mal pavimentadas, construções irregulares feitas por arquitetos autodidatas.
Em Sambeverly Rios, o mar é o córrego, os conversíveis a gente troca por um fusquinha do tipo barulhento, mas mesmo assim Samambaia tem seu glamour.
Segundo o Censo de 2000, são 63.000 habitantes morando nos dois bairros, se assim podem ser chamadas as duas Samambaias, Sul e Norte.
A inspiração de nomear a região administrativa (RA) veio de um córrego que se perdeu entre as construções como outros tantos em todo DF.
Samambaia surgiu como alternativa do governo de distanciar cada vez mais os operários de sua obra, a Capital. Dessa forma, quem morasse no Plano não vislumbraria a péssima condição em que viviam essas famílias. O problema estaria isolado. Os desbravadores chegavam em um descampado com o mínimo de saneamento básico, pias comunitárias, esboços de ruas na pura terra roxa, e casas feitas de resto de madeira e lona. O transporte até pouco tempo era algo inconcebível em todo o DF, poucos ônibus velhos e quebrados.
Não deixa de ser humor negro que em volta da Capital sonhada por Dom Bosco, como muitos acreditam, prometida por JK, realizada a partir do Plano Piloto de Lúcio Costa e embelezada pela arquitetura de Niemayer, exista um anel efervescente de ruas mal pavimentadas, construções irregulares feitas por arquitetos autodidatas.
Em Sambeverly Rios, o mar é o córrego, os conversíveis a gente troca por um fusquinha do tipo barulhento, mas mesmo assim Samambaia tem seu glamour.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
A descoberta de um lugar chamado Santo Antônio
Santo Antônio do Descoberto foi fundada por volta de 1722, no auge do ciclo do ouro do Brasil colônia.
Tornou-se distrito de Luziânia em 1963 e emancipou-se em 14 de maio de1982, 260 anos depois de achado o ouro.
Aqui em Santo Antônio foi achado ouro, daí deu-se inicio a construção de uma capelinha em louvor a Santo Antonio de Pádua e erguida uma cruz de madeira no alto do Morro Montes Claros.
Diz a lenda, que os escravos acharam uma imagem de Santo Antônio debaixo de um pé de angico e ao lado construíram essa capelinha para abrigar a imagem do Santo. É desconhecida a data precisa de quando se deu inicio á construção da capelinha, mas sabe-se que foi entre 1722 e 1748 conforme um documento que se encontra em poder da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Logo após essa descoberta a cidade passou a se chamada de Santo Antonio do Descoberto. Santo Antônio por terem encontrado a imagem e Descoberto por terem feito essa descoberta.
O município de tem uma área de 941,6 km2 conforme dados do (IBGE).
A sede do município faz limite com: ao sul, Luziânia, a oeste Alexânia e Corumbá, ao norte Águas Lindas de Goiás e Distrito Federal, fazendo parte da micro região 012, ou seja, Santo Antônio está localizada no chamado entorno do Distrito Federal. Hoje em dia a cidade chega a quase 100.000 habitantes.
O município chama a atenção pelas suas cascatas, cavernas e fontes de água cristalina que fica a 7 km da cidade.
Santo Antônio também se destaca na agricultura, pecuária, comercio e indústria de onde vem sua principal fonte de arrecadação gerando empregos para seus moradores.
15/08/07
Tornou-se distrito de Luziânia em 1963 e emancipou-se em 14 de maio de1982, 260 anos depois de achado o ouro.
Aqui em Santo Antônio foi achado ouro, daí deu-se inicio a construção de uma capelinha em louvor a Santo Antonio de Pádua e erguida uma cruz de madeira no alto do Morro Montes Claros.
Diz a lenda, que os escravos acharam uma imagem de Santo Antônio debaixo de um pé de angico e ao lado construíram essa capelinha para abrigar a imagem do Santo. É desconhecida a data precisa de quando se deu inicio á construção da capelinha, mas sabe-se que foi entre 1722 e 1748 conforme um documento que se encontra em poder da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Logo após essa descoberta a cidade passou a se chamada de Santo Antonio do Descoberto. Santo Antônio por terem encontrado a imagem e Descoberto por terem feito essa descoberta.
O município de tem uma área de 941,6 km2 conforme dados do (IBGE).
A sede do município faz limite com: ao sul, Luziânia, a oeste Alexânia e Corumbá, ao norte Águas Lindas de Goiás e Distrito Federal, fazendo parte da micro região 012, ou seja, Santo Antônio está localizada no chamado entorno do Distrito Federal. Hoje em dia a cidade chega a quase 100.000 habitantes.
O município chama a atenção pelas suas cascatas, cavernas e fontes de água cristalina que fica a 7 km da cidade.
Santo Antônio também se destaca na agricultura, pecuária, comercio e indústria de onde vem sua principal fonte de arrecadação gerando empregos para seus moradores.
15/08/07
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Vizinhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como saberemos?
Bom, o meu foco aqui é vizinhança. A fofoca rola solta! Não, não é exagero! É incrível como tem gente que vive pra falar dos outros. Aqui na minha rua nem se fala! Tem “altos falantes” em toda esquina. Mas a gente acaba acostumando e leva até na brincadeira. Afinal, qual lugar é desprovido de fofoca? Sinceramente, acho que não há!
Tem certos moradores que nunca conversei. Não porque tenho antipatia. Mas porque são calados, mais reservados e não dão muita abertura para aproximações. A minha vizinhança é composta por pessoas de diferentes temperamentos. Uns são mais calmos, outros mais falantes, outros incisivos no que fazem. É uma mistura interessante!
Deixando um pouco de lado a vizinhança posso falar, também, do comércio local. Tem uma loja de sapato, um Pet Shop, um armarinho, uma pequena pizzaria, uma sorveteria, um salão de beleza e uma loja de roupa. É um comércio bem conhecido no Gama. É o comércio da 21 do Leste!
Aqui na rua já teve até a famosa Aquamania, uma escola de natação que ficava quase em frente a minha casa. Era um local bem movimentado. Crianças, idosos...todo mundo freqüentava.
Ah! Tem uma coisa que incomoda muito também. Cachorros! Muitos! Poucas são as casas que não os têm. Latidos, grunidos... tudo ao mesmo tempo. Já foi motivo de reclamação. Mas não tem o que dê jeito! Tem madrugadas que eles não param de latir. Daí a insônia ataca!
Mesmo com certos problemas, gosto do meu bairro... É lá que eu vivo!
Rebeca Campelo
Tem certos moradores que nunca conversei. Não porque tenho antipatia. Mas porque são calados, mais reservados e não dão muita abertura para aproximações. A minha vizinhança é composta por pessoas de diferentes temperamentos. Uns são mais calmos, outros mais falantes, outros incisivos no que fazem. É uma mistura interessante!
Deixando um pouco de lado a vizinhança posso falar, também, do comércio local. Tem uma loja de sapato, um Pet Shop, um armarinho, uma pequena pizzaria, uma sorveteria, um salão de beleza e uma loja de roupa. É um comércio bem conhecido no Gama. É o comércio da 21 do Leste!
Aqui na rua já teve até a famosa Aquamania, uma escola de natação que ficava quase em frente a minha casa. Era um local bem movimentado. Crianças, idosos...todo mundo freqüentava.
Ah! Tem uma coisa que incomoda muito também. Cachorros! Muitos! Poucas são as casas que não os têm. Latidos, grunidos... tudo ao mesmo tempo. Já foi motivo de reclamação. Mas não tem o que dê jeito! Tem madrugadas que eles não param de latir. Daí a insônia ataca!
Mesmo com certos problemas, gosto do meu bairro... É lá que eu vivo!
Rebeca Campelo
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Vizinhança.
Vivemos em uma sociedade onde ninguém se ve morando sozinho, isolado. Fomos criados em uma cultura, onde temos que aprender a viver em união com o próximo, aprender a respeitar o espaço, a privacidade, a liberdade do outro.
Quando se pergunta o que é vizinhança logo vem um conceito básico: É o conjunto daqueles que habitam próximo a uma dada propriedade. Não deixa de ser isso também, mais pode ir além dessa simples definição.
A algum tempo atrás as pessoas podiam sair para as ruas e se reunir com os vizinhos para conversar, as crianças ficavam até tarde da noite brincando, jogando. Infelizmente isso mudou, primeiro vem a questão da violencia, as pessoas vivem com muito medo de sair nas ruas, segundo que ninguém tem mais tempo para participar de trabalhos comunitários, os vizinhos de apartamentos não fazem mais reuniões. Se voce vai até a porta de outra pessoa já passa a impressão de fofoqueira, não tem o que fazer, emfim, é preciso resgatar os valores de "boa vizinhança".
Quando se pergunta o que é vizinhança logo vem um conceito básico: É o conjunto daqueles que habitam próximo a uma dada propriedade. Não deixa de ser isso também, mais pode ir além dessa simples definição.
A algum tempo atrás as pessoas podiam sair para as ruas e se reunir com os vizinhos para conversar, as crianças ficavam até tarde da noite brincando, jogando. Infelizmente isso mudou, primeiro vem a questão da violencia, as pessoas vivem com muito medo de sair nas ruas, segundo que ninguém tem mais tempo para participar de trabalhos comunitários, os vizinhos de apartamentos não fazem mais reuniões. Se voce vai até a porta de outra pessoa já passa a impressão de fofoqueira, não tem o que fazer, emfim, é preciso resgatar os valores de "boa vizinhança".
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Vizinhança e o desrespeito ao meio ambiente: Queimadas

Em tempos de seca, uma das grandes preocupações do Governo do Distrito Federal, bem como de seus cidadãos, são as queimadas. No bairro de Vicente Pires, onde moro, grande parte dos moradores tem o “mau hábito” de queimar o lixo, ignorando totalmente legislação ambiental e desrespeitando a saúde e segurança da vizinhança.
Segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), durante o período de junho a novembro, grande parte do país é acometido por queimadas, que se estendem praticamente por todas as regiões, com maior ou menor intensidade.
As queimadas somente são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos. Ao receber a autorização para a queimada, o proprietário da área é instruído sobre a melhor maneira de executar o trabalho. O Ibama também distribui material educativo sobre as queimadas em regiões onde essa prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir as queimadas, o que não impede que elas ocorram de forma ilegal, provocando incêndios florestais.
E essas queimadas que ocorrem na ilegalidade são as mais comuns ocorridas em Vicente Pires. No final de semana passado, meus novos vizinhos atearam fogo no lixo, ao lado do muro da minha casa, com labaredas chegando bem próximas ao meu telhado. Mas o desrespeito às normas ambientais quanto às queimadas não ocorre de forma isolada, pois diariamente ouço relatos de moradores reclamando de seus vizinhos que praticam o mesmo ato ilícito.
Por Elizângela Silva
Segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), durante o período de junho a novembro, grande parte do país é acometido por queimadas, que se estendem praticamente por todas as regiões, com maior ou menor intensidade.
As queimadas somente são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos. Ao receber a autorização para a queimada, o proprietário da área é instruído sobre a melhor maneira de executar o trabalho. O Ibama também distribui material educativo sobre as queimadas em regiões onde essa prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir as queimadas, o que não impede que elas ocorram de forma ilegal, provocando incêndios florestais.
E essas queimadas que ocorrem na ilegalidade são as mais comuns ocorridas em Vicente Pires. No final de semana passado, meus novos vizinhos atearam fogo no lixo, ao lado do muro da minha casa, com labaredas chegando bem próximas ao meu telhado. Mas o desrespeito às normas ambientais quanto às queimadas não ocorre de forma isolada, pois diariamente ouço relatos de moradores reclamando de seus vizinhos que praticam o mesmo ato ilícito.
Por Elizângela Silva
Vizinhança e a fofoca

O que você pensa sobre ter vizinhos? Ou melhor, o que você pensa dos seus vizinhos? Por um lado, ter vizinhos quando se mora em uma rua é sinal de segurança, todos moram uns do lado de outros, conhecem a familia, sabe quando, onde e o que é feito por cada morador de cada casa na maioria dos casos. Mas até quando isso é bom?
Todos devem ter de frente a sua porta um(a) vizinho(a) fofoqueiro(a) e quem pensa que homem está de fora desse assunto está muito enganado!
Quem deve ter o maior conhecimento desses tipos de vizinhos são os adolescentes que não podem trazer um amigo novo pra casa, não podem namorar, não podem chegar mais tarde em casa que está a rua inteira sabendo. Até a virgindade de fulana de tal é motivo pra fofoca.
Mas por quê será que as pessoas tem tanta curiosidade de saber da vida dos outros, será que não tem outra ocupação? Se alguém engravidou todos comentam, se chega um caminhão das Casas Bahia todos querem saber o que compraram, se mudou a cor do portão uma boa maioria imita.
Talvez as pessoas façam isso para preencher um vazio que se aloja dentro de casa todos os dias, as vezes querem um amigo e buscam essa forma para conversar com os outros. Ninguém pode impedir que as fofocas sejam feitas então como é dificil não ligar para o que os outros dizem, temtem ao máximo evitar ser um objeto de fofoca! Faça tudo escondido!
Obs: Falando assim até parece que é ruim ter um vizinho, mas atire a primeira pedra quem nunca fofocou de um vizinho!
Por Érika Coelho
Vizinhança?
O que é vizinhança? É tudo o que está ao redor de um lugar. É o grupo de pessoas que moram próximas. Mas o significado de vizinhança não tem sentido se não houver a prática das relações sociais.
O Park Way é extenso e possui cerca de 23 mil habitantes. Nele existem 29 quadras, em sua maioria composta por condomínios fechados. Minha família está inserida nesses diversos números citados.
Moro no Park Way, na quadra 27, em um condomínio fechado composto por oito terrenos. Somente um terreno está vazio. Sete casas foram construídas, mas só 5 famílias moram no condomínio, uma casa está a venda.
Moro a três anos na minha atual casa, e não conheço ninguém além da minha família. Já vi alguns moradores do condomínio e só, no máximo há algum sussurro de “Oi” ou “Bom dia”, isso quando se esbarra no “vizinho”.
O meu condomínio é muito tranqüilo. Só há duas crianças pequenas, que não fazem barulho algum. Os outros moradores estudam e trabalham. À noite você sabe que os vizinhos estão em casa porque as luzes ficam acesas.
Essa atitude da vizinhança é boa e é ruim. Boa porque ninguém se mete na vida do outro, cada um respeita seu espaço e onde mora. Ruim porque se acontecer algo com algum vizinho não tem como pedir ajuda, pois ninguém se conhece direito.
Bom, aí está aminha vizinhança, mas será que tenho vizinhança?
O Park Way é extenso e possui cerca de 23 mil habitantes. Nele existem 29 quadras, em sua maioria composta por condomínios fechados. Minha família está inserida nesses diversos números citados.
Moro no Park Way, na quadra 27, em um condomínio fechado composto por oito terrenos. Somente um terreno está vazio. Sete casas foram construídas, mas só 5 famílias moram no condomínio, uma casa está a venda.
Moro a três anos na minha atual casa, e não conheço ninguém além da minha família. Já vi alguns moradores do condomínio e só, no máximo há algum sussurro de “Oi” ou “Bom dia”, isso quando se esbarra no “vizinho”.
O meu condomínio é muito tranqüilo. Só há duas crianças pequenas, que não fazem barulho algum. Os outros moradores estudam e trabalham. À noite você sabe que os vizinhos estão em casa porque as luzes ficam acesas.
Essa atitude da vizinhança é boa e é ruim. Boa porque ninguém se mete na vida do outro, cada um respeita seu espaço e onde mora. Ruim porque se acontecer algo com algum vizinho não tem como pedir ajuda, pois ninguém se conhece direito.
Bom, aí está aminha vizinhança, mas será que tenho vizinhança?
Em Taguatinga, melhor lugar não há

Desde que nasci moro na mesma casa, com perspectiva de mudança próxima. Quando meus pais então a adquiriram, a parte movimentada de Taguatinga ficava concentrada no centro. Moro na avenida comercial, uma das vias mais movimentadas da cidade por conta dos inúmeros estabelecimentos comerciais. Com o avanço do centro (fato comum a maior parte dos locais de Brasília), a bagunça do centro chegou onde eu moro, fazendo com que me sinta ilhada e um objeto de curiosidade de quem passa pela comercial e percebe aquela casa sobrevivente ao caos de Taguatinga.
A lembrança dos vizinhos vem da infância, ainda assim raras, pois a maior parte dos lotes já estava sendo vendida para comércio. Por isso, muitas vezes fugia da minha rua e freqüentava a de amigos da escola, sentindo inveja dos piques-pega, bandeirinhas, sete pecados, cai no poço que eles podiam ter até a noite quando o meu cedo encerrava e ainda assim era raro na minha rotina.
Porém, a grande vantagem de se morar em um lugar como a avenida principal da cidade é toda a possibilidade de comércio, os vários tipos de pessoas que a freqüentam, o barulho gostoso de cidade urbana como as marchas de um ônibus às 06h30min da manhã. Isso é tão habitual que sem esse ruído, o sono não é tão tranqüilo e o silêncio passa a incomodar.
Do meu lado, existe um restaurante self-service de um peruano. O terceiro que abriu no mesmo lugar, sendo o primeiro de comidas árabes, o segundo sujo que logo fechou e este agora, com pessoas simpáticas e amigas e que já perdura por mais de 8 anos. Do outro lado, no lugar aonde existia uma casa de piscina na minha infância, hoje é uma construção interminável, sem um fim definido.
São todas essas peculiaridades que me fazem gostar do lugar onde vivo. Tudo que preciso é de tão fácil alcance e toda a vida urbana que me rodeia me alegra. Não me imagino em outro lugar que não exatamente este onde estou.
A lembrança dos vizinhos vem da infância, ainda assim raras, pois a maior parte dos lotes já estava sendo vendida para comércio. Por isso, muitas vezes fugia da minha rua e freqüentava a de amigos da escola, sentindo inveja dos piques-pega, bandeirinhas, sete pecados, cai no poço que eles podiam ter até a noite quando o meu cedo encerrava e ainda assim era raro na minha rotina.
Porém, a grande vantagem de se morar em um lugar como a avenida principal da cidade é toda a possibilidade de comércio, os vários tipos de pessoas que a freqüentam, o barulho gostoso de cidade urbana como as marchas de um ônibus às 06h30min da manhã. Isso é tão habitual que sem esse ruído, o sono não é tão tranqüilo e o silêncio passa a incomodar.
Do meu lado, existe um restaurante self-service de um peruano. O terceiro que abriu no mesmo lugar, sendo o primeiro de comidas árabes, o segundo sujo que logo fechou e este agora, com pessoas simpáticas e amigas e que já perdura por mais de 8 anos. Do outro lado, no lugar aonde existia uma casa de piscina na minha infância, hoje é uma construção interminável, sem um fim definido.
São todas essas peculiaridades que me fazem gostar do lugar onde vivo. Tudo que preciso é de tão fácil alcance e toda a vida urbana que me rodeia me alegra. Não me imagino em outro lugar que não exatamente este onde estou.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Um bairro chamado P.Sul
O Setor P. Sul é um bairro de Ceilândia(Centro de Erradicação de Invasores - Origem do nome), uma cidade do Distrito Federal. Compreende as quadras pares QNPs 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34 e 36 cada qual composta de conjuntos de A a Z.
Um bairro que assim que surgiu era muito violento chegando a ser apelidado como caldeirão do inferno. Hoje o bairro conta com uma boa infra estrutura, possui delegacia, dois postos de saúde, farmácias, supermercados, feiras, escolas, museu e um sitio arqueológico.
História
O Setor “P” Sul Foi implantado em 1979 e ocupa cerca de 331 hectares, com 12.017 lotes, ou seja, 36,3 lotes por hectare.
Pontos de destaque
Um bairro que assim que surgiu era muito violento chegando a ser apelidado como caldeirão do inferno. Hoje o bairro conta com uma boa infra estrutura, possui delegacia, dois postos de saúde, farmácias, supermercados, feiras, escolas, museu e um sitio arqueológico.
História
O Setor “P” Sul Foi implantado em 1979 e ocupa cerca de 331 hectares, com 12.017 lotes, ou seja, 36,3 lotes por hectare.
Pontos de destaque
- Sítio Arqueológico- localizado na Chácara Santa Terezinha n.º 112. Ele foi descoberto em 1996 pelo arquólogo Eurico Teófilo Mulher. Os primeiros fósseis, pedras e pontas de flechas de cristal, foram encontrados em 1997, com data indicativa de 10.000 anos.
- Museu da Limpeza Urbana- Este museu foi inaugurado em 1996 próximo à Usina de Tratamento de Lixo. é possível encontrar peças e sucatas de objetos antigos juntamente com montagens feitas pelos trabalhadores do local.
É um bairro Otimo para se morar, fica próximo ao Pró-DF uma área espeifica para indústrias e comércio que gera mais empregos e também fica próximo a futura UNB de Ceilândia.
Por Érika Coelho
Caminhando pelo meu bairro percebi...
Muitos objetos e pessoas que compõe meu dia-a-dia frequentemente como o velhinho na parada que está sempre bêbado e aparentemente feliz, o cobrador descarado a olhar todas as bundas femininas que passam pela roleta, o velhinho que trabalha no Ponto Frio com sua camisa vermelha, bigodes preto e cabelos branquinhos, a menina que estuda no Sesi e que toda semana está com o cabelo de cor diferente.
As paradas estão cheias e rapidamente estão vazias... será que o nosso transporte é tão ruim assim como falamos? O da Ceilândia apesar do governo ter proibido as lotações rodarem está bom sim, não está maravilhoso, mas as lotações dão um jeito de circularem entre as quadras e ganharem o seu dinheiro honestamente, o que melhora o sistema de transporte pelo menos na rapidez.
Há pessoas feias, há pessoas bonitas, há gente educada, há também os não tão educados...
Ceilândia muito pelo contrário do que as pessoas pensam não é só lugar de bandido não, isso também tem mas é preciso lembrar que ha muitas pessoas batalhadoras que não merecem ser estereotipadas como favela.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Quem é o seu vizinho?

Antes das pessoas viverem na correria do dia-a-dia, na busca incessante pela melhoria de vida proposta pela modernidade ou globalização, elas sabiam o significado de vizinhança e vizinho. Mas nos dias atuais, se abordar alguém na rua e perguntar o que significam essas duas palavras, pode ser que não saia a resposta exata. O dicionário Aurélio diz que vizinhança é: 1. Qualidade do que é vizinho. 2. Pessoas ou famílias vizinhas. 3. Arrebaldes, arredores, cercania. E que vizinho é: 1. Que está próximo. 2. Que mora perto. 3. Limítrofe, confinante. 8. Aquele que reside próximo a nós. Verdade seja dita, nem todos sabem o que está escrito no dicionário, mas têm hipóteses do que seja.
No século XXI, as pessoas não têm mais o hábito de sentar na frente das casas para conversar, como era no tempo de nossos avós. Hoje dificilmente um vizinho sabe quem é o outro. Mas nem tudo está perdido. No conjunto C da quadra 03 do Setor O que os moradores ainda preservam esse costume. É claro que não dá para ser como antigamente. Entretanto, nos finais de semana as pessoas tentam se encontrar e bater um papo. A rua é toda cheia de árvores, datas comemorativas como festa junina, natal, ano novo, são comemorados por todos, cada casa contribui com algo. A modernização afasta as pessoas uma das outras. Existem programas em que as pessoas podem se comunicar sem ter o contato físico. Facilitando e atrapalhando ao mesmo tempo. O questionamento que se faz é: será que nossos avós trocariam as conversas, as risadas e o contato com as pessoas pela tendência da atualidade?
No século XXI, as pessoas não têm mais o hábito de sentar na frente das casas para conversar, como era no tempo de nossos avós. Hoje dificilmente um vizinho sabe quem é o outro. Mas nem tudo está perdido. No conjunto C da quadra 03 do Setor O que os moradores ainda preservam esse costume. É claro que não dá para ser como antigamente. Entretanto, nos finais de semana as pessoas tentam se encontrar e bater um papo. A rua é toda cheia de árvores, datas comemorativas como festa junina, natal, ano novo, são comemorados por todos, cada casa contribui com algo. A modernização afasta as pessoas uma das outras. Existem programas em que as pessoas podem se comunicar sem ter o contato físico. Facilitando e atrapalhando ao mesmo tempo. O questionamento que se faz é: será que nossos avós trocariam as conversas, as risadas e o contato com as pessoas pela tendência da atualidade?
Por Karina Ferraz
domingo, 2 de setembro de 2007
Arrabalde do prazer
Fúlvio CostaBoa parte das pessoas que moram próximas de minha casa são jovens-estudantes da Universidade Católica. Moro num prédio de três andares que fica na CSG 2, quadra em frente ao campus universitário. Outros são apenas trabalhadores assalariados que passam a semana fora. Essas pessoas como a maioria dos brasilienses, ficam fora de casa o dia inteiro e só retornam ao anoitecer, fazendo de seus lares somente um local para prática de funções primárias como dormir, se alimentar, descansar. Ao redor do prédio existem poucas residências. O horizonte dá lugar a espaços ainda vazios dominados pelo mato e galpões abandonados, cuja função é servir de subterfúgio de famílias carentes vindas do Nordeste que o assume como seu lar pelo tempo que puderem. As ruas são organizadas e todas asfaltadas, o que dá um aspecto agradável ao bairro. Ali também há um grande número de fábricas e distribuidoras de produtos alimentícios, móveis, refrigerantes. Mas o que de fato chama a atenção nas redondezas são os inúmeros motéis. Alguns servem de espaço e incentivo para prostituição de adolescentes e adultas, que trabalham na frente dessas casas recebendo uma quantia que ficam para si e a outra fica para o motel. As ruas também servem como espaço para aguçar ainda mais essa profissão informal e como conseqüência, o ambiente é regularmente freqüentado por homens à procura de satisfazer o prazer sexual, o que dá um aspecto e característica peculiar a essa parte de Taguatinga. O bairro já é conhecido por arrabalde do prazer. Falou em Taguatinga Sul, mais precisamente nas proximidades da UCB, já se sabe: paraíso de satisfação de prazeres.

sábado, 1 de setembro de 2007
Uma vizinhança unida
A história do bairro Quadra Norte L (QNL) está intimamente ligada à vida de seus moradores. É comum encontrar pessoas que há 20 anos moram no bairro, a vizinhança é antiga. Essa característica faz com que uns conheçam horários, sons, amigos, familiares e até as manias dos outros. A final compartilham o mesmo espaço.
No dia-a-dia os moradores se encontram na padaria, no supermercado, na escola, no sinal de trânsito, na Igreja, no calçadão e em diversos outros ambientes da QNL. Os arredores do bairro são familiares aos que lá residem.
A vizinhança é unida. Existem alguns moradores que se organizam para manter a limpeza e a segurança de suas quadras, as ruas possuem vigias noturnos, o churrasco no domingo é comum em muitas casas. Dona Zilda de Melo, moradora do bairro há 15 anos conta que gosta de morar neste bairro porque conhece a maioria dos moradores, seus vizinhos são seus amigos. “Aqui é o meu lugar, é muito bom bater papo com meus vizinhos. Às vezes, no fim de semana, fazemos almoço comunitário, um respeita o limite do outro, nos conhecemos há muito tempo e isso ajuda a convivência”, relatou.
O cuidado dos moradores com os becos, as varandas, faz do bairro um lugar mais suave e organizado. Sr. Medeiros, de 63 anos, diz que toda semana poda as árvores do beco da quadra, e limpa o seu jardim. Ele estimula a vizinhança para fazer o mesmo. “Sempre faço essa limpeza. Cuido da natureza porque isso alegra a minha vida e a vida de todos os que passam por aqui. Meus vizinhos me apóiam e seguem meu exemplo. Agora, praticamente todas as casas estão bonitas”.
A importância que pessoas como Dona Zilda e Sr. Medeiros dedeicam a QNL tornam o bairro um ambiente mais agradável para se viver.
No dia-a-dia os moradores se encontram na padaria, no supermercado, na escola, no sinal de trânsito, na Igreja, no calçadão e em diversos outros ambientes da QNL. Os arredores do bairro são familiares aos que lá residem.
A vizinhança é unida. Existem alguns moradores que se organizam para manter a limpeza e a segurança de suas quadras, as ruas possuem vigias noturnos, o churrasco no domingo é comum em muitas casas. Dona Zilda de Melo, moradora do bairro há 15 anos conta que gosta de morar neste bairro porque conhece a maioria dos moradores, seus vizinhos são seus amigos. “Aqui é o meu lugar, é muito bom bater papo com meus vizinhos. Às vezes, no fim de semana, fazemos almoço comunitário, um respeita o limite do outro, nos conhecemos há muito tempo e isso ajuda a convivência”, relatou.
O cuidado dos moradores com os becos, as varandas, faz do bairro um lugar mais suave e organizado. Sr. Medeiros, de 63 anos, diz que toda semana poda as árvores do beco da quadra, e limpa o seu jardim. Ele estimula a vizinhança para fazer o mesmo. “Sempre faço essa limpeza. Cuido da natureza porque isso alegra a minha vida e a vida de todos os que passam por aqui. Meus vizinhos me apóiam e seguem meu exemplo. Agora, praticamente todas as casas estão bonitas”.
A importância que pessoas como Dona Zilda e Sr. Medeiros dedeicam a QNL tornam o bairro um ambiente mais agradável para se viver.
Assinar:
Comentários (Atom)