quarta-feira, 18 de abril de 2007

Coleta Seletiva

Bloco "B" da Super Quadra 104 Norte. Em um condomínio onde existem cerca de 150 moradores, menos da metade dos condôminos fazem a coleta seletiva do lixo que produzem diariamente.
No prédio existem duas lixeiras para cada plumada do bloco. Uma para o lixo seco e outra para o lixo orgânico, mas mesmo assim a maioria dos moradores deixam, por descaso ou simplesmente por falta de consciência, de fazer a coleta seletiva em suas residências.
No Distrito Federal, depositamos cerca de 100 mil toneladas de lixo por mês nos aterros da cidade, apenas 1,5% desse lixo é separado. O governo local gasta cerca de 15 milhões de reais com as empresas de coleta de lixo, mesmo assim não vemos nenhuma solução concreta para a solução da questão do acúmulo de lixo nos aterros da cidade.
Resta a nós, cidadãos brasilienses buscar soluções alternativas para tentar resolver essa questão.
Uma delas seria a criação de políticas sociais para a reciclagem desse lixo produzido diariamente. A criação de ONG´S e Cooperativas voltadas para a questão e principalmente uma real campanha de consciêntização ambiental em todas as cidades do Distrito Federal.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Tagua-Parque, ...?


Em seu último mandato o ex-governador Joaquim Roriz, e o deputado Tadeu Filippelli, deram início às obras do Tagua-Parque, em uma área de 1.300 mil m2, localizada paralelamente ao pistão norte, em frente o Setor Colônia Agrícola Samambaia.
Seriam construídos pontos comerciais, culturais e de entretenimento, valorizando a qualidade de vida da região, mas os fatores levam a crer que o parque será mais um projeto esquecido.
O deputado Brunelli apresentou ao plenário da Câmara o Projeto de lei nº 2.328/2006, com o objetivo de transformá-lo em realidade. Brunelli recebeu por liberações do governo do GDF recursos financeiros de R$ 5 milhões de reais, para o futuro centro de esportes e lazer.
A Terracap, ONG’s, e as secretarias subsidiaram condições para a produção da Planta Urbanística. Mas o Tagua-Parque não saiu do papel, é uma obra indefinida e seu projeto foi arquivado.
A área reservada está tomada por lixo de construções vizinhas, entulhos, confundindo o cidadão, que faz da realidade do parque um sonho.
Por que o arquivamento do projeto? Quais os motivos para não haver um início nas obras? Seria de para grande estilo para Taguatinga, ter um espaço como este. O parque iria proporcionar uma estrutura à cidade, e seus moradores, o projeto precisa ser revisto sem demora.

Ausência de cuidados ambientais prejudica Taguatinga

Revelar dificuldade com poluição sonora, poluição visual e uma grande emissão de gases na atmosfera, são algumas características presentes no sistema ambiental de Taguatinga, uma cidade que contribui para o aquecimento global, motivo este que poderia trazer uma grande preocupação a sua população local.
Logo após sua emancipação, a cidade criou aspectos de uma grande metrópole. Nela se instalou uma enorme área comercial e administrativa, causando um crescimento precoce. Pouca coisa foi feita para a cidade, a não ser medidas básicas como iluminação, saneamento, que por sinal englobou toda a região. Mas não houve planos de ação para deter seu desenvolvimento brusco.
Seu solo possuía uma grande escala de minerais, com elevada permeabilidade de água. Quem residia no local, compartilhava da vegetação predominante.O cerrado se abastecia a partir das águas da Barragem do Rio Descoberto, em média 120.000.000 (cento e vinte milhões), de metros cúbicos de água potável. Sua fauna contava com antas, veados, sagüis, tatus, raposas, lobos guará, entre outros animais típicos do conjunto de condições geofísicas do local.
Hoje o rio Taguatinga funciona como receptor de esgotos, tendo a qualidade da água comprometida para diversos usos, ele ainda possui um monitoramento qualitativo da CAESB.
O descaso tomou conta do lugar. Inicialmente fostes um habitat para os animais, flora, nascente de água, e hoje está contagiado pela impotência de atitudes favoráveis ao meio ambiente. Além de destruir, sem restaurar os danos causados.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Será merecedora do título?

Taguatinga é considerada a melhor região administrativa do DF. Tendo vantagens, tanto na parte da segurança populacional, como na infraestrurura da cidade tendo números relevantes para uma área menos favorecida da Capital. Em comparação a locais mais favorecidos de Brasília, como os Lagos sul e norte, Taguatinga está bem em seus dados (veja tabelas abaixo), porém a educação ambiental dos moradores está deixando a desejar. Um local que poderia ter um ar agradável, arborizado, com uma paisagem boa de ser admirada, está ficando cada vez mais cinza pela fumaça dos carros, mal-cheirosa e nada bela de se ver. A educação falha desde faixas de publicidade colocadas em áreas ilegais, lixo fora do seu devido lugar, papel jogado na rua, lixeiras mal utilizadas e muitas vezes depredadas, enfim, um péssimo exemplo para outras regiões administrativas, nos levando a pensar se Taguatinga realmente merece o título de melhor!

SERVIÇOS REALIZADOS PELA COMPANHIA URBANIZADORA DA NOVA CAPITAL DO BRASIL - NOVACAP / 20021

SERVIÇO QUANTIDADE
Pavimentação Asfáltica (m²) 146.720
Drenagem (m) 6.717
Meios-fios (m) 20.355
Passeios (m²) 1.084
Plantio de Grama (m²) 7.710
Boca de Lobo (unidade) 024
Manutenção e Conservação de vias (m³) 264

SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE TAGUATINGA DADOS BÁSICOS2

DISCRIMINAÇÃO DADOS
Extensão de Redes 438 Km
Ligações Reais 330.283
Economias Reais 572.979
Tratamento Estação de Tratamento de esgotos Melchior em construção
Nível de Atendimento 85,91%

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA3

DISCRIMINAÇÃO DADOS
Captação Barragem do Sistema Rio Descoberto, com vazão de 5.100l/s
Tratamento ETA do Sistema Rio Descoberto, com capacidade de 6.000 l/s
Reservação 5 reservatórios com 140.500 m³
Extensão de Redes 580 Km
Ligações Reais 367.000
Economias Reais 613.426
Nível de Atendimento 87,81%

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Imagem Denegrida


Todo mundo que já passou pelo menos uma vez pela cidade-satélite de Taguatinga sabe que o seu trânsito não é um dos melhores. É tão caótico que chega a ser comparado ao trânsito de uma grande metrópole, como por exemplo, ao de São Paulo. Mas essa situação é muito óbvia. Vou dar uma ênfase maior a problemas que não são tão evidentes para sua população. Na verdade são, mas parece que são ignorados.

O lixo jogado nas ruas é um grande exemplo. A cidade à primeira vista é limpa, conservada. Mas se você parar para observar melhor, verá que há uma grande sujeira acumulada. O acúmulo de lixo é mais perceptível na cidade quando chove. As ruas, cada vez mais, ficam alagadas. Passar no Taguacenter a pé depois de um temporal é quase impossível. Difícil não ver depois pessoas com as calças todas molhadas. Ou seja, o problema do lixo pode ser notável, mas as pessoas o ignoram.

Outro exemplo é em relação ao policiamento da cidade. Ultimamente, Taguatinga tem aparecido com muita freqüência nos jornais. E, na maioria das vezes, por casos de homicídios, assaltos e seqüestros. A imagem dessa cidade-satélite tem mudado. Antes era vista mais por seu crescimento econômico. Agora, é julgada como uma cidade perigosa. Isso porque é muito raro você ver um policial na rua. E a população não faz nada. Mais uma vez ela ignora um problema.

A nova sede do GDF está instalada em Taguatinga. Resta ainda uma esperança. Nós, moradores taguatinguenses, torcemos para uma melhoria de vida. E que essa melhoria não seja apenas em relação ao prédios velhos que vão ser implodidos. Mas que seja uma que favoreça a população como um todo.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Defeitos e Qualidades

Apesar de ser um bairro muito funcional em relação a comércio e moradia Taguatinga tem um defeito muito grave: a poluição visual e sonora em muitas partes da cidade. As faixas de publicidade estão espalhadas em toda a Avenida Comercial, causando imenso desconforto na paisagem natural da via. Outro aspecto relevante no conjunto da Região Administrativa é o barulho exagerado que a Praça do Relógio e o centro de Taguatinga, (onde se localiza uma das marcas da cidade: o Relógio) geram diariamente. É buzina vinda dos carros que têm movimento intenso o dia inteiro, microfone das lojas de móveis anunciando as ofertas do dia, circulação de pedestres à procura de diversas mercadorias e os ambulantes é claro, que têm marca registrada na cidade.

Em Taguatinga os moradores não têm o privilégio de ter um bairro arborizado que mantém uma boa relação homem x natureza. Faltam parques na cidade e árvores para dar mais frescor ao ar.

Porém Taguatinga rebate esses defeitos com sua infra-estrutura bastante avançada, uma das mais avançadas da capital, sendo considerada um cidade consolidada.

Em busca de qualidade ambiental

Quem não gosta de morar num local onde os moradores se preocupam em cuidar do meio ambiente? Ou ainda quem não quer uma rua limpinha, bem cuidada? Com esse objetivo os moradores do meu bairro(Setor Norte- Gama) criam o projeto Plante uma árvore com o intuito de ter uma melhor qualidade de vida para todos. Além disso, os habitantes estão se preocupando com a limpeza da rua.

O projeto que foi criado em junho do ano passado, por uma iniciativa de um casal de engenharia ambiental. A partir dessa idéia o casal começou a vender sua opinião pela vizinhança. Sendo quem depois de muitas conversas entre os vizinhos o projeto foi aprovado depois de três meses.

Para o casal Rosa Maria e Antonio Marcio, o fato de eles terem conseguindo a realização desse projeto não esta somente na sua idéia,mas na aprovação dos moradores e de Deus. “ Sem Deus em nossa vida não iria dar certo. Nós conseguimos fazer esse projeto funcionar com a graça dele”, contou muito feliz com a concretização de seu projeto o jovem casal.

Segundo o casal o próximo passo para melhorar a rua é criar o projeto limpe e cuide da rua. Projeto que contará como apoio da administração para a pintura dos meio fios e manutenção mensal da rede elétrica e telefônica.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Samambaia e o meio ambiente

(Imagens meramente ilustrativas)

Samambaia sempre foi um lugar de área verde extensa, em geral cercada por grandes fazendas. Entre essas fazendas passam alguns córregos e nascentes que deságuam no Rio Descoberto (GO). Apesar de sua vegetação ser o cerrado, o local é muito abençoado na área de plantações. Como diria Pero Vaz de Caminha, em se plantando tudo dá. Eu diria que quase tudo. No local onde moro, mais propriamente na fazenda do post anterior que virou chácara, pode-se saborear algumas frutas, como mangas de muitas espécies, jabuticaba, pitanga, goiaba, caju, conde e amora, entre outras.
Talvez essa fertilidade toda possa ser atribuída ao terreno, de onde brotam nascentes por vários lugares. Mas essa também é uma preocupação de alguns dos novos moradores, pois essas nascentes podem inutilizar o terreno para construção.
Se Samambaia se preocupa com o terreno, os animais se preocupam ainda mais. Alguns espécimes como periquitos, micos e cobras, que são os animais de que se tem notícia na área, perderam seu espaço. Onde ficavam as grandes fazendas, com muitas árvores, campo aberto e frutas, onde eles podiam se alimentar viraram condomínios. Rodeados de casas, os animais ficam restritos ao espaço verde que ainda não foi desmatado. Os animais não podem transitar livremente para ir até as frutas sem serem caçados por crianças e adultos que acham a natureza bela e querem trancafia-las.
A presença dos “moradores mal-educados” não contribui em nada para a preservação do meio ambiente. Quase não há mais animais, a água dos córregos está poluída e há muitas queimadas e acúmulo de lixo em alguns terrenos. Em resumo, a fauna e a flora saíram perdendo com a urbanização do local. Essa é uma luta difícil de ser vencida pelo meio ambiente. Num lugar onde só se pensa em novas construções talvez ainda seja válido investir em educação ambiental, pois o homem não vive se outras espécies também não viverem.

Samambaia e Santo Antônio do Descoberto - histórias que se entrelaçam

Por possuir uma população relativamente pequena no início, Samambaia (DF) e Santo Antônio do Descoberto (GO) sempre foram co-dependentes uma da outra em quase todos os aspectos. As histórias e tradições não podem ser contadas sem citar uma ou outra cidade. E para falar em uma das duas é preciso falar da família Abdon Elias, uma das famílias mais tradicionais do lugar, a minha família.

Por ser uma das primeiras famílias a chegar a Santo Antônio e Samambaia, os Abdon Elias sempre participaram ativamente da formação da cidade, em todos os eventos (políticos, culturais, sociais religiosos e etc.). Foi dela que nasceu Abdon Elias, primeiro prefeito da cidade. Ele seria o primeiro, mas não o único político da família a fazer parte da história política da cidade. A primeira escola de Santo Antônio leva o nome de um dos membros da família, o Colégio Estadual Salomão Elias Abdon.

O antigo Centro de Ensino nº 01 de Samambaia, teve sua fundação inicial na casa de Salomão Elias Abdon, que resolveu ceder parte de sua casa para o ensino de seus filhos e de algumas crianças que moravam ali por perto. Mais tarde Salomão doaria parte de sua fazenda para a construção da primeira escola de Samambaia. Hoje a escola leva o nome de Mirian Telles Ervilha, que nunca chegou a visitar o lugar. Os moradores chegaram a organizar um abaixo-assinado para que a escola permanecesse com o nome original, mas não houve efeito nenhum sobre a decisão da então governadora, Maria Abadia.

As comemorações das duas cidades também passam pelas mãos da família. Em Samambaia, foi na fazenda Santa Luzia que as primeiras festas juninas foram realizadas, com direito a pipoca, quentão, fogueira, bandeira e queima de fogos todos os anos. Os primeiros bailes de forró, que agitavam toda a cidade, naquela época também aconteceram no bar da família.

Em Santo Antônio a festa junina sempre foi a principal atração. Esperada com grande entusiasmo, a festa reunia todos os habitantes da cidade. Lá, os moradores participavam das missas e logo depois se punham a festejar. Mas as festas juninas não eram o único evento de Santo Antônio. A cidade também contava com eventos como os bailes para a juventude, onde se ouvia músicas dos anos 60 a 80, os rodeios e as cavalgadas, que hoje acabam em comemoração na casa de Antônio Elias, filho de Salomão Elias Abdon. Mais freqüentemente, uma das tradições da cidade tem sido “A caminhada pela paz”, realizada pelos Abdon Elias. A caminhada teve início depois da morte de Chico, um dos amigos da família, mas a iniciativa tem ganhado cada vez mais adeptos.

A chegada de novos moradores em Santo Antônio do Descoberto e em Samambaia, tem afetado as tradições mais antigas das duas cidades. Hoje, não existem mais os bailes de forró nem as festas juninas que atraíam toda a população de Samambaia. A urbanização das pequenas cidades trouxe novos eventos, em geral para a juventude, como bares, boates, eventos, shows - como 5º Acústico da banda Gênes (foto) - e etc. Mas, com esses eventos vieram também a violência. As famílias mais pacatas, daquela época em que se esperava com ansiedade pelos festejos das duas cidades que todos podiam participar, tem ficado cada vez mais em casa.

* Clique na imagem para melhor visualizá-la.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A síndrome de aversão a Brasília

olá pessoal, estava aqui, mais uma vez revirando meus arquivos e encontrei outro texto bem interessante do professor Adalberto Lassance. Creio que esse texto contém algumas idéias bem relevantes para o desenvolvimento do nosso debate em relação a Bairros e Vizinhanças...
A síndrome de aversão a Brasília (I)
Por Adalberto Lassance
Brasília, Capital Federal, Brasília, sede do Governo do Distrito Federal, Brasília sede das embaixadas estrangeiras. "Brasília, Capital da Esperança". a Brasília de JK,. A Brasília de Lúcio Costa. A brasília de todos nós. Brasília de louvores. Brasília de muitos amores!
Parece que todos amam brasília, ou o nome de Brasília. Entretanto, apenas parece. Pelo menos para os habitantes do distrito Federal. Embora paradoxal, os habitantes do DF têm raiva do nome de Brasília, ou até mesmo da cidade de Brasília . até mesmo seus moradores a desprezam.
Mas que absurdo, que despautério, dirão os leitores. Com que base afirmo isto, com tanta convicção, com tanta firmeza, perguntarão por certo, impressionados com a ousadia de minha acusação.
eu explico, bem explicadinho. A aversão ao nome de Brasília tem origem patológica. É uma doença. E altamente contagiosa. Pega pelo simples contato na conversa do dia-a-dia, no bate papo jogado fora. Não importa se os interlocutores estão mais perto ou um pouquinho mais longe. É uma doença terrível. Tão perigosa, tão contagiosa, que não precisa de contato físico. É insidiosa, sorrateira, agressiva e altamente nociva. tranforma-se num vício e como tal é dolorosa, difícil de se livrar dela.
A sua periculosidade ainda é mais apavorante porque contamina todas as classes sociais. Analfabetos e doutores, intelectuais e operários, jornalistas e professores, políticos e autoridades, de todas as raças e religiões também.
"Zé povinho, ou "Zé povão", todos se contaminam: - é a síndrome da aversão a Brasília.
Se você não acredita em mim, tudo bem eu sou conformado. Não é à toa que também a descrença no próximo quase virou doença. Mas eu lhe peço, caro leitor: em respeito a sua própria inteligência pois inteligência não é um privilégio do rico, mas também do pobre, do negro, do branco, do analfabeto - então, atende para o que vou lhe dizer...
A Síndrome da aversão a Brasília (II)
Se você, homem do povo. Se você, autoridade. Se você, jornalista. Se você, professor. Se você, político. Se voc, criança ou adulto, ainda não foi atacado pela síndrome de averssão a Brasília, porque então você não fala em alto e bom som, com todo o orgulho: moro em Brasília, vou a Brasília, estudo em Brasília, trabalho em Brasília.
Não!...A febre alta provocada pela grave síndrome a qual falei, faz-lhe entrar em desvario. E aí sem noção do que é certo ou errado, você "viaja" e afirma: moro no plano piloto, vou ao plano piloto, estudo no plano piloto, trabalho no plano piloto...
Escrevi plano piloto com iniciais minúsculas, você percebeu? É isso mesmo, não está errado não, está certo! Com todo o respeito à genialidade de Lúcio costa , plano piloto com letra minúscula - não tem nada a ver com o respeito que lhe devo e ele merece - é para ensinar a você que plano piloto é tão somente o desenho inicial que deu origem à concepção urbanística de Brasília. Também é o plano piloto área parcial definida, delimitada para o tombamento de Brasília, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Veja bem, Brasília não e não só o plano piloto, foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Assim, o plano piloto é tão somente um plano, um desenho, um projeto. A rigor, hoje ele só existe como tal. A maravilhosa Brasília, a Capital Federal do Brasil, moderna, exuberante, estuante de vida, é seu rebento único, inigualável.
Então por que você, autoridade. você jornalista. Você professor. você escritor. você criança ou adulto, só fala em palno piloto, fazendo Brasília desaparecer do cotidiano da mídia, dos livros,e até dos mapas? Você não acredita no que eu digo? Então preste atenção: leia os jornias do Distrito Federal, assista os programas locais de rádio e televisão, veja os mapas, consulte a lista telefônica.
Aí eu lhe pergunto de forma até patética: por que a "síndrome da aversão a Brasília" se arraigou tanto em suas entranhas? Eu porém, lhe desejo oferecer um remédio milagroso, embora não seja médico nem milagreiro:
PENSE, medite nestas "mal traçadas linhas". Elas podem curálo definitivamente dessa doença apavorante provocada pela ignorância do que é verdadeiramente Brasília e do que é verdadeiramente o plano piloto.
Que você goze de uma boa saúde são os meus desejos. Sinceros, acima de tudo, pelo respeito que lhe tenho como cidadão de Brasília, a capital de todos os brasileiros, e como cidadão da "nossa pátria amada Brasil"!...
Adalberto Lassance é cartógrafo, pesquisador, professor e acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal é autor do livro BRASÍLIA & DISTRITO FEDERAL - Imperativos Institucionais, utilizado como fonte dessa matéria.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Interações


A tumultuada vida pós-moderna tem dificultado a mobilização por nossos direitos e as nossas relações com os ambientes onde estamos inseridos. O nosso direito a habitação é inquestionável, mas não é respeitado. Além dos acessos aos serviços básicos como limpeza, saúde, transporte e coleta de lixo não estarem disponíveis a todos.
Taguatinga, como várias outras cidades do Distrito Federal, possui um sistema de transporte coletivo falido. É rotineiro ficar na parada por horas esperando um ônibus circular e quando ele finalmente passa está simplesmente lotado. Quando não quebra no meio da viagem e os passageiros são obrigados a esperar até passar outro ônibus.
O sistema não anda porque possui muitas falhas. Apesar da passagem ser uma das mais caras do Brasil, o dinheiro arrecadado não é revertido em melhorias. Os veículos estão em precário estado de conservação e a frota não é substituída há anos. Sem falar nos estudantes que dependem do passe estudantil, esses já estão acostumados a passar por constrangimentos para adquirir seus vales.
Essa relação tumultuada do dia-a-dia com nosso ambiente faz com que passamos despercebidos por formas maravilhosas de interação. Um exemplo é o Parque Saburo Onoyama, que depois de anos está sendo reativado. A reserva ecológica é uma das mais conhecidas no DF e contará, depois de concluída a reforma, com excelente infra-estrutura para receber seus visitantes. Está previsto no projeto a reforma dos banheiros, churrasqueiras, piscinas, trilhas, quadras, quiosques.
Uma combinação de melhorias no transporte urbano, acesso a habitação, uma nova forma de relacionamento com o meio onde vivemos, a disposição de parques como o Saburo Onoyama e os aspectos que encontramos no nosso bairro devem ser a base para a construção de uma nova relação com o ambiente onde vivemos.

Cidade Habitacional gera orgulho Ambiental

O Riacho Fundo I é uma cidade tranqüila e com poucos indícios de violência. Com uma população de cerca de 44% relativamente nascida no Distrito Federal, segundo fonte: SEPLAN / CODEPLAN – Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios – PDAD 2004, verificou-se que a população que tem o 1º grau incompleto totaliza o percentual 35,03 quase atingindo a do 2º grau completo, que afirma 22,34%.
A produção agrícola da cidade é bem diversificada, principalmente para uma região administrativa considerada urbana, mesmo sendo um santuário de vida silvestre, servindo de refúgio para aves e fauna aquática.
O comércio local é diversificado e nos seus 17 anos, a cidade só têm a comemorar. Constantemente empresários estão alojando empresas, assim gerando emprego e sustentabilidade.
Independente, ainda existe muito que se preocupar; a população reclama sobre a habitação e infraestrutura. Existem programas educacionais e lazer, bem como o posto de saúde, que, segundo o Administrador à intenção é que possa atender os pacientes 24h. mas, os moradores reclamam por falta de transporte relatando que os ônibus demoram a passar e não circulam em todas as quadras. Outro problema apontado são as bocas de lobo, que em tempo de chuva, não são suficientes para que a água escoe, prejudicando a travessia nas ruas e ocasionando perda de asfalto e buracos nas ruas.
Diante desses pontos negativos, a interação entre os homens e natureza é primordial. A educação com o homem e o ambiente, é um contentamento dos moradores. O equilíbrio ambiental é peça fundamental para o complexo demográfico orgulhando a toda população. Com uma reserva ambiental e árvores típicas do cerrado, será criado no parque ecológico, o Complexo Biotecnológico - processo tecnológico que permite a utilização de material biológico de plantas e animais para fins industriais. Mais importante que a destinação dos recursos para o setor, é a consolidação de uma nova cultura em relação aos resíduos sólidos, a qual está voltada para a sustentabilidade social e ambiental dos projetos financiados com recursos federais, de forma a garantir qualidade de vida à sociedade.

Novo Olhar





Andando pelo meu bairro eu observei coisas que não havia percebido, apesar de já passar por aquele local com certa freqüência. Descobri um parquinho, uma quadra de esportes, além de uma área verde em uma praça que me pareceu excelente para momentos de reflexão.
Observei também que durante a semana apesar do intenso movimento nas ruas é bem mais silencioso que nos fins de semana. No domingo é difícil encontrar alguém andando pelas ruas, mas o fluxo de carros é bem maior e o barulho produzido por eles é infinitamente maior se comparado aos outros dias.
Quando se aproxima o horário do jogo o movimento nos bares do DI aumenta consideravelmente, o espaço das ruas fica tomado por carros e pessoas e andar por ali se torna uma tarefa bastante complicada.
Depois de toda essa reflexão cheguei à conclusão de que vou sentir muita falta de toda essa agitação da praça. Mesmo sendo praticamente impossível falar ao telefone ou assistir televisão nos horários de grande movimentação nos domingos, sinto que já estou com saudades de todo esse barulho agora que estou me mudando.