segunda-feira, 2 de abril de 2007

Interações


A tumultuada vida pós-moderna tem dificultado a mobilização por nossos direitos e as nossas relações com os ambientes onde estamos inseridos. O nosso direito a habitação é inquestionável, mas não é respeitado. Além dos acessos aos serviços básicos como limpeza, saúde, transporte e coleta de lixo não estarem disponíveis a todos.
Taguatinga, como várias outras cidades do Distrito Federal, possui um sistema de transporte coletivo falido. É rotineiro ficar na parada por horas esperando um ônibus circular e quando ele finalmente passa está simplesmente lotado. Quando não quebra no meio da viagem e os passageiros são obrigados a esperar até passar outro ônibus.
O sistema não anda porque possui muitas falhas. Apesar da passagem ser uma das mais caras do Brasil, o dinheiro arrecadado não é revertido em melhorias. Os veículos estão em precário estado de conservação e a frota não é substituída há anos. Sem falar nos estudantes que dependem do passe estudantil, esses já estão acostumados a passar por constrangimentos para adquirir seus vales.
Essa relação tumultuada do dia-a-dia com nosso ambiente faz com que passamos despercebidos por formas maravilhosas de interação. Um exemplo é o Parque Saburo Onoyama, que depois de anos está sendo reativado. A reserva ecológica é uma das mais conhecidas no DF e contará, depois de concluída a reforma, com excelente infra-estrutura para receber seus visitantes. Está previsto no projeto a reforma dos banheiros, churrasqueiras, piscinas, trilhas, quadras, quiosques.
Uma combinação de melhorias no transporte urbano, acesso a habitação, uma nova forma de relacionamento com o meio onde vivemos, a disposição de parques como o Saburo Onoyama e os aspectos que encontramos no nosso bairro devem ser a base para a construção de uma nova relação com o ambiente onde vivemos.

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