Analfabetismo – uma triste realidade.
Conversando com uma participante da oficina texto feita pelos alunos de jornalismo regional e comunitário da UCB, foi lido um texto que dizia assim:
“Meu nome é Ivaneide tenho 20 anos, moro na comunidade reciclo, tenho dois filhos e moro eu e o meu marido.”
Como havia alguns errinhos de pontuação foi pedido que ela reescrevesse o texto corrigindo-o. Então ela disse que não tinha sido ela que escrevera o parágrafo o que gerou a entrevista abaixo:
Érika: Quem escreveu esse parágrafo?
Ivaneide: Foi minha colega, como não conseguiria, eu fui falando e ela escreveu para mim.
Érika: Você não sabe ler e escrever?
Ivaneide: Não sei.
Érika: Sabe escrever o seu nome?
Ivaneide: Também não!
Érika: Não sente falta?
Ivaneide: Eu já até comecei freqüentar a escola, mas é tudo muito difícil, tenho que trabalhar para poder ajudar na renda da Reciclo. Às vezes eu até me esforço para tentar entender o que está escrito nas faixas da rua. Mas não passa disso.
Érika: Seus pais não lhe colocaram na escola quando era criança?
Ivaneide: Não, na época eu não morava em Brasília, morava numa chácara em com minha mãe e lá não era preciso ler e nem escrever. Não fazia a menor diferença eu saber ou não ler e escrever.
Érika: Qual foi a vez em que você mais sentiu necessidade em saber ler e escrever?
Ivaneide: Quando eu vim para Brasília, nem documentos eu tinha, tive que tirar agora para poder me cadastrar nos programas que varias entidades nos oferecem. Mais esse ano irão implantar uma escolinha lá na nossa comunidade e eu vou aprender a ler.
Hoje se sabe que existem analfabetos no país, mas a sensação de conhecer um e extremamente estranha. Pois para quem sabe ler e escrever a escrita torna-se muito simples e fácil enquanto para outros é um enigma.
É importante que esse caso seja resolvido pelo governo.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
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