sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Vizinhança: Manual Prático de Sobrevivência

Vizinhança é uma coisa engraçada. Quando chega um caminhão de mudança no bairro, é um alvoroço só! Em questão de horas, todos já sabem todos os dados do novo morador do local: quantos compõem a família, nomes, idades, profissões, tamanho da pata do animal de estimação [caso o animal as tenha], cidade de origem, renda salarial e árvore genealógica. Uma rede de veiculação de informações capaz de fazer inveja aos mais dedicados espiões de Hitler.
Em minha rua, particularmente, grande parte dos moradores reside no local há mais de uma década [como minha família, que reside há quase duas]. Certas peculiaridades que vêm com o tempo são inevitáveis, tais como o “relatório diário” sobre vidas alheias, sobre a vida dos próprios familiares - como a filha namoradeira que ficou até tarde no portão -, ou o anúncio de que a cunhada do primo da namorada do irmão do vizinho da frente vai passar uma temporada por ali.
Certas coisas acima citadas não são saudáveis para o convívio comum, mas por outro lado, essa convivência acaba tornando a vizinhança mais unida. Não são poucas as vezes em que moças são socorridas quando o carro não funcionam pela manhã, que um leva o filho do morador ao lado para a escolinha de futebol junto aos seus ou que um vizinho leva o outro ao hospital durante a madrugada. Hábitos que acabam transformando todos numa grande família, até mesmo a troca de receitas vistas no programa da Ana Maria Braga. Enfim, minha vizinhança é o verdadeiro estereótipo da “boa vizinhança” apesar de todos os contras. Não creio que seja errado dizer: Vizinhos - ruim com eles, pior sem eles!

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