quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Vizinhança

Tranqüilidade, paz e conforto. Esses são os sonhos de quem se muda para Águas Claras, uma cidade essencialmente residencial. O comércio visa apenas atender as demandas locais, sem mega-empresas ou badalações. À noite, realmente faz jus a essa idéia de ser a “cidade que sempre dorme”, pretendida pelos moradores.
Durante o dia, no entanto, a cidade é tomada pela confusão que as incessantes construções trazem. Carreta pra lá, caminhão pra cá e pedestres andando de um lado para o outro. O trânsito é, não raramente, caótico. “Com ruas esburacadas e um altíssimo número de carros, muitas vezes é perigoso transitar pelas ruas. Há muitos acidentes”, diz Rayanna Andrade, 28 anos, moradora há cinco de Águas Claras.
Ruas estreitas, falta de sinalização em diversos cruzamentos talvez sejam os maiores pecados urbanísticos. Mas soma-se a isso a total ausência, com exceção do parque, de áreas verdes. Sem vias arborizadas, a cidade é torna-se uma paisagem árida, tomada pelo cinza do asfalto e o marrom das construções.
O barulho não pára. Marteladas, britadeiras, caminhões.
Águas Claras tem uma população fixa e uma sazonal. São poucos os momentos que ambas encontram-se na cidade. Enquanto os residentes rumam a outros locais para trabalhar, os sazonais (obreiros, empregadas domésticas, funcionários de lojas, etc.) chegam a Águas Claras para o mesmo fim. Ao fim do dia, o processo se inverte, e quem passa o dia fora vem deitar-se em Águas Claras. Quem de fato vive aqui, dorme em outra freguesia...

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