terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cooperativa Reciclo na luta pela vida

Uma mostra da precariedade em que vive as 43 famílias integrantes da cooperativa de catadores Reciclo. As condições em que essas pessoas vivem são precárias e absurdas. Politicas Públicas é coisa que não se vê por lá. Isso revela que as leis do nosso país não estão abraçando de fato TODO o povo brasileiro.
“Brasil mostra a sua cara”.







Mateus ( 3 anos )







Tatiane (6 anos)

O calor é de arder, a água é rara e o cheiro é fedido. Mosquitos, cachorros e cavalos fazem parte do ambiente de moradia das 43 famílias que vivem reunidas na Cooperativa Reciclo, uma cooperativa de catadores do Distrito Federal que luta a cada dia pela sobrevivência.
Instalados atrás do supermercado Carrefour, em Taguatinga Sul, os cooperados não possuem água potável e nem luz elétrica. Seus barracos são feitos de madeira, lona e pedaços de sucatas encontrados nos lixos da cidade. Nessas condições a cooperada Sirgilene da Silva, 37 anos, e o esposo criam seus quatro filhos.
Ela conta entristecida sobre a dificuldade de buscar a água para o uso diário. São 30 minutos de caminhada até chegar à bica. Na volta o cansaço já tomou conta de suas pernas e o peso das garrafas dificulta ainda mais o percurso. Por isso, muitas vezes os cooperados passam o dia sem água. Ninguém sai ileso com a situação; adultos, jovens, crianças e até os recém nascidos sofrem as conseqüências de um dia na e sede e na seca. “A vida aqui não é fácil, nós lutamos a cada dia”, ressalta Sirgilene.
A luz elétrica dentro da Reciclo é ilícita. Os moradores fazem uma série de gambiarras para puxarem a energia pública, assim conseguem ligar as lâmpadas de luz e também alguns aparelhos elétricos como televisão, rádio e liquidificador. O problema é que além de ser errado usar energia pública, o risco de acontecer um acidente é muito grande. Essas gambiarras são feitas com fios velhos, desencapados.
A Cooperativa Reciclo se organizou com a ajuda da Universidade Católica de Brasília (UCB), da Caixa Econômica Federal e de outros parceiros. Hoje, tem a certeza segundo Gervasio da Silva, pai da presidente da cooperativa, Jaqueline, que os barracos não serão mais derrubados. O Sivi-Solo se comprometeu a enumerar os barracos para ter o controle do número de integrantes da cooperativa e assim iniciar o processo de construção das novas moradias. Enquanto isso, essas famílias vão resistindo a toda precariedade em que vivem.



Ana Vanessa/ Camila Peres/ Hélida Fernanda/ Camila


Um comentário:

Deinha disse...

Vcs precisavam voltar ao local e ver que esta realidade não mudou. O que mudou foi apenas algumas pessoas que estavam cadastradas na cooperativa reciclo. Mesmo assim algumas pessoas permanesceram e outras vieram de longe com a ilusão de ganho de uma casa. Mais na certeza de muito sofrimento... Lamentavel a situação!