sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Park Way, meu pequeno grande Bairro!

Apesar da sua idade, o bairro do Park Way é um dos bairros menos extensos do Distrito Federal. Junto com o projeto de Juscelino Kubitschek para Brasília, o Setor de Mansões do Park Way nasceu no território do DF.
Situado no decorrer da BR040 o, Park Way é distribuído por 29 quadras onde habitam mais de 23000 pessoas. As casas são de arquiteturas bem modernas e aconchegantes de acordo com o gosto de cada morador. A sua boa aparência é de muita importância, pois o local recebe um grande numero de turistas que passam pela capital todos os anos.
O fato de ser um local designado como residencial, o bairro não recebe nenhum tipo de comercio. Mas os maiores pontos turísticos de Brasília esta localizado nele. A Casa Niemeyer, o Catetinho, a Casa de Fazenda (Country Club), o Museu Vivo da Memória Candanga, a Mansão das Ocas são os principais.
Além de ser um lugar muito bonito estruturalmente, o Park Way é um dos locais mais calmos e com melhor convivência habitacional. Sempre mobilizados para defender o bairro, os moradores cuidam muito bem do local onde vivem. Apesar da sua pouca extensão territorial, o Par Way consegue receber grandiosidades como os museus e as inúmeras pessoas que amam o local.
Por Rayssa Maryanne

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Escancare seu id, acorde o ego e esqueça o superego


Um gostinho bom de morar em Taguatinga é todo seu aspecto de cidade do interior que ela conserva. Do tipo de moradores conversando nas portas de suas casas, vizinhos trocando favores, crianças brincando tranqüilamente em suas ruas. As padarias com seus donos antigos, grandes supermercados perdendo espaço para mercados de bairro, os pastéis bons e baratos, seus shoppings no meio da cidade disputando com pequenas lojas de comerciantes habituais.
Porém, existe um lado negativo que supera toda essa coisa boa de cidade pequena: o trânsito. Isso porque, sem dados concretos, só com uma visão pessoal do assunto; posso afirmar com toda convicção de que mais de 70% do terceiro setor trabalha no Plano Piloto. E com as várias reformas e "impostos aplicados", o tempo de volta ou ida duplicaram. Por exemplo, para se chegar no Setor Comercial Sul, praticamente o centro de Brasília, sem congestionamento, você leva 20 minutos. Com congestionamento, às 7:15 da manhã, trafegando pela Estrada Parque, pode ter certeza que um chamado de atraso você vai ter do seu chefe. E a volta? É preferível gastar um tempinho em algum lugar da cidade a voltar às 18 horas para Taguatinga.
Por isso, vá ao Parque da Cidade observar as pessoas ou mesmo as coisas simples da vida como o pôr-do-sol "la vie en rose" de Brasília; vá ao cinema curtir alguma estréia, tome um sorvete em algum canto da cidade, visite aqueles amigos que você nunca vê justamente porque moram no Plano. Ou se você tem nervos de aço, encare, mas encare com fé de que um dia as coisas podem mudar. Mas esteja ciente de que elas não mudarão. Por isso, para enfrentar essa nova realidade brasiliense, matricule-se em alguma aula de yoga e aprenda a apreciar obras clássicas. Elas te ajudarão a enfrentar o engate da primeira e segunda e alegria de colocar uma terceira às 18:30.

Terra de todos

Como moradora de Taguatinga e freqüentadora assídua do Plano Piloto, fica impossível falar de um sem ligar ao outro. Vivendo em Taguatinga desde o início da vida, me habituei aos costumes simplórios da cidade satélite. O primeiro deles é a localização dos principais serviços. Andar a pé se torna um prazer, quando se tem tempo, já que a vida urbana se divide em as mais variadas classes sociais, desde o mendigo até a socialite emergente.
E durante a semana observar estes variados tipos tornou-se uma confirmação de tudo aquilo que eu já imaginava. Os idosos em suas habituais tarefas de comprar a quantidade mínima de carne para seu almoço, estudantes voltando debaixo do sol escaldante de meio-dia para suas casas, self-services lotados pelos funcionários do comércio local, metrô cheio por aqueles que se dirigem aos serviços em outras cidades satélites. O espírito de Taguatinga ainda é o de cidade pequena, com meninos brincando de ‘’pega-ladrão’’ e ‘’pique-pega’’ despreocupadamente em suas ruas.
Há uma nítida diferença entre quem mora no Plano Piloto e quem trabalha lá. Oscar Niemeyer produziu a cidade com idéia na arquitetura européia. E isso gerou um distanciamento entre os moradores da cidade, com uma projeção espacial peculiar. Entretanto, a velha guarda brasiliense continua com sua vida de interior, indo às farmácias e comprando seus pães às três da tarde.
Mesmo com as peculiaridades, andando por qualquer cidade do Planalto Central, você vai observar a multiculturalidade, as diferenças que fazem da terra de Renato Russo um dos melhores lugares para se viver. Estranho para quem chega, apaixonante para quem vive.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Um lugar com muitas perspectivas de crescimento

Santo Antônio do Descoberto é uma cidade de muita perspectiva de crescimento, não é uma cidade grande, no entanto sua população juntamente com seus governantes luta para vê-la crescer. Uma cidade onde há 15 anos atrás não se ouvia nem falar, não existiam rede de esgoto, a maioria dos bairros não tinha água encanada, energia elétrica e nenhum tipo transporte descente para aquela população sofrida.
Hoje podemos dizer que a cidade vem crescendo em relação a vários aspectos, como exemplo: a rede de esgoto que já foi implantada em quase todos os bairros, a energia elétrica, a coleta de lixo, e o sistema de limpeza urbana, e também o asfalto que já percorre por vários setores da cidade. É claro que se espera muito mais avanço daqui pra frente.
Santo Antônio é um lugar que não tem muita estrutura por ser uma cidade com quase 100.000 habitantes, sendo a maioria vinda de outros estados, suas residências na maioria delas são casas simples não é um lugar arrojado, porém de pessoas muito acolhedoras e humildes. Ainda não me sinto satisfeita com saúde, educação, transporte e segurança na cidade, os governantes poderiam abrir os olhos e empenhar-se mais nas melhorias e recursos para que a qualidade de vida de seus habitantes sejam dignas e favoráveis a eles.
A cidade recebe muito incentivo ligado ao meio ambiente, e a preservação, e coloca em prática criando projetos onde a secretaria do meio ambiente da cidade realiza atividades de recuperação do meio, como o plantio de árvores, o gramado e leva também esse incentivo para dentro das salas de aula.

Uma nova percepção de vida

Moro no Setor o, bairro da cidade satélite Ceilândia. Nunca me interessei pelo bairro, sempre fui mais uma no meio da população. O meu desinteresse, não sei de onde vem, mas fui instigada a descobrir o que o meu bairro tem a oferecer a mim e aos demais moradores.
A semana foi passando e uma pergunta não saiu da minha cabeça. Será que sempre vivi na tão falada caverna de Platão? Percebi que só vejo a luz solar quando saiu para ir à universidade e quando regresso a minha casa. Não sei quem são os meus vizinhos, o que eles fazem, nem o que pensam a respeito do bairro em que moramos.
Com minha nova meta, meu olhar não hesitou em observar tudo em minha volta. No fim de semana as ruas são invadidas por crianças. É um corre-corre, uma gritaria, gargalhas constantes, uma verdadeira festa. Ninguém está preocupado em permanecer limpo, nem ficar calçado. É certo que está é uma imagem é de uma cidade do interiro, mas o mais interessante é que em meio ao avanço cotidiano, as crianças ainda tentam recuperar antigos hábitos.
No decorrer da semana a imagem é outra. O bairro fica calmo, as ruas silenciosas. Só se escuta os carros passarem, algum burburinho é possível ouvir e quando escuto, sei que são as crianças e os adolescentes indo ou voltando das escolas existentes no bairro. Mas a agitação que me impressionou, não está presente.
Descobrir que ao entardecer é possível ver o sol se por sobre o lago formado pela barragem do rio descoberto. O sol que eu não percebia, não observava e que não apreciava. O céu se torna alaranjado, a barragem vira um esplêndido espelho, o brilho impressiona. Agora a pergunta que não quer calar é: por que demorei tanto a descobrir tudo isso?
Por Karina Ferraz

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

De centro de erradicação de favelas à cidade grande

Talvez ninguém tenha imaginado que a construção de uma nova cidade, em pleno coração do país, pudesse atrair tantas pessoas. E, contrariando expectativas, atraiu. De acordo com dados da Administração Regional da Ceilândia, já em 1969 Brasília contava com 79.128 favelados, a grande maioria formada por pessoas que vieram trabalhar na construção da nova capital e resolveram ficar. Assim ficaram decididas, na época pelo governador Hélio Prates da Silveira (daí a origem do nome da principal avenida da cidade), dois grandes passos: a erradicação das aglomerações e a formação de uma nova cidade na região, a Ceilândia. A origem do nome, então, torna-se óbvia: CEI – Centro de Erradicação de Invasores; landia, palavra de origem inglesa que, ao pé da letra, significa cidade. Surge, então, a cidade-centro de erradicação de invasores, hoje com quase 350 mil habitantes, a maior do Distrito Federal.

Aos poucos, Ceilândia começou a andar com suas próprias pernas. Hospitais, escolas, pavimentação urbana e saneamento básico foram surgindo pouco a pouco. Em 27 de março de 1971, o governador Hélio Prates da Silveira lançou a pedra fundamental da Ceilândia, onde hoje é a Caixa D’água, símbolo da cidade. Naquele mesmo sábado, começavam as obras de assentamento das famílias. Daí para a inauguração da primeira linha de ônibus que ligava Ceilândia ao Plano Piloto não demorou muito. O primeiro ceilandense nascia e, com ele, a esperança de uma vida digna para todos que chegavam. Em 1972, um ano após o início do desafio, entra em cena Maria de Lourdes Abadia, que mais tarde governou o Distrito Federal por 4 anos, como vice de Joaquim Roriz. Hoje, Abadia leva os créditos para o que Ceilândia se tornou. Não é por menos. Após trabalhar no Centro de Desenvolvimento Social (CDS) da cidade, Abadia tornou-se administradora regional, cargo que manteve por mais de 10 anos. Atualmente, Abadia é admirada por grande parte dos moradores.

A nova cara da cidade já está formada. Os pais de família, quando não aposentados, são comerciantes nas diversas feiras populares (elas são muitas). As mães são donas de casa dedicadas. O jovem, maioria de baixa renda, luta pelo primeiro emprego e pelo ingresso na Universidade. A minoria burguesa da cidade desfruta de cultura e lazer em Taguatinga e, principalmente, no Plano Piloto. E, como em toda cidade grande, Ceilândia está violenta e não parece mesmo aquela criança promissora de alguns vários anos atrás...

Meu Bairro

O Setor o foi projetado para ser um bairro da cidade satélite de Taguatinga, o “setor-oeste”, entretanto, foi inserido na Ceilândia. Pode se dizer que não é um dos bairros mais bonitos de Brasília. Para se tornar um, falta muito. Não têm lanchonetes conhecidas como: Giraffas e Ms Donald’s, não têm praças, cinema, banco, muito menos shopping. É um bairro de periferia. No entanto, não significa que só moram pessoas das classes C e D. Muito pelo contrário, há pessoas com condições de vida satisfatória, mas optam por este bairro por ser um local tranqüilo, calmo e de fácil locomoção.
Em quesito de locomoção os moradores do Setor o não têm do que reclamar. O terminal de transporte coletivo e a garagem dos ônibus estão dentro do bairro. Passam ônibus para todo o Distrito Federal e entorno, alguns precisando de melhorias. Mas como é necessária a utilização dos mesmos, os moradores se arriscam.
A construção habitacional segue um rigoroso sistema de quadras e conjuntos. São entre-quadras, ruas com o mesmo tamanho, mesmo formato, comércio em lugares específicos, contribuindo para que o bairro cresça gradativamente. Contribui tanto no quesito comercial quanto no residencial.
Por mais que o bairro não tenha a bela vista para o lago Paranoá, temos à vista do pôr-do-sol do lago que se forma na barragem do rio Descoberto. Por mais que não tenha a vista dos grandes prédios do Plano Piloto, temos ainda algumas belas árvores pelas nossas ruas. Por mais que não tenha o barulho de vários carros, temos as risadas das crianças nas ruas.
Por Karina Ferraz

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Taguatinga.

Taguatinga é uma cidade arrojada que veio para mudar e acrescentar histórias em Brasília. Esta cidade foi criada com o objetivo de acabar com as famosas “invasões”, que estavam sendo formadas nas áreas urbanas de Brasília. Foi criada em 5 de junho de 1958, teve alguns nomes diferentes como, “Vila Sarah Kubitschek”, “Santa Cruz de Taguatinga”, quase foi chamada de “Presidente Kennedy”, por causa da morte do chefe de estado norte americano, sendo então por fim, escolhido Taguatinga. No inicio foi implantada em terras de Luziania – Goiás, na fazenda Taguatinga, a oeste de Brasília.
Tudo começa quando umas mil pessoas decidiram vir tentar a vida em Brasília, entregues a própria sorte, essas pessoas que fizeram com que Taguatinga é o que é hoje.
O traçado da cidade tinha sido previsto por Lúcio Costa anteriormente como cidade-dormitório para 25 (vinte e cinco) mil habitantes e deveria nascer 10 anos depois da inauguração de Brasília, porém, um fato inesperado precipitou os acontecimentos. No Sábado, dia 31 de maio de 1958, o então presidente Juscelino Kubitschek iria jantar com amigos num dos restaurantes da cidade do Núcleo Bandeirante os migrantes sabendo disso, reuniram-se em grande massa popular empunhando faixas com os seguintes dizeres: "Viva a Vila Sarah Kubitschek". O Doutor Israel Pinheiro, na época presidente da NOVACAP, tomando conhecimento do fato, enviou ao local uma comissão que falou à multidão prometendo solucionar imediatamente o problema habitacional, instigando assim, Lúcio Costa a abreviar a conclusão dos projetos da primeira cidade do Distrito Federal cuja demarcação foi de responsabilidade dos topógrafos Maciel e Décio.
Foram feitas as distribuições de lotes daquela que se denominava a partir de então “Vila Sarah Kubitschek”. Em dez dias foram alojados mais de 4.000 (quatro mil) pessoas e todos receberam seus lotes com direito a ocupação. Cerca de 1.000 (mil) fossas foram construídas, a rede provisória de água potável foi instalada, o transporte viário instituído e foi assegurado aos habitantes assistência médica. Aos seis meses já estavam em funcionamento escolas, hospitais e casas para professores.
Taguatinga conta atualmente com mais de 243.575 mil habitantes, tem alguns monumentos históricos como a praça do relógio, escolas que surgiram bem no inicio da inauguração, conta com uma boa infra-estrutura, o comércio é bem amplo e bem diversificado, a divisão é feita por bairros entre eles, Águas Claras que já é independente, Areal, Vila Matias, Vicente pires, entre outros.
Essa é um pouco da história de Taguatinga, meu bairro.


Por: Carolina Soares Malheiros

Vendo com outros olhos.

Esta semana andando pelo meu bairro pude observar várias coisas que passavam despercebidamente nos meus olhos. Sai da faculdade no sábado depois da aula, quando a professora passou essa atividade, com outro olhar, passei a olhar melhor para as pessoas, e comecei a dar mais importância aos detalhes. Bem, fiz uma espécie de “diário”, no dia 04 de agosto, saindo do campus da universidade não notei nada de diferente, apenas vi com mais atenção às coisas que já estou acostumada a ver, pessoas esperando seus ônibus, correria de um lado para outro como se fosse uma segunda feira, lojas abertas na esperança de vender seus produtos, nada muito diferente da semana.
Moro em um bairro muito tranqüilo, meus vizinhos são pessoas bem mais velhas que eu, então não tenho costume de conversar com eles, até porque todo mundo sai de casa cedo para trabalhar, alguns chegam à casa só à noite e só querem descansar ver um pouco de televisão e dormir. Perto da minha casa tem uma praça composta por um parque onde as mães levam seus filhos para tomar ar fresco, um mercadinho, vários bares, um posto policial, cartório, uma lotérica que vive cheia de pessoas fazendo suas apostas na esperança de ganhar um trocado para viver o resto da vida tranquilamente.
Infelizmente a sociedade perdeu alguns valores, não vi os vizinhos conversando nas portas, as crianças não brincam mais na rua, perdeu-se o costume de ir à padaria a pé, até a bicicleta foi deixada de lado. Creio que com essa perda de valores fica difícil fazer um jornal de bairro, as pessoas precisam se reunir mais com o próximo, realizar trabalhos comunitários, reuniões entre comunidades de bairros, assim ficamos conhecendo um pouco de quem mora do nosso lado, dividindo trabalhos, conhecimentos, ajuda e etc. Sem isso vamos acabar vivendo apenas por conta do egocentrismo e quando abrirmos os olhos será tarde demais, ficaremos sozinhos.

Por: Carolina Soares Malheiros

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Berço de conquista e evolução

Fúlvio Costa

De fazenda do município de Luziânia no interior do Goiás, Taguatinga passou a extensão do Distrito Federal. O nome tem origem indígena: Taguatinga vem do tupi-guarani tawa-ting, cujo significado é barro-branco. Um erro de tradução mudou o significado para ave-branca, uira-tinga, em tupi-guarani, adotada por algumas empresas e instituições da cidade. Boa parte da população prefere a tradução de ave-branca. Segundo o morador da QSF 3, Pedro Muniz, 59, a interpretação popular de ave- branca se dá por ser uma palavra composta mais bonita e que “ao invés de remeter a algo inanimado, remete a pássaro de cor branca”, afirma.
Antes de se tornar a Região Administrativa Taguatinga, a localidade recebeu, em 1958, o nome da esposa do então presidente Juscelino, Vila Sara Kubistschek que, no mesmo ano, diante de inúmeras propostas para mudanças, por reivindicações dos primeiros moradores, foi trocado para Santa Cruz de Taguatinga, e, por fim, permaneceu somente a última palavra, Taguatinga, devido à formação geológica encontrada no leito do córrego que passa ali.
O objetivo da fundação de Taguatinga, em 1958, aconteceu em decorrência da superlotação do Núcleo Bandeirante, chamado de cidade livre, com isso, as invasões já começavam a se formar gradativamente às margens de Brasília. Os candangos ou pioneiros da nova Capital se faziam cada vez mais numerosos, vindos de todas as regiões do país, em proporção maior do Nordeste, atraídos pela promessa de emprego fácil em Brasília. Mas o fato logo se resolveria com a povoação de uma área distante para não transformar o Plano Piloto em bairro com invasões.
Taguatinga cresceu e evoluiu rapidamente e, de bairro-dormitório, transformou-se em pólo comercial do DF. Distante 25 km do núcleo planejado por Lúcio Costa, a cidade satélite é considerada a mais influente entre as outras 28 do Distrito Federal destacando-se na venda de móveis. A população taguatinguense alcançou em 2000 um número de 243.159 habitantes, segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, em proporção menor que o número de habitantes, o setor empregatício não abriga este contingente, apesar do setor comercial ter gerado elevado número de empregos, a maior parte da população trabalha no setor público federal no Plano Piloto.
O setor educacional de Taguatinga também se destaca por abrigar cinco faculdades e uma universidade católica, que atrai estudantes de todo o país. No transporte é uma das poucas cidades do DF favorecida pelo metrô, e na segurança é a segunda cidade mais violenta, perdendo apenas para Ceilândia.
Um lugar que promete...


Desde de quando me mudei, escuto muitas previsões, de que Águas Claras vai se tornar uma das cidades mais valorizadas, bem estruturadas e projetadas do Distrito Federal. Se é valorizada ou não, eu não sei, pois, não entendo nada do mercado imobiliário do DF. O que eu observei até agora, é que a cidade ainda precisa de muita infraestrutura para melhorar a vida de muitos moradores insatisfeitos como eu.

Águas Claras é vigésima região administrativa do Distrito Federal, onde vivem em média 75mil habitantes, e conta com uma área de 808 hectares. Cidade fica a mais ou menos há 20 minutos do Plano Piloto( de carro, é claro porque se for de ônibus...). Águas Claras dispõe de poucas linhas de ônibus, para o número de habitantes. Mas é cortada pela linha do Metrô e possui quatro estações: Arniqueiras, Águas Claras, Concessionárias e Estrada Parque.

Nós moradores não podemos esquecer do Parque Ecológico, que sem dúvida tem uma boa estrutura.

Eu como uma moradora não muito contente com a estrutura da cidade, espero melhoras, não só no transporte, mais também na seguança , saúde ( não sei de nenhum hospital na cidade, a não ser um veterinário, que por sinal é muito bem equipado) .

Hélida Fernanda

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Um pedaço do Nordeste no Distrito Federal

A forte influência nordestina na Ceilândia pode ser percebida em cada esquina da cidade. Aos finais de semanas, não é raro ver famílias de grandes membros – pra lá de 5 - sentadas nas feiras populares, saboreando uma tapioca, um vatapá ou um caldo de mocotó. As famílias também vão às compras. Nas feiras, há de tudo para vender: roupas, acessórios, eletrônicos... o que não falta é cliente. Durante a semana, a classe trabalhadora também se diversifica. Há camelôs espalhados por todos os lados: em frente aos bancos, praças públicas e até nos comércios. É um retrato brasileiro do trabalho informal. Na falta de carteira assinada, o ceilandense se vira como pode. Paradas de ônibus também estão sempre lotadas na dura luta diária de quem precisa de transporte coletivo até o Plano Piloto.

A população da cidade pode comemorar. A cultura não está mais tão distante da realidade dos moradores que não têm recursos para atividades. Desde 2005, por exemplo, o carnaval de Brasília deixou de ser apenas o galinho no Eixo sul e chegou até a Ceilândia. No setor P-sul da cidade, o Governo construiu o Ceilambódromo, que recebe os desfiles das escolas de samba do Distrito Federal. Além do carnaval, existe na cidade a famosa Casa do Cantador – ainda exemplo da influência nordestina – que promove, anualmente, o Encontro Nacional dos Repentistas. Há vários outros bons exemplos, como o da última festa junina, que teve a presença de algumas celebridades como Elba Ramalho e Frank Aguiar, a praça do cidadão com demonstrações de cultura popular... O povo gosta. O povo aplaude.

Mas Ceilândia não vive só de bons momentos. Muito pelo contrário. A cidade está entre as mais perigosas do Distrito Federal. A violência cresce em números absurdos, uma vez que a educação e princípios básicos de uma sociedade justa parecem mais distante da realidade dos jovens da periferia. Sem perspectivas, eles encontram no crime a fuga perfeita da injustiça social. Ceilândia é conhecida nacionalmente pelo movimentado tráfico de drogas. A situação parece ter tornado-se tão normal que em cada esquina dos bairros residenciais pode ser visto aglomerados de jovens, até crianças, madrugada a fora, vendendo drogas para quem quer que seja. E dá lucro. A cidade virou referência na venda de entorpecentes baratos e de boa qualidade.

Observando pontos marcantes da vida cotidiana da Ceilândia, observam-se qualidades, problemas e até soluções inteligentes, ainda que emergenciais. Ceilândia é uma cidade nova, com uma população jovem que carece de atenção e cuidado. E eu observei, andando pelo meu bairro essa semana, que com o tempo, se essas observações emergenciais tornarem-se políticas sociais sérias, poderemos ter um bairro com a mesma cara feliz que tem hoje, unindo qualidade de vida e oferecendo opções de uma vida social justa para toda a população.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Problemas ambientais já na origem

Vicente Pires tem o mesmo nome do córrego que corta esse bairro, e de alguma forma está ligado à história desse córrego. A área rural existe desde a época do nascimento de Brasília. Já nessa época, o córrego Vicente Pires contribuiu para o abastecimento da Cidade Livre – um dos primeiros focos populacionais da construção da capital.
Hoje, Vicente Pires não é mais uma área rural. Apesar de abrigar algumas chácaras que têm produção de grãos, vegetais, frutas, legumes, dentre outras coisas, a função social dessa região deixou – há muito – de ser produção rural e hoje é de moradia urbana. A ocupação desordenada de Vicente Pires e o loteamento irregular da cidade trouxe vários problemas ambientais, inclusive a poluição e assoreamento do córrego que dá nome à cidade.
E a vida de quem mora em Vicente Pires gira em torno dessa questão. Os moradores sofrem com a falta de infra-estrutura, trechos sem asfalto, vias sem escoamento de águas pluviais, que causam quase um alagamento em época de chuva. Reclamam da falta de escolas, da falta de ônibus, do excesso de poeira e lixo, do abandono por parte do governo. E reclamam a regularização.
Mas, o processo de regularização não parece perto de chegar. A questão é que a área não devia ter sido usada para moradia sem um estudo. O resultado é que hoje há famílias residindo no local há mais de 10 anos e que não querem sair das áreas chamadas de preservação permanente (APP).
O maior impasse, porém, está em se definir de quem é a competência de resolver essa questão: se do Governo do Distrito Federal (GDF), ou do Governo Federal. Os moradores da região começaram as negociações para a regularização com o Governo Federal. Foi assinado um convênio de cooperação técnica entre a Associação Comunitária de Vicente Pires, o Ministério do Planejamento e Gestão (MOG) e o IBAMA.
Atualmente, o GDF está lutando para controlar os licenciamentos na área de preservação ambiental (APA) do Planalto Central. Há inclusive, um desconforto entre o atual Governador do DF, Arruda, e o Ibama. Se o GDF ganhar o controle dessas áreas, o acordo inicial feito pelos moradores deixará de ter validade e terá de dar lugar a um novo documento a ser rediscutido e reeditado. Isso implicará em mais demora. Por enquanto, o Ibama e o Governo Federal também estão parados, aguardando essa definição e a cidade tem cara, mas não tem status oficial de cidade.

Um lugar chamado Gama

Em virtude da construção de Brasília, houve um excesso populacional. A cidade do Gama foi criada justamente para alojar as pessoas que moravam em núcleos populacionais provisórios. No ano de 1960, foi apresentada a planta urbanística da cidade pelo arquiteto Paulo Hungria. A partir disso, o Gama se tornou cidade satélite e foi dividido em cinco setores: Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. Hoje, aproximadamente 170 mil habitantes constituem a cidade.
O que a história conta, entre outras coisas, é que uma Fazenda inspirou o nome da cidade. A Fazenda Gama. Próximo a ela, foi construída a primeira residência do então presidente Juscelino Kubitschek, o Catetinho.
O povoamento inicial ocorrido no Gama foi efetuado com a remoção de 30 famílias que viviam na Barragem do Paranoá, em 1960. Logo depois, a cidade recebeu grande parte dos moradores da Vila Amaury e da Vila Planalto. Nos primeiros meses faltava água e luz, problemas que foram solucionados pela Usina Saia Velha. Pouco depois, o Ribeirão Ponte Alta foi canalizado para abastecer a cidade. A Região Administrativa do Gama está situada a 33 quilômetros a Sudoeste de Brasília. O relevo da região é suave plano e suave ondulado e tem como característica própria um grande vale, denominado Vale do Tamanduá.
Hoje o Gama é um local muito amado por muitos dos seus moradores. “Um lugar pacato. Conheço uma boa parte das pessoas que moram aqui. As opções de lazer são muito boas também”, diz o professor de matemática José Carlos, 36 anos. E é notável que realmente quem mora no Gama, gama! Como diz uma das frases mais ditas pelos moradores.
Rebeca Campelo
Um lugar para viver bem...

Moro no Riacho Fundo I há um ano e faço parte das estatísticas que mostram que seis por cento da população residente aqui veio da Bahia. 44 por cento das famílias do Riacho Fundo nasceram no Distrito Federal, mas há pessoas de vários outros estados, como mostra pesquisa divulgada no site www.riachofundo.df.gov.br. Alguns vêm de Minas, outros de Goiás, Piauí e cinco por cento são cearenses.
Segundo a Codeplan, em uma pesquisa realizada em 1997, os níveis de escolaridade do Riacho são intermediários e encontram-se num nível logo abaixo de regiões como Lago Sul, Cruzeiro e Guará, as quais possuem poder aquisitivo significativamente maior.
A Região Administrativa do Riacho Fundo foi desmembrada do Núcleo Bandeirante em dezembro de 1993. Porém, a data de comemoração do seu aniversário é 13 de março de 1990, quando os moradores das invasões da Telebrasília e outras localidades do DF foram transferidos para cá.
O local originou-se da granja de mesmo nome, que se localizava às margens de um dos córregos existentes na região, o córrego Riacho Fundo que inspirou o nome da cidade/ do bairro.
O antigo assentamento do programa de erradicação de invasões se transformou na 17ª Região Administrativa do Distrito Federal. A divisão nas duas regiões administrativas do Riacho Fundo I e II foi estabelecida em julho de 2003, segundo informações do site do GDF.
A quase totalidade da população do Riacho vive na área urbana. Apenas cinco por cento concentra-se na rural.
De acordo com outra pesquisa feita pela Codeplan em 2004, a população urbana do Riacho Fundo I foi estimada em 26.093 habitantes, o que representa um total de 0,7 por cento da população do DF.
O Riacho Fundo I não tem apenas a função de dormitório para seus moradores. Aqui, as pessoas vivem, trabalham, estudam. O comércio local dispõe de várias lojas, empregando um grande número de moradores. Têm-se ainda agências dos bancos mais conhecidos, agência dos Correios, Casa Lotérica, auto-escolas, colégios públicos e particulares, farmácias, inúmeros restaurantes, pizzarias, bares, lanchonetes, sorveterias, rede de fast food, salões de beleza, oficinas e postos de gasolina. Os moradores daqui têm, portanto, todas as condições de vida e bem-estar a que qualquer cidadão tem direito, não precisando deslocar-se para muito longe a fim de adquirir algum produto ou serviço de que necessite.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Aos poucos foi chegando

QNL um bairro da pioneira Taguatinga

Em maio de 1969, foi fundado o bairro QNL (Quadra Norte L) da cidade de Taguatinga, primeira cidade oficial construída para por fim as ocupações irregulares. Construído às pressas, suas primeiras casas foram entregues aos pioneiros operários oriundos de várias regiões do país.
Com o tempo Brasília se tornou populosa, o mesmo aconteceu com suas cidades e seus bairros. Durante esses 38 anos a QNL cresceu e assumiu status de um grande bairro. Hoje a maioria dos seus moradores são filhos e netos dos pioneiros.
O nome dos bairros de Taguatinga foi definido de acordo com o surgimento de cada um, seguindo assim uma seqüência alfabética, modelo antes adotado na Capital.
A grande Quadra Norte L abriga pessoas de todas as idades. É comum ver idosos sentados na portas de suas casas, crianças correndo pelas ruas, jovens uniformizados indo para as escolas e até adultos apressados para o trabalho. Muitos destes adultos passam o dia fora de casa e acabam usando o local apenas como uma função de dormitório.
Outra função do bairro é o comercio: bares, salões, academias e até um hipermercado contribuem para que o bairro continue sendo um importante centro comercial para o Distrito Federal.

Park Way, meu bairro emergente

O nome do meu bairro é Setor de Mansões Park Way, mas é chamado simplesmente de Park Way por seus habitantes. A cidade está localizada em volta da BR-040, que liga Brasília ao Sul e Sudeste do Brasil. A cidade está situada na entrada de Brasília e faz jus à recepção necessária aos turistas e visitantes com sua bela arquitetura e casas modernas que tem. Em sua disposição é composta basicamente por terrenos de 2500m2 e por condomínios fechados, em sua maioria, divididos em oito lotes.
O nascimento dessa cidade foi registrado em março de 1961 pelo presidente Juscelino Kubitschek. Sua criação foi destinada somente para a construção de residências, onde não é permitida a construção de comércio em todo o seu território.
Até o ano de 2003 o Park Way era considerado um bairro do Núcleo Bandeirante, quando foi reconhecido como cidade satélite pelo seu grande crescimento e por isso foi necessária a criação de mais uma quadra. Hoje, o Park Way tem ao todo 29 quadras e passa dos 23000 habitantes.

Conheça o Park Way através de seu mapa

Sua função principal é a de abrigar os principais pontos turísticos de Brasília, e estes são a Casa Niemeyer, o Catetinho, a Casa de Fazenda (Country Club), o Museu Vivo da Memória Candanga, a Mansão das Ocas (Quadra 27) entre outros.
Um exemplo de vivência e sentido dado pela população do Park Way foi a mobilização que houve, da parte dos moradores, quando foi cogitado a derrubada da Mansão das Ocas, para dar lugar ao condomínio a ser criado. Mas com tal movimentação a derrubada literalmente foi derrubada e, até hoje, o Park Way tem a Mansão das Ocas como seu patrimônio.
É por tudo isso e mais, que digo e afirmo que o Park Way é o meu bairro emergente.

domingo, 19 de agosto de 2007

O sonho de um bairro mais independente

Santo Antonio do Descoberto é uma cidade localizada no entorno de Brasília, é dividida em vários bairros entre eles o "Centro", onde concentra uma porcentagem significativa de habitantes que residem em casas e pequenos prédios. Nesse mesmo bairro está o poder político administrativo que administra os interesses sociais e culturais voltados a população.
Os maiores centros comerciais também fazem parte do mesmo. Apesar da cidade já apresentar grande número de comércios e pequenas empresas como, por exemplo, lojas e bancos, ainda não são o suficiente, pois uma grande maioria de seus moradores precisam se deslocar ao Distrito Federal para exercerem suas funções profissionais tornando ainda essa cidade uma "cidade" dormitório para muitos que aqui residem.
Outro maior desafio que os cidadãos desse bairro enfrentam é a falta da área de lazer, tendo também que se dirigirem as cidades vizinhas em busca de diversão.
(Ana Vanessa)

19/08/07

sábado, 18 de agosto de 2007

Vicente Pires

Vicente Pires é um bairro novo, localizado nas proximidades do Guará, Águas Claras e Taguatinga. Também é chamado de Colônia Agrícola Vicente Pires (CAVP), ou Setor Habitacional Vicente Pires (SHVP), e é um setor de origem rural, cuja população é estimada em 17 mil famílias, conforme dados do sítio Winkipédia.
O bairro é formado por chácaras que foram divididas e loteadas em condomínios irregulares. Os moradores vivem lutando pela regularização e melhoria de Vicente Pires e, justamente por ser formada por condomínios irregulares, o bairro está carente de rede de esgotos e asfalto nas ruas. Vicente Pires é a quarta ocupação irregular a entrar no processo de regularização fundiária da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
O governo pretende agora organizar o processo de regularização de Vicente Pires. O convênio com a participação da SPU e IBAMA, abrange, em primeira etapa, a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e do


Relatório de Impacto no Meio Ambiente (EIA/RIMA).
Compete à SPU viabilizar junto ao IBAMA a aprovação e o licenciamento do empreendimento, o cadastramento das famílias e o processo de alienação dos imóveis, depois da aprovação do parcelamento.
A maior referência do bairro é a Feria do Produtor, sendo um grande atrativo para vários cidadãos, onde as hortaliças vêm direto do produtor e são vendidas frescas e com preços baixos. A Feira do Produtor de Vicente Pires reúne desde a típica pimenta goiana até os artesanatos sacros de Caruaru.
Elizângela Silva

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pouco ou nada a se observar

Desde 2003 moro em Águas Claras, Distrito Federal. Mais precisamente, na Quadra 103, Praça Juriti, Lote 10. Águas Claras é como um mundo diferente de Brasília, mais parece uma cidade do interior. Por lá, pouco ou nada acontece. Na última semana, como no último mês inteiro, pouco tempo passei lá.
Apenas pela manhã, em torno de 7h30, no caminho para a faculdade, e à noite, voltando do estágio que realmente fico em Águas Claras. Isso porque uma vez em casa, dificilmente saio dela. Por isso, pouco da cidade pude notar nessa semana que passou.
De manhã, ao sair de casa rumo à faculdade, noto sempre a mesma cena todos os dias: o cruzamento da rua do metrô torna-se algo próximo a um formigueiro humano. Pessoas caminhando em direção ao metrô para trabalharem, pessoas saindo do metrô, também para trabalharem. Essas pessoas atravessando a rua o tempo todo, somadas ao grande fluxo de carros, torna o trânsito levemente engarrafado.
À noite, são poucas as pessoas que ficam nas ruas. Por ser uma área quase exclusivamente de condomínios residenciais, quase não se pode observar crianças na rua após certo horário. Como chego na cidade por volta de 20h, o fluxo de adultos também é menor. Algo que pude notar é que, independentemente do horário, o comércio próximo à minha casa sempre está com um número considerável de pessoas.
Bom, em suma, pode-se dizer que Águas Claras é uma cidade pacata, com pouco a ser observado se você olha apenas de relance.

Familiaridade com o Setor Sul

Meu bairro é minha casa, que me abriga desde os tempos de criança. Nessa casa há crianças, jovens, moços e senhores: os que estão crescendo, os estudiosos, os que batalham no seu dia-a-dia e os que já batalharam ao longo de toda uma vida. Aqui é um dos poucos lugares onde ainda se vêem crianças andando em suas bicicletas enquanto seus pais conversam na calçada, crianças que se reúnem no final da tarde com uma bola para brincar de “corte” ou “queimada” ou onde casais enamorados se encontram no portão de casa ao cair da noite.
Mas não só de bons momentos vive o meu bairro: há também o lado da sujeira das paradas de ônibus, do frio que assola os que não tem um teto para se proteger e ainda a violência que assusta em algumas zonas deste bairro. Mesmo que seja mais fácil apontar a administração local como o responsável por isso, visivelmente a falta de consciência da população é causa de constantes desarmonias. Como exemplo, a pichação assinada por “Jéssika Gostoza” em um ode ao narcisismo – e ao semi-analfabetismo, eu diria – numa parada de ônibus próximo ao Centro de Ensino Fundamental 08, revitalizada horas antes do momento da saída dos alunos do turno vespertino.
Em meu bairro, cativam-se os vizinhos. Grande parte da população é residente de vários anos, o que torna o bairro um lugar muito familiar. O comércio é bem distribuído e as pessoas têm farmácias a poucos metros de casa, filas em padarias que parecem não andar quando o padeiro pergunta por toda a família de dona Josefa, que esteve adoentada e não freqüentou o estabelecimento nas últimas duas semanas. Este é o meu bairro.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Esta semana, caminhando pelo meu bairro, eu observei...

...que todos os dias, às 8h20 da manhã, duas senhoras pegam um ônibus para seus empregos na parada ao lado do meu prédio. A morena trabalha no Ministério da Saúde, pelo que ela me disse uma das vezes que perdi o ônibus para a Católica e tive que esperar pelo outro que só passaria dali a meia hora como todo bom e eficiente meio de transporte do nosso Distrito Federal, mas essa é outra história. Voltando às senhoras, a ruiva (ou loira queimada?) não sei onde trabalha, ela não é muito de falar como a outra que, a propósito, em um único dia, em pouco mais de quinze minutos, me relatou metade de sua vida, o que não vem ao caso aqui também eu relatar. O que posso dizer por alto é que do seu casamento, passando pelo divórcio e o atual relacionamento até o fato de ela ter deixado de freqüentar a Igreja Católica por isso, fiquei sabendo de tudo com riqueza de detalhes.
O Riacho é assim, repleto de figuras como essa senhora. Ah! O Riacho Fundo I é o meu bairro, ou minha cidade satélite, bom não sei. Enfim, é lá que eu moro.
Mas novamente falando em paradas (de ônibus), nome curioso. Em outros lugares chamam de ponto... de ônibus, claro. Então, boa parte dos meus dias passo nas paradas. Não por acaso, foi lá que conheci várias pessoas. Muitas delas também perderam o bendito ônibus para a Católica, que só passa quando não tem ninguém na parada esperando por ele; outras estão indo para qualquer parte de Taguatinga ou quase Ceilândia, Setor O, M Norte e derivados, locais por onde o “bendito” percorre; algumas (muitas), como eu, reclamamos das lotações suicidas, de como vão lotadas, apesar de os cobradores gritarem sempre que estão vazias, mesmo quando não há mais espaço para ele próprio que acaba seguindo viagem com a porta semi-completamente aberta: ainda bem que a Católica é logo ali; outras (como eu) ainda esbravejam, já atrasadas para o emprego ou para a aula, quando elas (as vans) param e só deixam uma pessoa entrar porque não pode ir ninguém em pé.
Brasília é assim. “Cômica se não fosse Trágica”, como já disse alguém um dia em algum lugar por aí.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Cidade Diferente

Park Way, uma cidade diferente por seu nascimento, por sua disposição, arquitetura, comércio, população, meio ambiente e pontos turísticos.
Essa crescente cidade nasceu de outra cidade satélite conhecida anteriormente como Cidade Livre, que é o Núcleo Bandeirante. Era chamada assim por ser caracterizada pelo comércio livre e ter fins recreativos para os candangos e pioneiros participantes da construção da nova capital do Brasil, Brasília.
O Park Way hoje é considerada uma região administrativa do Distrito Federal, que surgiu da divisão de outra cidade satélite, o Núcleo Bandeirante. É dividido em quadras que vão de 01 à 29. Possui uma localização privilegiada, próximo aos principais centros comerciais de Brasília, e ao aeroporto.
A cidade é composta basicamente por condomínios fechados horizontais e por grandes mansões, como a própria sigla diz: SMPW - Setor de Mansões Park Way, não possui uma área comercial própria, sendo necessário recorrer a mais próxima, a do Núcleo Bandeirante.

O Park Way abriga uma vasta área verde que contém reservas ecológicas pesquisadas por várias instituições governamentais e também vários córregos.
Mesmo sendo caracteristicamente diferente das outras cidades, o Park Way possui pontos turísticos. Os principais pontos são: Casa Niemeyer, Catetinho, Recanto UNIPAZ, Casa de Fazenda (Country Club), Museu Vivo da Memória Candanga, Mansão das Ocas (Quadra 27), Mansão dos Arcos (Quadra 07) e Espaço Recanto das Águas. E estes estão entre os principais pontos turísticos de Brasília.

Mais informações

Sábado, quase meio-dia, desci do ônibus, tranqüila, observando o céu ainda azul do Distrito Federal. Distrito Federal, porque moro em uma satélite, então não faço parte de um dos melhores IDHs do país.
Prossegui a caminhada até minha moradia, dedicando alguma atenção ao local. Mas me apeguei tanto aos detalhes, que não me dei conta do aglomerado de gente ameaçando o ir e vir dos carros. As pessoas formaram um círculo, metade na pista sem se preocupar com o trânsito. Depois da estranheza, notei uma bicicleta largada no asfalto como se tivesse sido arremessada. Acidente, no mínimo.
Caminhei mais um pouco sem desviar o olhar, mas ninguém abandonava o posto e nem mexia um pouco a perna. Assim não dava para ver a pessoa acidentada. Aquela multidão mesclava curiosidade, proteção, piedade.
Reduzi as passadas e constatei a existência de tipos. Na pista oposta ao acidente, motoristas e carros deslizando lentamente tumultuam o trânsito na busca de respostas. Outro tipo não sabe se segue, não sabe se participa do espetáculo, e, entre paradas constantes para decidir seu caminho, resolve ficar e assistir ao espetáculo. Na verdade, a multidão não assiste, rouba o papel principal do acidentado, cercam e praticamente asfixiam o corpo dolorido.
A única característica geral, curiosidade. Todos perguntam: Quem? Onde? Quando? Por quê? Como? O quê? Não há como negar, contamos fatos usando o lead sem perceber.
Do aglomerado surge um novo personagem, o Flanelinha. O homem devidamente preparado para o papel (vestia um colete laranja fluorescente do tipo que os policiais rodoviários utilizam) se dirigiu para frente dos carros, encarou a pressa dos dias atuais, que torna qualquer ser humanos dentro de um veículo movido a qualquer combustível ─ petróleo ou pernas ─ um ser perigoso e insensível. E foi, o homem que todos os dias trabalha no estacionamento de um supermercado, próximo ao local do acidente, uns trinta e poucos anos de idade teve o seu momento de guarda de trânsito. Ele organizou tráfego sozinho e evitou a possibilidade de outro acidente até que os bombeiros chegassem.
Depois que o acidentado foi embora, o aglomerado se desfez e novos tipos se destacaram. Os saudosistas ficaram por mais um tempo dedicados à empreitada de rastrear os pingos de sangue, marcas no chão. Outra personagem, uma mulher de gestos frenéticos e repetitivos indica com os braços e as mãos a posição de cada elemento e grita uma reconstituição repleta de “aí ele foi, aí”.
Quanto ao acidente, confesso que não tenho mais informações... O fenômeno da comunicação me absorveu.

Nada acontece.....

É sempre a mesma coisa nada acontace, entra dia e sai dia , e minha rotina é a mesma.

Levantar, me arrumar e ir para aula. Quando saio de casa quase não há ninguém nas ruas, e mesmo que elas estivessem cheias, eu não conheço meus visinhos. É como se o meu percurso fosse: de casa pra Católica, da Católica pra casa, da casa pro trabalho e do trabalho pra casa.

Moro em Águas Claras há sete anos e sempre foi assim, não necessariamente nessa ordem, mas não mudou muito. Costumo dizer que onde eu moro só tem peão e cobra, porque e o que vejo quando saio de manhã( os peões dos prédios ao lado do meu ) e cobras quando chego em casa depois das onze da noite. E é mais ou menos assim a minha convivência com meus visinhos e com meu bairro.

Hélida Fernanda

sábado, 11 de agosto de 2007

Grande calçada de 'bairro'

Às 6 horas as pessoas começam a ocupar o calçadão, (que não é no Rio e não é de frente pro mar, portanto penso que deveria ter outro nome, mas as pessoas que o utilizam não concordam) andando, passeando com o cachorro (eventualmente conversando com ele), correndo, andando de bicicleta e em algum ponto do ‘calçadão’ é possível ver alguém se aquecendo, ali, só, com suas roupas de ginástica. O calçadão é o maior momento de interação no meu bairro, claro que os vizinhos antigos se cumprimentam sempre, mas a conversa longínqua e duradoura é uma visão rara e soa sempre um pouco forçada por uma das partes. É só no calçadão que as pessoas realmente se reúnem, se conhecem de ‘vista’.
Perguntei a uma vizinha que caminha todo dia se ela conversava com alguém no calçadão e ela me disse que ela agora tem ‘amigos de calçadão’, pessoas que ela conheceu no próprio calçadão. Agora eles se cumprimentam todo dia, alguns dias apostam umas conversas rápidas, sorridentes, espontâneas, noutros elas começam a marcar hora pra se encontrar em ponto tal e caminharem juntas. No calçadão não há tribos. Idosos, adolescentes, mulheres grávidas, adultos, ninguém caminha com seu grupo geralmente. Existem casais, duplas, trios de amigos, mas um amigo de calçadão pode ser qualquer um e normalmente não tem nada a ver com você. É fácil de ver amigos de calçadões quando se passa lá, é impossível não notar duplas não usuais, que conversam entre si alegremente enquanto fazem sua atividade física.
Talvez a maior divisão no calçadão seja a de horário. Quem anda de manhã muito cedo não se esbarra e provavelmente nunca se esbarrará com quem anda no final da tarde ou quem anda às 10. Mas esse tipo de discriminação pode ser resolvido nos domingos, nos sábados, nos feriados, quando as pessoas trocam de horários ou para dormir mais, ou para cuidar das outras coisas da vida num horário mais propício.

UM OLHAR ATENTO

Com a atenção voltada para o bairro onde moro, Taguatinga Norte (QNL), percebi algumas situações, fatos, interessantes. Vou relatar:
· Na maioria das casas, observei a existência de portões manuais com trancas fechadas, varandas cercadas por grades e telhas, paredes pintadas com cores neutras, vasos de plantas para harmonizar o ambiente. Uma outra característica comum é a existência de cães. Não passei por uma rua que não tivesse estes animais.
· Nas entre - quadras existem áreas desperdiçadas pelo governo, alguns cidadãos aproveitam estás áreas para jogarem fora seus entulhos. Restos de construção, lixos, formam uma paisagem terrível e perigosa. Pessoas podem se machucar, mosquitos e ratos podem aparecer, entre outras circunstâncias arriscadas para a comunidade local.
· As escolas públicas estão pichadas. Vários adolescentes ficam nos seus arredores fumando, mexendo com as pessoas que passam.
· Os cães não estão somente nas casas, muitos vira-latas estão nas ruas, rasgando o lixo e atormentando os moradores com seus latidos noturnos.
· Os pombos vivem no bairro com total mordomia, se alimentam com ração de cachorro ou com restos de comida, tomam banho nas poças de lama e se dão por satisfeitos.
· As caixinhas de correio estão sempre cheias. No decorrer do dia observei que cerca de quatro pessoas colocaram anúncios na caixa de correio da minha casa, alguns eram interessantes, outros foram direto para o lixo.
· Os pássaros ainda cantam no amanhecer, logo cedo vários passarinhos cantam e voam pelos jardins das casas.
· Logo ao amanhecer e também no cair do dia jovens, adultos e idosos se preparam para caminhar no calçadão. Vejo eles passarem com suas garrafinhas de água e suas roupas leves. O bairro se anima neste momento!
Morar na QNL é bom, ainda podemos acordar com o canto dos pássaros, fazer caminhada no calçadão. Porém as características ruins do bairro são muitas e precisam de solução.
Os pontos relatados evidenciam o medo dos moradores que vivem com suas grades trancadas, a falta de pracinhas para as crianças brincarem, a proliferação de animais incômodos, ou seja, o ambiente está inadequado e precisa de cuidados.

Camila Peres Venis
Se Reeducar é preciso

Nessa última semana, uma nova movimentação deixou meu bairro com outra cara. Policiais espalharam cones na entrada da minha rua. Nada que proibisse um automóvel de passar, mas dava pra notar uma maior atenção dos motoristas nas manobras do carro. Bom, essa semana analisei as mudanças de comportamentos provenientes dessa ação de segurança. Tem acontecido muita falta de educação dos motoristas na minha rua. Carros estacionados de qualquer jeito, em qualquer lugar. Isso propiciou reclamação dos moradores. E para surpresa houve resposta. A polícia se instalou como forma de viabilizar uma reeducação de certos condutores.
Durante essa semana, ao descer do ônibus, percorri sempre o mesmo caminho. E observei, por onde passei a agitação das pessoas. Na verdade, a presença de PMs ali não trazia só reeducação no trânsito, mas também comentários como sentimento de segurança por parte das pessoas. Para certos moradores, a polícia inibia também a ação de pessoas com más intenções. Na minha rua, há uma quantidade significativa de assaltos a plena luz do dia. Nessa semana tudo pareceu se acalmar. Pedestres chegavam calmamente no começo da noite, sem nenhum medo no semblante. Os policias se recolhiam sempre às 20h e retornavam as 09h do dia seguinte.
Foi assim nesses últimos sete dias...
Rebeca Campelo Lima

CAOS EM VICENTE PIRES

Vicente Pires é um bairro cheio de contrastes. De um lado estão alojadas famílias inteiras em um único quarto de uma kitnete, vivendo em situação precária, numa completa miserabilidade, enquanto do outro lado, estão mansões milionárias, como se fossem residências de artistas de cinema. Entretanto, todos estão vivendo o mesmo drama, com ruas sem asfalto, esburacadas e empoeiradas e, quando chove, a situação piora, com lama e barro por todos os lados.
Localizado entre Taguatinga e Guará, o bairro tem aproximadamente 17 mil famílias, de todos os níveis sociais e econômicos, que vivem há mais de 10 anos no sonho de ter seu imóvel regularizado e valorizado e na esperança da chegada do progresso com a instalação de uma rede de esgotos e asfalto nas ruas, que são requisitos mínimos para um bairro de tamanha população.
Em abril, o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, deu sinal verde para a conclusão das obras de implantação de redes de água potável da Colônia Agrícola Vicente Pires e outros bairros, que ficaram paradas por seis meses, aguardando os entendimentos entre GDF, Ministério Público do DF e Ibama, entretanto as obras continuam paradas.
Enquanto o GDF e demais autoridades se mantém na inércia em relação a Vicente Pires, os moradores continuam vivendo num eterno caos, enfrentando os buracos e a poeira constantes do dia a dia.


Faces de Taguatinga Sul



Fúlvio Costa





Taguatinga Sul é um bairro extenso, dividido entre classe média e classe baixa, a localidade tem 22 quadras residenciais que formam seu Território: há muitas casas, prédios, urbanização inacabada e centenas de lotes vazios.
Os colégios públicos sofrem com o vandalismo e o pouco zelo. Os hospitais existem em número reduzido e a polícia pouco visita o lugar.
O Pistão-Sul, longa Avenida que divide Taguatinga Sul com Águas Claras, é a via mais trafegada por moradores dos dois bairros e o principal eixo de desenvolvimento dali.
Nas proximidades da Universidade Católica de Brasília (UCB) moram seus alunos, de diversos cursos, das mais variadas regiões do Brasil; fenômeno migratório esse que vem causando a construção de pequenos prédios de três e quatro andares para aluguel. Também compõem o espaço urbano motéis e boates, os quais vêm elevando o índice de prostituição de adolescentes e mulheres, de 14 a 35 anos de idade.
Considerado um dos bairros mais influentes do Distrito Federal, juntamente com Taguatinga Norte e Centro, devido ao elevado poder aquisitivo, Taguatinga Sul é uma das inúmeras áreas do Planalto Central que, entre outros, necessita de mais investimentos na indústria e tecnologia para assim gerar mais emprego, pois boa parcela de sua população se desloca para trabalhar no Plano Piloto.

Belo lugar frio

Vicente Pires é um lugar agradável para se morar. As ruas são calmas e, apesar da falta de estrutura e de planejamento – devido à maneira que essa região se desenvolveu – existem pequenas e agradáveis áreas verdes, ornamentando os condomínios. Mas não há uma constância nessa paisagem. Há condomínios austeros em sua entrada. Nada de árvores ou gramado, apenas concreto, quando não poeiras e poeiras.
Contudo, a poeira e o asfalto faltoso não impedem os moradores de suas caminhadas diárias. São jovens senhoras, pessoas idosas e rapazes viris aproveitando a calma do lugar e suas horas livres para caminhadas ou corridas matinais. Ainda são poucos os que se habilitam, talvez por conta da estrutura ruim, sem calçadas – péssimo ter que disputar pedaços de asfalto com os carros – ou do excesso de terra e poeira, ou mesmo pelo frio cortante que faz pela manhã.
Observando, vemos ainda que o tipo de loteamento, a divisão das chácaras desfavorece a ligação entre as ruas, tanto para carros como para pedestres. Para se chegar a uma rua, por vezes, precisamos contornar quilômetros de condomínios. Isso porque em sua origem o lugar não foi pensado para ter grande circulação interna como em uma cidade normal. Tratava-se de área rural, que precisava apenas de acesso às chácaras e às plantações. Essa realidade mudou com o loteamento irregular e a construção dos condomínios fechados.
Um bairro somente de condomínios tem um ar muito frio. Na verdade, as pessoas não se conhecem. Da garagem de casa entram em seus carros e vão trabalhar, estudar, comprar... voltam, entram em suas casas e fecham grandes portões por trás de si. Não fosse a feira de domingo ou o pãozinho da tarde, não conheceria meus próprios vizinhos, que até as reuniões do condomínio evitam. Mas são também conversas curtas e superficiais, geralmente relacionadas a vivências em comum no bairro, o frio, a poeira, a regularização. Essa então, é a mais falada, pensada e desejada: a regularização.

A Singularidade do Park Way

Rayssa Campos

O Setor de Mansões do Park Way- SMPW é um bairro diferente dos demais no distrito Federal. Um bairro de classe media e media alta, ele se estende por alguns locais do DF.
Este Setor é característico por uma grande arborização de eucaliptos à beira das ruas, casas grandes e em sua maioria muito bonitas. Por ser um local mais afastado, essa região não apresenta prédios ou grandes comércios, o que talvez não seja um problema por haver pequenos outros bairros próximos que o suprem. Porem casas de eventos e academias são muito freqüentes neste local e também muito freqüentados.
O afastamento do Park way faz desse bairro um lugar muito tranqüilo, apesar de ser muito visado para roubos. Esse distanciamento dificulta muito a locomoção de pessoas que trabalham por ali. O único meio de transporte são os carros próprios, que, ás vezes, é uma dificuldade até mesmo para os moradores. Esse talvez seja a maior dificuldade desse bairro.
Outra qualidade do bairro é o policiamento e a preservação do local, que é feita pelo governo e pelos próprios moradores. As características de moradores que sempre estão em seus trabalhos, na maioria das vezes no Plano Piloto, podemos chamar o Park Way de Bairro Dormitório.