Vicente Pires é um lugar agradável para se morar. As ruas são calmas e, apesar da falta de estrutura e de planejamento – devido à maneira que essa região se desenvolveu – existem pequenas e agradáveis áreas verdes, ornamentando os condomínios. Mas não há uma constância nessa paisagem. Há condomínios austeros em sua entrada. Nada de árvores ou gramado, apenas concreto, quando não poeiras e poeiras.
Contudo, a poeira e o asfalto faltoso não impedem os moradores de suas caminhadas diárias. São jovens senhoras, pessoas idosas e rapazes viris aproveitando a calma do lugar e suas horas livres para caminhadas ou corridas matinais. Ainda são poucos os que se habilitam, talvez por conta da estrutura ruim, sem calçadas – péssimo ter que disputar pedaços de asfalto com os carros – ou do excesso de terra e poeira, ou mesmo pelo frio cortante que faz pela manhã.
Observando, vemos ainda que o tipo de loteamento, a divisão das chácaras desfavorece a ligação entre as ruas, tanto para carros como para pedestres. Para se chegar a uma rua, por vezes, precisamos contornar quilômetros de condomínios. Isso porque em sua origem o lugar não foi pensado para ter grande circulação interna como em uma cidade normal. Tratava-se de área rural, que precisava apenas de acesso às chácaras e às plantações. Essa realidade mudou com o loteamento irregular e a construção dos condomínios fechados.
Um bairro somente de condomínios tem um ar muito frio. Na verdade, as pessoas não se conhecem. Da garagem de casa entram em seus carros e vão trabalhar, estudar, comprar... voltam, entram em suas casas e fecham grandes portões por trás de si. Não fosse a feira de domingo ou o pãozinho da tarde, não conheceria meus próprios vizinhos, que até as reuniões do condomínio evitam. Mas são também conversas curtas e superficiais, geralmente relacionadas a vivências em comum no bairro, o frio, a poeira, a regularização. Essa então, é a mais falada, pensada e desejada: a regularização.
Observando, vemos ainda que o tipo de loteamento, a divisão das chácaras desfavorece a ligação entre as ruas, tanto para carros como para pedestres. Para se chegar a uma rua, por vezes, precisamos contornar quilômetros de condomínios. Isso porque em sua origem o lugar não foi pensado para ter grande circulação interna como em uma cidade normal. Tratava-se de área rural, que precisava apenas de acesso às chácaras e às plantações. Essa realidade mudou com o loteamento irregular e a construção dos condomínios fechados.
Um bairro somente de condomínios tem um ar muito frio. Na verdade, as pessoas não se conhecem. Da garagem de casa entram em seus carros e vão trabalhar, estudar, comprar... voltam, entram em suas casas e fecham grandes portões por trás de si. Não fosse a feira de domingo ou o pãozinho da tarde, não conheceria meus próprios vizinhos, que até as reuniões do condomínio evitam. Mas são também conversas curtas e superficiais, geralmente relacionadas a vivências em comum no bairro, o frio, a poeira, a regularização. Essa então, é a mais falada, pensada e desejada: a regularização.
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