quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Escancare seu id, acorde o ego e esqueça o superego


Um gostinho bom de morar em Taguatinga é todo seu aspecto de cidade do interior que ela conserva. Do tipo de moradores conversando nas portas de suas casas, vizinhos trocando favores, crianças brincando tranqüilamente em suas ruas. As padarias com seus donos antigos, grandes supermercados perdendo espaço para mercados de bairro, os pastéis bons e baratos, seus shoppings no meio da cidade disputando com pequenas lojas de comerciantes habituais.
Porém, existe um lado negativo que supera toda essa coisa boa de cidade pequena: o trânsito. Isso porque, sem dados concretos, só com uma visão pessoal do assunto; posso afirmar com toda convicção de que mais de 70% do terceiro setor trabalha no Plano Piloto. E com as várias reformas e "impostos aplicados", o tempo de volta ou ida duplicaram. Por exemplo, para se chegar no Setor Comercial Sul, praticamente o centro de Brasília, sem congestionamento, você leva 20 minutos. Com congestionamento, às 7:15 da manhã, trafegando pela Estrada Parque, pode ter certeza que um chamado de atraso você vai ter do seu chefe. E a volta? É preferível gastar um tempinho em algum lugar da cidade a voltar às 18 horas para Taguatinga.
Por isso, vá ao Parque da Cidade observar as pessoas ou mesmo as coisas simples da vida como o pôr-do-sol "la vie en rose" de Brasília; vá ao cinema curtir alguma estréia, tome um sorvete em algum canto da cidade, visite aqueles amigos que você nunca vê justamente porque moram no Plano. Ou se você tem nervos de aço, encare, mas encare com fé de que um dia as coisas podem mudar. Mas esteja ciente de que elas não mudarão. Por isso, para enfrentar essa nova realidade brasiliense, matricule-se em alguma aula de yoga e aprenda a apreciar obras clássicas. Elas te ajudarão a enfrentar o engate da primeira e segunda e alegria de colocar uma terceira às 18:30.

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