Esta semana, caminhando pelo meu bairro, eu observei...
...que todos os dias, às 8h20 da manhã, duas senhoras pegam um ônibus para seus empregos na parada ao lado do meu prédio. A morena trabalha no Ministério da Saúde, pelo que ela me disse uma das vezes que perdi o ônibus para a Católica e tive que esperar pelo outro que só passaria dali a meia hora como todo bom e eficiente meio de transporte do nosso Distrito Federal, mas essa é outra história. Voltando às senhoras, a ruiva (ou loira queimada?) não sei onde trabalha, ela não é muito de falar como a outra que, a propósito, em um único dia, em pouco mais de quinze minutos, me relatou metade de sua vida, o que não vem ao caso aqui também eu relatar. O que posso dizer por alto é que do seu casamento, passando pelo divórcio e o atual relacionamento até o fato de ela ter deixado de freqüentar a Igreja Católica por isso, fiquei sabendo de tudo com riqueza de detalhes.
O Riacho é assim, repleto de figuras como essa senhora. Ah! O Riacho Fundo I é o meu bairro, ou minha cidade satélite, bom não sei. Enfim, é lá que eu moro.
Mas novamente falando em paradas (de ônibus), nome curioso. Em outros lugares chamam de ponto... de ônibus, claro. Então, boa parte dos meus dias passo nas paradas. Não por acaso, foi lá que conheci várias pessoas. Muitas delas também perderam o bendito ônibus para a Católica, que só passa quando não tem ninguém na parada esperando por ele; outras estão indo para qualquer parte de Taguatinga ou quase Ceilândia, Setor O, M Norte e derivados, locais por onde o “bendito” percorre; algumas (muitas), como eu, reclamamos das lotações suicidas, de como vão lotadas, apesar de os cobradores gritarem sempre que estão vazias, mesmo quando não há mais espaço para ele próprio que acaba seguindo viagem com a porta semi-completamente aberta: ainda bem que a Católica é logo ali; outras (como eu) ainda esbravejam, já atrasadas para o emprego ou para a aula, quando elas (as vans) param e só deixam uma pessoa entrar porque não pode ir ninguém em pé.
Brasília é assim. “Cômica se não fosse Trágica”, como já disse alguém um dia em algum lugar por aí.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário