Fúlvio Costa
De fazenda do município de Luziânia no interior do Goiás, Taguatinga passou a extensão do Distrito Federal. O nome tem origem indígena: Taguatinga vem do tupi-guarani tawa-ting, cujo significado é barro-branco. Um erro de tradução mudou o significado para ave-branca, uira-tinga, em tupi-guarani, adotada por algumas empresas e instituições da cidade. Boa parte da população prefere a tradução de ave-branca. Segundo o morador da QSF 3, Pedro Muniz, 59, a interpretação popular de ave- branca se dá por ser uma palavra composta mais bonita e que “ao invés de remeter a algo inanimado, remete a pássaro de cor branca”, afirma.
Antes de se tornar a Região Administrativa Taguatinga, a localidade recebeu, em 1958, o nome da esposa do então presidente Juscelino, Vila Sara Kubistschek que, no mesmo ano, diante de inúmeras propostas para mudanças, por reivindicações dos primeiros moradores, foi trocado para Santa Cruz de Taguatinga, e, por fim, permaneceu somente a última palavra, Taguatinga, devido à formação geológica encontrada no leito do córrego que passa ali.
O objetivo da fundação de Taguatinga, em 1958, aconteceu em decorrência da superlotação do Núcleo Bandeirante, chamado de cidade livre, com isso, as invasões já começavam a se formar gradativamente às margens de Brasília. Os candangos ou pioneiros da nova Capital se faziam cada vez mais numerosos, vindos de todas as regiões do país, em proporção maior do Nordeste, atraídos pela promessa de emprego fácil em Brasília. Mas o fato logo se resolveria com a povoação de uma área distante para não transformar o Plano Piloto em bairro com invasões.
Taguatinga cresceu e evoluiu rapidamente e, de bairro-dormitório, transformou-se em pólo comercial do DF. Distante 25 km do núcleo planejado por Lúcio Costa, a cidade satélite é considerada a mais influente entre as outras 28 do Distrito Federal destacando-se na venda de móveis. A população taguatinguense alcançou em 2000 um número de 243.159 habitantes, segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, em proporção menor que o número de habitantes, o setor empregatício não abriga este contingente, apesar do setor comercial ter gerado elevado número de empregos, a maior parte da população trabalha no setor público federal no Plano Piloto.
O setor educacional de Taguatinga também se destaca por abrigar cinco faculdades e uma universidade católica, que atrai estudantes de todo o país. No transporte é uma das poucas cidades do DF favorecida pelo metrô, e na segurança é a segunda cidade mais violenta, perdendo apenas para Ceilândia.
De fazenda do município de Luziânia no interior do Goiás, Taguatinga passou a extensão do Distrito Federal. O nome tem origem indígena: Taguatinga vem do tupi-guarani tawa-ting, cujo significado é barro-branco. Um erro de tradução mudou o significado para ave-branca, uira-tinga, em tupi-guarani, adotada por algumas empresas e instituições da cidade. Boa parte da população prefere a tradução de ave-branca. Segundo o morador da QSF 3, Pedro Muniz, 59, a interpretação popular de ave- branca se dá por ser uma palavra composta mais bonita e que “ao invés de remeter a algo inanimado, remete a pássaro de cor branca”, afirma.
Antes de se tornar a Região Administrativa Taguatinga, a localidade recebeu, em 1958, o nome da esposa do então presidente Juscelino, Vila Sara Kubistschek que, no mesmo ano, diante de inúmeras propostas para mudanças, por reivindicações dos primeiros moradores, foi trocado para Santa Cruz de Taguatinga, e, por fim, permaneceu somente a última palavra, Taguatinga, devido à formação geológica encontrada no leito do córrego que passa ali.
O objetivo da fundação de Taguatinga, em 1958, aconteceu em decorrência da superlotação do Núcleo Bandeirante, chamado de cidade livre, com isso, as invasões já começavam a se formar gradativamente às margens de Brasília. Os candangos ou pioneiros da nova Capital se faziam cada vez mais numerosos, vindos de todas as regiões do país, em proporção maior do Nordeste, atraídos pela promessa de emprego fácil em Brasília. Mas o fato logo se resolveria com a povoação de uma área distante para não transformar o Plano Piloto em bairro com invasões.
Taguatinga cresceu e evoluiu rapidamente e, de bairro-dormitório, transformou-se em pólo comercial do DF. Distante 25 km do núcleo planejado por Lúcio Costa, a cidade satélite é considerada a mais influente entre as outras 28 do Distrito Federal destacando-se na venda de móveis. A população taguatinguense alcançou em 2000 um número de 243.159 habitantes, segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, em proporção menor que o número de habitantes, o setor empregatício não abriga este contingente, apesar do setor comercial ter gerado elevado número de empregos, a maior parte da população trabalha no setor público federal no Plano Piloto.
O setor educacional de Taguatinga também se destaca por abrigar cinco faculdades e uma universidade católica, que atrai estudantes de todo o país. No transporte é uma das poucas cidades do DF favorecida pelo metrô, e na segurança é a segunda cidade mais violenta, perdendo apenas para Ceilândia.
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