sábado, 31 de março de 2007

O sudoeste funciona

Quando se fala em meio ambiente logo se pensa em natureza. Em biologia, o meio ambiente inclui todos os fatores que afetam diretamente o metabolismo ou o comportamento do um ser vivo ou de uma espécie, incluindo o ar, a luz, a água, o solo – chamados fatores abióticos – e os seres vivos que habitam no mesmo biótipo. Na verdade, meio ambiente é o produto da interação entre os homens e a natureza e da interação entre os próprios homens, em espaços e tempos concretos e com dimensões históricas e culturais específicas que expressam também o significado político e econômico das mudanças que se pretende induzir ou sustar. Essa interação tem que funcionar.

Pode-se dizer que no sudoeste essa interação tem funcionado. O sudoeste tem uma ótima infra-estrutura urbana: o abastecimento de água, a coleta de esgotos e distribuição de energia elétrica não deixa a desejar. No entanto, mesmo tendo melhorado muito, o transporte coletivo ainda é defasado. Faltam linhas diretas, por exemplo, para a minha universidade, assim como falta também para outros lugares. Um maior problema, do meu bairro, no entanto, é o engarrafamento. Nos horários de pico os engarrafamentos deixam qualquer pessoa louca. Chega-se á demorar 30 minutos dentro de um carro, num percurso, que em horário normal, levaria 5 minutos para ser feito.

Outra coisa que também atende muito bem a população do sudoeste é o comércio. O comércio é muito diversificado, podendo-se encontrar de tudo: padarias, farmácias, escolas, oficinas (no setor de oficinas do sudoeste), bares, mercados, delegacia, salões de beleza, pet shops, lojas de roupas, bolsas, sapatos, etc. O bairro tem tudo que se possa imaginar e acaba acolhendo muito bem quem mora nele, uma vez que a segurança também tem sido muito bem feita.

A qualidade de vida no meu bairro é muito boa. Temos, sim, alguns problemas, mas as pessoas que se mudam para o sudoeste acabam não querendo ir embora, como é o caso da minha família que aqui está há quase três anos. Acredito que o meio ambiente também é bem tratado aqui, se vê muitas árvores, muito espaço verde, flores, jardins nas quadras. Aqui é um lugar bom para se viver.

Danuta Ferreira

sexta-feira, 30 de março de 2007

O homem e o meio

Habitação, espaço físico e geográfico onde vivemos caracterizados por vários aspectos.
O espaço urbano contribui para a socialização dos humanos, e os humanos por sua vez modificam o espaço adequando-o as suas necessidades primárias, isto provoca alteração na natureza.
A condição humana favoreceu os avanços para dar maior conforto as pessoas.
O crescimento demográfico contribuiu para racionalização do procedimento arquitetônico e urbanístico.
Com o advento de novas técnicas científicas e medicinais a expectativa de vida aumentou, consequentemente os problemas urbanos também aumentarão, requerendo a criação de diversos sistemas, com a finalidade de resolver os grandes problemas decorrentes do aumento e surgimento das cidades.A proporção que a população aumenta é violentamente mais rápida do que as condições de solução.
O ser humano necessita de situações que favoreçam o seu desenvolvimento tais como:alimentação adequada, saneamento básico, hospitais, escolas e lazer.Todavia nem sempre isso é possível, uma grande parcela da população não tem acesso a essas condições.Estes são os excluídos, jogados à margem devido a seleção sócio-econômica.
No meu bairro temos uma infra-estrutura de saneamento básico considerado de boa qualidade, o mesmo não posso dizer sobre a conservação do meio-ambiente.Faltam políticas públicas, planejemento e ação governamental.Mesmo com as propangandas e pequenas ações assistimos o acúmulo de entulhos esparramados por todos os lugares, sujando e danificando a imagem do Guará I.
Quanto a saúde não posso negar que o atendimento médico hospitalar vem melhorando consideravelmente e tentando atender as necessidades da população.
A rede escolar é precária, com construções obsoletas.Necessário se faz a reforma do espaço físico e das condições técnicas da rede escolar.O lazer, por sua vez também necessita de políticas públicas voltada para esse fim.

Qualidade de Vida no Meu Bairro

Nos tempos de hoje, as cidades estão poluídas visualmente e fisicamente com construções, publicidades, lixo que as pessoas jogam nas ruas e outras coisas que estragam um ambiente. Acredito que no Lago Sul, meu bairro, estes problemas sejam bem menores.
No Lago Sul há uma grande preservação com o verde da natureza. O bairro é cheio de árvores, gramas e canteiros floridos. E o melhor é que os moradores têm uma educação ambiental, não jogando resíduos sólidos nas ruas, respeitando os devidos lugares para edificações etc.A relação homem e natureza, no Lago Sul, forma um meio ambiente saudável e com grande equilíbrio.
Uma grande qualidade do Lago Sul é a sua organização estrutural, pois está sempre tentando proporcionar bem estar a seus moradores, com a garantia de água potável, rede de esgotos e até mesmo luz elétrica.
Desta maneira, concluo que a habitação no Lago Sul tem boa infra-estrutura urbana, boa educação ambiental, gerada pelos próprios moradores, tornando-se assim um bairro agradável de se viver.
Luciana Lacerda

Amigos ou vizinhos

Hoje percebo que as transformações que o tempo nos proporcionou permite que eu fale com segurança que naqueles tempos de infância e adolescência vivíamos intensamente, fazendo tudo que era permitido: brincar, cantar, dançar, patinar...Os vizinhos preocupavam-se uns com outros, tinham uma amizade familiar mas humanizadas, voltadas quase sempre para o bem estar do próximo.Todos se conheciam, cumprimentavam-se, batiam papo nas esquinas, as festas eram freqüentes, comemorando sempre uma data especial onde quase todo grupo se reunia para festejar.
Nos novos tempos com a televisão,celular,internet e os ideais pessoais fizeram com que as pessoas se afastassem, a busca por melhores condições de vidas aliadas as novas tecnologias permitiu que os seres humanos se tornassem mais recolhidos, introvertidos.Assim, poderíamos chamar de solidão urbana.
Para ilustrar bem essa situação, na quadra onde moro restam poucos vizinhos que eu convivo, os outros por razões diversas já não fazem parte do meu grupo de amigos.
Para minha satisfação as relações humana cíclicas são novos relacionamentos que vão se refazendo.

Comunidade e Vizinhança



Sou parte integrante de uma família que adora mudar, às vezes até brinco que somos nômades, que não consegue ficar muito em um só lugar, tem que estar mudando sempre. Talvez seja por isso que acabamos não criando muita amizade com nossos vizinhos e nem participando ativamente da nossa comunidade. Talvez não. Talvez sejamos apenas complemento dessa sociedade capitalista onde as pessoas gastam tempo demais trabalhando e resolvendo problemas e não sobra tempo para se relacionar com os vizinhos.

No meu caso, me considero parte do primeiro caso: minha mãe muda tanto que nem temos tempo para criar raízes em um lugar. No sudoeste, moramos há quase três anos. Mesmo assim não me considero parte integrante de nossa comunidade. Tanto que muitas vezes entre no elevador e me surpreendo com pessoas que nunca tinha visto antes e que na verdade, moram no mesmo prédio que eu há mais de dez anos. O interessante é que a surpresa é, muitas vezes, recíproca.

Mesmo assim, hoje, conheço mais os vizinhos do meu prédio, no sudoeste, do que os dos outros prédios onde já morei. Sempre que posso converso com meus vizinhos no elevador e procuro manter um relacionamento de “oi”, “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”. O que me falta é ser ativa nessa chamada comunidade, estando mais próximas dos meus vizinhos e até estreitando relações.

Agora, o que me espanta é ver que não só eu, que acabo não morando muito tempo no mesmo lugar, que não tenho uma relação de amizade dos meus vizinhos. Um amigo meu, que mora há 25 anos no mesmo prédio mantém com seus vizinhos a mesma relação que eu tenho com os meus. Ele mora a vida todo no mesmo apartamento e nem ao menos conhece o vizinho da porta ao lado. Onde estão indo parar o conceito de comunidade e vizinhança nas grandes cidades?

Danuta Ferreira

Percepção

Em meu texto anterior, falei sobre seu aspecto histórico,geográfico e social.Entretanto vejo a cidade dessa forma...
Uma cidade tão misteriosa quanto o nome, além das contradições, parece bem interiorana, mas bem urbana, meio dormitório, meio cidade, calma e às vezes agitada.Agradável, algumas quadras; outras frias.Suas praças bem planejadas para serem belas e confortáveis, algumas são, outras representam a face de seus usuários, destruídas e feias.Comércio limitado e poucas opções de lazer, aqui as condições de habitalidade são boas, casas bem feitas e de arquiteturas arrojadas, demonstram um padrão sócio-econômico elevado.Sua população é bastante ativa pois grande parte trabalha no serviço público e normalmente praticam alguma atividade educacional no período da noite, dando a impressão de ser uma cidade dormitório.
Os finais de semana são monótonos e repetitivos, isto deve-se a ausência de atividades culturais, como teatro, cinema e outros atrativos que são procurados em outras cidades; assim a cidade sobrevive estigmatizada pelo misterioso nome Guará.

Com união há força e sem união, como fica?

Há tempos, os moradores do Setor P SUL reclamavam da falta de uma delegacia no local. Isso fez com que as pessoas do bairro se organizassem para elaborar um abaixo-assinado. Márcia Florentina, quem me contou a história, não soube dizer o destino do documento, aonde ele foi parar. Mas, uma coisa é certa: a falta de segurança no bairro foi o que motivou os moradores a se unirem para que fosse implantada a 23ª DP.

Outro laço forte que une as pessoas do bairro é a ação do grupo de Vicentinos da Igreja Católica. O grupo realiza um trabalho voltado para ajudar as pessoas mais carentes que moram no Setor P SUL. De porta em porta, os Vicentinos pedem doações de alimentos não perecíveis para montar cestas básicas. Os moradores do bairro se unem e contribuem. Depois é hora de distribuir o que foi arrecadado.

Mas, infelizmente também há exemplos em que se evidencia a falta de interesse dos moradores do bairro em reverter situações. O condomínio Pôr-do-Sol, faz parte do Setor P SUL. O atual condomínio era inicialmente uma zona rural que depois foi loteada. Hoje o local conta com água e luz fornecidos pela Caesb e pela Ceb. Márcia dos Santos, moradora de lá, disse que o local não tem infra-estrutura. “Falta esgoto, asfalto e não há escola por perto. Supermercados, nem pensar. Apenas pequenas mercearias. O lugar não é legalizado”, reclamou.

Outro problema enfrentado pela comunidade do bairro é o que surge a partir do trabalho desenvolbido na Usina de Tratamento de Lixo. Quando o lixo da usina é transformado em adubo, um odor muito forte se espalha pelo bairro. A comunidade reclama, mas, não se une para mudar a situação.

O meu bairro



O meu bairro é o Setor de Habitações Coletivas Sudoeste e teve seu projeto aprovado no dia 19 de dezembro de 1988. As contruções do Sudoeste (como é conhecido) começaram em 10 de julho de 1989, como parte do Projeto “Brasília Revisitada”, do urbanista Lúcio Costa. O projeto tinha como objetivo criar novas regiões administrativas, uma vez que a cidade não parava de crescer e o plano piloto começava a se tornar pequeno para a quantidade de habitantes. O bairro é uma área de expansão do Plano Piloto,
que foi projetado para dar moradia de qualidade a mais
de 50 mil habitantes, em uma área de aproximadamente 3,8 milhões de metros quadrados.

A nova Região Administrativa é uma área nobre e está situada próxima ao Parque da Cidade. O Sudoeste é divido em: Superquadras (SQSW)- no mesmo modelo das superquadras do Plano Piloto, comércio local (CLSW), quadras residencias ou sudoeste econômico (QRSW), quadras mistas (QMSW) e centro comercial (CCSW). Foi transformado em Região Administrativa devido às reivindicações dos moradores, que queriam a separação da Administração do Cruzeiro.

Atualmente, 40.000 habitantes compõe o Setor Sudoeste, que é formado por 435 edíficios, muito bem abatecidos com áreas de playground, esporte e lazer, próximos as áreas comerciais, formadas por bares, padarias, lanchonetes, farmácias, escolar, clínicas médicas, shoppings, igrejas, teatro, etc. A RA XXII (Região Adminsitrativa Sudoeste/Octogonal) está inserida na área tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanidade.



Danuta Ferreira

Meus vizinhos,

Os fofoqueiros

Resido no Riacho Fundo I há quase 15 anos e, no decorrer do tempo muita coisa mudou. Antes, os vizinhos eram unidos, de forma que promoviam festas para melhoria da rua e compartilhamento de experiências e aprendizados. Eram pessoas que preocupavam-se com o bem estar geral, deixando de lado a forma individual que um país capitalista como o Brasil exerce sobre as pessoas.

O tempo passou...a forma de viver mudou. Para alguns, melhorias: - Compra de casas em lugares com maior valorização. E para outros, insastifação geral: - Venda de casa para pagar dívidas e hoje residindo de aluguel.

Hoje, a realidade é diferente... Muita gente fofoqueira.... Os vizinhos aglomeram-se em frente da casa da Fofoqueira – Chefe e passam o dia todo falando da vida dos outros. A maioria são donas de casa e aposentados.

Esses, sabem da vida de todos...se quiser perguntar por alguém, que horas chegou, como estava vestido, se tinha ingerido bebida alcoólica, fumado, chegado com namorada e outras coisas a mais que nem mesmo aconteceram, é só perguntar à eles.

Existem males que vêm pra bem...quando sinto-me triste e precisando de ânimo, converso com o marido da Fofoqueira- Chefe...Ele conta tantas fofocas de mentira que me acabo na gargalhada.....

Ô povo para cuidar da vida alheia! Só vendo !!!

Meus vizinhos,

Os fofoqueiros

Resido no Riacho Fundo I há quase 15 anos e, no decorrer do tempo muita coisa mudou. Antes, os vizinhos eram unidos, de forma que promoviam festas para melhoria da rua e compartilhamento de experiências e aprendizados. Eram pessoas que preocupavam-se com o bem estar geral, deixando de lado a forma individual que um país capitalista como o Brasil exerce sobre as pessoas.

O tempo passou...a forma de viver mudou. Para alguns, melhorias: - Compra de casas em lugares com maior valorização. E para outros, insastifação geral: - Venda de casa para pagar dívidas e hoje residindo de aluguel.

Hoje, a realidade é diferente... Muita gente fofoqueira.... Os vizinhos aglomeram-se em frente da casa da Fofoqueira – Chefe e passam o dia todo falando da vida dos outros. A maioria são donas de casa e aposentados.

Esses, sabem da vida de todos...se quiser perguntar por alguém, que horas chegou, como estava vestido, se tinha ingerido bebida alcoólica, fumado, chegado com namorada e outras coisas a mais que nem mesmo aconteceram, é só perguntar à eles.

Existem males que vêm pra bem...quando sinto-me triste e precisando de ânimo, converso com o marido da Fofoqueira- Chefe...Ele conta tantas fofocas de mentira que me acabo na gargalhada.....

Ô povo para cuidar da vida alheia! Só vendo !!!

Quase uma maioridade
Parabéns Riacho Fundo I





O Riacho Fundo I comemorou, neste mês, seu 17º aniversário. Para marcar a data, a administração regional da cidade preparou uma semana repleta de eventos culturais, esportivos e até mesmo um concurso de beleza. Com cerca de 22 mil habitantes, Riacho Fundo I é considerada pelos moradores uma cidade bastante tranqüila. Há quem diga que o clima no local é de interior, onde todos se conhecem e os índices de violência ainda são baixos.

O administrador do Riacho Fundo I, Pedro Paulo Barbosa, pretende promover, em abril, um seminário onde ouvirá da população as suas reivindicações e discutir as possíveis soluções dos problemas locais. “Uma das reivindicações é a transformação do posto de saúde em centro de saúde, com um atendimento mais amplo e que deverá ficar aberto 24h.

Festival da Boa Vizinhança


Toda vez que escuto a palavra vizinhança, lembro de um episódio do seriado Chaves. Nesse episódio todos os moradores se juntam para realizar o “Festival da Boa Vizinhança”. Quem não se lembra do “Lá vem o cão arrependido” ou então do famoso “Mamãe querida... meu coração por ti bate...”? Podemos perceber nesse episódio que, apesar de todas as intrigas, todos os moradores se gostam. E que o conceito de vizinhança fica bem explícito. Ou seja, nem sempre tudo são flores. Conviver com pessoas que têm personalidades distintas não é tão fácil.

Enfim, observei um pouco nesses últimos dias o que as pessoas tinham a dizer sobre vizinhança. E percebi que hoje em dia é raro as pessoas terem vizinhos de “verdade” como os moradores do bairro do Chaves. Antes de morar em Taguatinga Norte, morei 11 anos no P.Sul. Ou seja, vivi toda a minha infância lá. E lá eu conhecia praticamente a rua toda. Até hoje quando vou visitar minha antiga casa, meus ex-vizinhos me recebem com muito carinho e lanches. Todos sempre exigem uma visita em suas respectivas casas. Mas, em Taguatinga Norte não é tão diferente. Só que uma aproximação mais “íntima” é demorada. Enquanto que na minha primeira rua eu conhecia quase todo mundo, na rua em que vivo atualmente só conheço os vizinhos da direita, da esquerda e o da frente. Conheço também a casa de uma colega que estudou comigo. Ela mora no final da rua. E só.

Apesar de serem poucos, não tenho o que reclamar. Sempre que precisamos de alguma coisa pedimos ajuda a eles e vice-versa. Temos confiança uns nos outros. Até meu carro empresto ao meu vizinho. Acho legal também quando trocamos comida. Minha vizinha faz uns doces muito gostosos. E esse laço, na minha opinião, é importante pois ajuda a criar um clima mais familiar na vizinhança. É claro que algumas fofocas e chateamentos rolam também. Mas nada do que uma boa conversa não resolva.

Fico feliz em poder dizer que ainda tenho vizinhos de “verdade”. Não tenho um “Festival da Boa Vizinhança”, mas só de saber que tenho pessoas próximas, no âmbito geográfico mesmo, com quem posso contar sempre que precisar, já fico feliz.

Como lidam os habitantes com o meio em que vivem?


Eu acho de fundamental importância que qualquer meio habitacional tenha todas as infra-estruturas necessárias para uma boa qualidade de vida. E, pelo menos no meu bairro e principalmente na minha quadra e nas do entorno, as coisas funcionam dessa maneira. Do meu ponto de vista, habitação e meio ambiente caminham juntos. Não tem como separar infra-estruturas e serviços urbanos do meio ambiente, já que é preciso ter cautela para preservar ao máximo os recursos naturais que nos são oferecidos.
Quando a minha quadra se preocupa em disponibilizar um caminhão para coletar o lixo todos os dias, automaticamente está se preocupando com a preservação e limpeza do meio ambiente em que vivemos também. Preservar o meio ambiente não significa somente preocupar-se com os recursos naturais, mas com o ambiente como um todo, incluindo a relação que temos com nossos companheiros de ambiente.
No entanto, a Asa Norte, apesar de ter recursos muito eficientes com iluminação, coleta de lixo, abastecimento de água, deixa muito a desejar em transporte público. Não somente a Asa Norte, mas o DF como um todo. As irregularidades de nosso transporte e a precariedade dos onibus e da segurança são revoltantes. Além da fumaça, que é super prejudicial para o meio ambiente.
Por outro lado, me encanta poder desfrutar de duas reservas ecológicas em meu bairro: o parque Olhos d´Água e o parque Água Mineral. É muito agradável a caminhada no Olhos d´Água no fim da tarde, bem como as trilhas do Água Mineral. Acho extremamente importante que o Governo do DF se preocupe em fornecer-nos esses meios, já que vivemos em uma região tão seca.
O contato com a natureza hoje em dia é tão restrito, que faz-se necessário que existam reservas e lugares como esses perto de nossas casas, de nossas habitações.

Como lidam os habitantes com o meio em que vivem?


Eu acho de fundamental importância que qualquer meio habitacional tenha todas as infra-estruturas necessárias para uma boa qualidade de vida. E, pelo menos no meu bairro e principalmente na minha quadra e nas do entorno, as coisas funcionam dessa maneira. Do meu ponto de vista, habitação e meio ambiente caminham juntos. Não tem como separar infra-estruturas e serviços urbanos do meio ambiente, já que é preciso ter cautela para preservar ao máximo os recursos naturais que nos são oferecidos.

Quando a minha quadra se preocupa em disponibilizar um caminhão para coletar o lixo todos os dias, automaticamente está se preocupando com a preservação e limpeza do meio ambiente em que vivemos também. Preservar o meio ambiente não significa somente preocupar-se com os recursos naturais, mas com o ambiente como um todo, incluindo a relação que temos com nossos companheiros de ambiente.

No entanto, a Asa Norte, apesar de ter recursos muito eficientes com iluminação, coleta de lixo, abastecimento de água, deixa muito a desejar em transporte público. Não somente a Asa Norte, mas o DF como um todo. As irregularidades de nosso transporte e a precariedade dos onibus e da segurança são revoltantes. Além da fumaça, que é super prejudicial para o meio ambiente.

Por outro lado, me encanta dtar de duas reservas biológicas em meu bairro: o parque Olhos d´Água e o parque Água Mineral. É muito agradável a caminhada no Olhos d´Água no fim da tarde, bem como as trilhas do Água Mineral. Acho extremamente importante que o Governo do DF se preocupe em fornecer-nos esses meios, já que vivemos em uma região tão seca.

O ntato com a natureza hoje em dia é tão restrito, que faz-se necessário que existam reservas e lugares como esses perto de nossas casas, de nossas habitações.

Meus vizinhos, meus companheiros!

Falar de vizinhança, para mim, também é um pouco diferente, já que vim de fora. Todo mundo diz que os "nativos" de Brasília são mais frios, fechados. Senti um pouco isso quando cheguei, mas logo quebrei esse paradigma. Conheci pessoas maravilhosas que mostraram-me exatamente o contrário desta "lenda".
No entanto, a minha idéia de vizinhança ainda é outra. Em Campinas, os vizinhos procuravam se conhecer (pelo menos no meu bairro), se falavam mais, combinavam churrascos, almoços juntos. Aqui na minha quadra, no meu bloco, me relaciono pouco com meus vizinhos. Sou cordial, e eles também, mas a relação pára por ai (é lógico que existem exceções, tenho alguns amigos que são meus vizinhos), mas conheço poucas pessoas do meu prédio, tenho mais contato somente com quem é da minha prumada.
Porém, devo levar em consideração que sou nova no prédio e, sobretudo, na cidade. Não tive o costume de brincar embaixo dos blocos, nem de fazer amigos na quadra quando criança, mesmo porque não sabia nem o que eram blocos e quadras! Talvez, essa seja a diferença da minha idéia de vizinhança. Mas não tenho dúvidas de que pessoas que moram no mesmo lugar há muito tempo tenham bons amigos-vizinhos.
Observando o dia-a-dia aqui na minha quadra (115 norte) , pude concluir entretanto que as pessoas são em sua maioria muito simpáticas. Têm o costume de caminhar no fim da tarde ou de manhã, comprar as frutas do "Seu Zé" que fica na entrada da quadra, e param para bater papo em frente à banca. Gosto muito da minha quadra, o clima tranquilo e de familiaridade me fazem sentir bem.
Acho que poderia ter mais contato com meus vizinhos, mas só de saber que estou rodeada de pessoas boas, para mim é o bastante.

Habitação e Meio Ambiente.. Quantas mudanças..



Habitação:

Além de ser local de descanso, lazer e abrigo, a casa onde moro também tem como finalidade o trabalho. Meu pai tem uma micro fábrica de doces, que funciona na nossa casa. Ele passa as manhãs produzindo e nas tardes se encarrega da distribuição. Assim, pode-se afirmar que minha habitação tem uma função social importante: é o local de onde grande parte da renda da família se origina.
Com relação aos serviços, meu bairro tem água encanada, sistema de esgoto, asfalto, distribuição de energia elétrica e telefone. Enfim, a infra-estrutura e serviços básicos são adequados. Também há transporte público bem perto de onde eu moro. No entanto, ônibus para o Gama é uma questão complicada. É difícil ter acesso a alguns locais de Brasília nos finais de semana por haver um número limitado de ônibus e vans. Muitas vezes, os carros estão velhos e lentos, mas este é um problema estrutural que afeto todo o Distrito Federal. Outro problema está relacionado com as vias. Mesmo com as obras de recapeamento do asfalto que foram feitas no ano passado, alguns locais ainda apresentam muitos buracos.
Quase não há equipamentos sociais em meu bairro. Perto da minha casa, havia uma pracinha com árvores onde ainda era possível ter momentos de lazer. Mas esta praça foi destruída, as árvores arrancadas e os bancos quebrados. Com relação à educação, existem muitas escolas públicas no Gama. A cidade tem como cobrir a demanda de alunos. No entanto, as escolas têm os mesmos problemas de outras DF. Faltam professores, precisam de reformas e de um sistema educacional mais eficaz.
O Gama tem um hospital regional onde o atendimento é muito ruim. O hospital não atende apenas a cidade, mas sim o entorno, como Santa Maria, Recanto das Emas, Novo Gama, e outros. O hospital não tem estrutura para atender a uma demanda tão grande, então a saúde se torna falha. Os postos de saúde que atendem a população também estão em péssima situação.

Meio ambiente:

A rua em que moro passou por grandes mudanças nos últimos anos. Todos nós vimos as árvores desaparecem com o tempo. Cada morador que reformou sua casa retirou a área verde da frente e avançou com os portões. Percebo que a rua se tornou mais árida por conta do aumento de alguns lotes. Até em minha própria casa, onde tínhamos um pé de tangerina, hoje só há obras humanas.
Algumas atitudes ambientais poderiam e ainda podem ser tomadas: como a coleta seletiva de lixo, que ainda é pouco divulgada na cidade, ou a revitalização de áreas verdes no bairro.
Os bairros do Gama estão interagindo menos com o ambiente natural e isso é preocupante, pois certamente o descaso acabará afetando os próprios cidadãos.

Asa Norte concentrando referências


Com uma população estimada de 101.715 habitantes, a Asa Norte, mais nova que a Asa Sul, cresce cada vez mais, com um potencial número de referências para o DF. Sendo mais nova que a Asa Sul, possui uma população mais jovem, é menos arborizada (ainda que tenha muito verde) e menos populosa (embora esteja crescendo cada vez mais em número de prédios).

Como já disse anteriormente, é um excelente lugar para se morar. Além disso, aqui podemos encontrar grandes referências para os universitários, para lazer, saúde, etc. Afinal, é o bairro onde se encontra a Universidade de Brasília (UnB), o Liberty Mall, Brasília Shopping, Conjunto Nacional, HRAN, Colégio Militar, Uniceub, IESB, Parque Olhos dágua, Parque Água Mineral e vários centros empresariais importantes. Não precisamos ir muito longe para satisfazer qualquer tipo de necessidade.

Por esses motivos, a Asa Norte cumpre papel importante na sociedade do DF. Foi escolhida para colecionar todos esses patrimônios que têm muito a nos oferecer.

É claro que morar aqui tem seus contras... como o bairro cresce cada vez mais, o trânsito piora como consequência, sobretudo à noite, é dificil encontrar algum lugar bom para estacionar quando saimos para algum restaurante ou barzinho. Além disso, a presença de favelas próximas como o Varjão e outras que se encontram no setor Noroeste, faz aumentar a violência em nossa região. É preciso ter mais cautela do que antes. Mas, mesmo assim, é o lugar que me dá prazer em viver! Recomendo a todos que não a conhecem, conhecê-la.

A quadra e vizinhança

Sou um habitante antigo da minha quadra, aqui no Sudoeste. Ela é relativamente nova em relação a outras daqui, mas como esse lugar cresceu muito, já não é tão nova assim. Agora ela se encontra totalmente completa, apesar de sempre haver obras pois sempre há gente se mudando e reformando seus apartamentos.

Está mais perto da Octogonal e da entrada para o Parque da Cidade, entre ruas que levam à Octogonal, Cruzeiro e o Terraço Shopping. Por ser perto de uma das saídas do Sudoeste, há bastante movimento de carro em certas horas do dia mas, talvez por costume, não incomoda muito.

É a única quadra do Sudoeste com uma banca de jornal, apesar de ela ter passado a vender menos revistas e ter passado a vender muitas outras coisas, como comida, pães e produtos de limpeza. Como nas outras quadras do setor e do Plano Piloto, se constitui de vários blocos. Cada condomínio com seus próprios jardins, estacionamentos e a maioria com parques para as crianças, sempre brincando neles durante a tarde. É bem comum haver muitas crianças brincando debaixo dos blocos e nos jardins nos fins de semana sob os olhares dos pais que passeiam juntos, algumas vezes com seus cachorros.

No meu andar são quatro apartamentos. Em um deles, mora um jovem casal e sua pequena filha. Muitos casais recém formados escolhem o Sudoeste como lugar para começar suas famílias. Noutro, um casal de aposentados, um exemplo não tão comum mas ainda freqüente no bairro. E ao lado, uma já não tão jovem senhora solteira. Apesar de o Sudoeste ser também uma opção freqüente de moradia para pessoas que moram sozinhas, não é comum, no meu bloco, haver só uma pessoa morando em um apartamento, por ser grande demais para só uma pessoa. E isso indica, não só pelas reformas feitas em seu apartamento, indica um alto poder aquisitivo.

Como na maioria dos condomínios, há eleições para síndico do bloco e de prefeito para a quadra. Os síndicos e a prefeitura não só controlam gastos mas tomam medidas de manutenção da quadra e condomínio.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Setor Sudoeste

O Sudoeste se tornou em um grande bairro. Moro aqui desde 1997 e muita coisa mudou. As quadras residenciais estão bem urbanizadas e as comerciais mais cheias. Já é difícil não achar o algo que se queira nas várias lojas esse bairro que cresceu tanto e tão rapidamente, com grandes franquias como opções.

Hoje, o nível de vida neste bairro é um dos maiores do Distrito Federal. Os imóveis cada vez mais luxuosos e valorizados. Todo espaço foi aproveitado de forma que, mesmo nas quadras mais antigas, obras e novas construções ainda são constantes. Todo esse crescimento mudou a maneira de viver de seus habitantes. A correria é visível o tempo todo, ainda mais nas horas de rush. A extensão do bairro chegou ao ponto de o caminhar não ser tão prático, sempre há muitos carros em circulação. A escassez de vagas nas comerciais e nas residenciais complica a vida dos motoristas. Ainda assim, é um dos lugares mais procurados por famílias jovens a começar suas vidas por não ser distante do Plano Piloto, relativamente calmo e seguro.

Para a noite, muitos restaurantes, bares e cafés foram abertos para abrigar os moradores do bairro. Sobretudo em lanchonetes, há sempre grupos de jovens se reunindo enquanto os mais velhos freqüentam mais os bares, a maioria localizados em apenas uma quadra.

O Sudoeste se completa mais e mais. Isso o faz, definitivamente, um ótimo lugar para viver.

Guará


Para muitas pessoas, a cidade em que elas vivem não passa de um endereço, um local que tenham para retornar após um dia cansativo.
Quantos moradores não sabem sequer o significado do nome de seu bairro?Talvez pela falta de interesse ou pela falta de tempo que esse mundo globalizado nos cobra.E quem sabe pela própria globalização que nos permite vizualizar os acontecimentos do mundo e esquecermos a importância do que realmente faz parte de nossas vidas.
Chegou a hora de mudar essa realidade e não só fazer parte dessa comunidade que é o nosso bairro, mas valorizar o que existe aqui!
A construção do Guará foi iniciada em 1967, para absorver o contigente populacional.Em setembro de 1969, a NOVACAP e a SHIS prosseguiram com a urbanização do segundo trecho, o setor Guará II, inaugurado em 2 de março de 1972, para atender os funcionários do Governo Federal. Em 1973 criou-se a Administração Regional do SRIA, composta pelo Guará I, Guará II e o SRIA(Setor deIndústria e Abastecimento).
Em 1989 o Guará, até então denominado SRIA e ocupando uma área de 8,6 km, passou a ter uma área de 45,66 km formando a RXA, composta apenas de área urbana Guará I e II, quadras econômicas Lúcio Costa(QUELC), Setor de Indústria e Abastecimento(SIA), Setor de Transporte Rodoviário de Cargas(STRC), Setor de Oficinas Sul(SOFS), Setor de Clubes, Estádio Esportivo Sul, Setor de Inflamáveis e Guarazinho.
O nome da região administrativa tem como origem o rio, denominado Guará, que corta toda a sua área, sendo batizado em homenagem ao lobo-Guará, espécie comum nessas terras do Planalto Central.
Com a população de aproximadamente 120 mil habitantes, essa região administrativa é considerada por muitos uma cidade-dormitório de Brasília, pois a grande maioria da sua população trabalha fora da cidade.
Suas funções sociais estão relacionadas às creches comunitárias, projetos para resgatar e capacitar jovens, centro de orientação sócio educativo e uma casa que abriga meninos de rua otimizando assim as atividades de ressocialização.
Muito mais que uma cidade satélite, o Guará é uma comunidade que influenciou e influencia a vida daqueles que vivem e viveram aqui, seja de forma direta ou indireta, sempre estará nas lembranças de todos aqueles que permitiram compartilhar muito mais do que uma simples moradia.

E a vizinhança, quem é?

Hoje lancei um olhar diferente sobre meu bairro. Quis perceber quem são as pessoas que nele vivem, quem é a minha vizinhança. Comecei a observação pela própria rua onde moro: o conjunto P da quadra QNP 12. No primeiro momento, procurei algo de diferente e encontrei. Logo no início da rua, há uma casa de dois andares. A única de andares por sinal. Diferente das outras não só por essa característica, mas, pelo fato de o quintal da residência ser uma serralheria, o ponto de trabalho dos moradores que lá vivem. Nada de novo para as pessoas que passam por ali todos os dias. Mas, para mim que passo a maior parte do tempo no trabalho e em sala de aula, o que é comum para muitos pode-se tornar novidade.
Feito isso, fui observar as outras casas. Simples, pintadas, com grades e até reformadas, assim são as casinhas de lá.
As pessoas que vivem não só no conjunto P da QNP 12, mas como em todo o bairro, têm suas características em comum: São pessoas alegres, esforçadas, que procuram estudar. Uns trabalham, outros não e, apesar das dificuldades financeiras que alguns enfrentam, a maioria tenta arranjar um tempinho para a diversão.

Aonde eu vim parar?


Falar de bairro aqui em Brasília, para mim, é um pouco estranho, chega a ser engraçado. Eu tenho uma idéia completamente diferente de bairro, já que vim de outra cidade, Campinas - SP. Lá, morava em um bairro chamado Barão Geraldo, perto da Cidade Universitária, onde fica a famosa Unicamp. E os bairros são bem divididos, cada um com seu estilo.

Quando cheguei em Brasília, em 2001, a sensação era que eu tinha "caído" um uma cidade maquete, toda planejada, toda organizada, perfeitinha. Estranhei muito, achava legal, mas muito diferente da minha realidade na época. Morei no Lago Norte por um tempo e depois vim morar na Asa Norte, onde moro até hoje. Acho estranho chamar a Asa Norte de bairro, para mim, se parece mais com um setor da cidade planejada por JK. Mas fico feliz em saber que posso classificá-la como bairro, me faz lembrar dos tempos em que eu morava em Campinas, além de pssar-me a sensação de estar morando em uma cidade normal (não que Brasília seja anormal, mas convenhamos, é bem diferente).

Bom, sem mais delongas, vamos ao meu atual bairro. A Asa Norte é um lugar fantástico para se morar. Gosto muito, acho tranquila e bem localizada, assim como o plano piloto em geral. Não que morar em cidades satélites seja ruim, mas estando aqui, estamos perto de tudo (menos da Católica...). A minha quadra, 115, é super tranquila, cercada de verde e tem de tudo um pouco por perto. Não é preciso ir muito longe para comprar um remédio, uma caneta, algumas cebolas ou até fazer um depósito no banco. Acho isso o mais legal das superquadras: você encontra de tudo por ali!

Além disso, tem excelentes restaurantes (Crepe´au Chocotat, Acarajé da Rosa, Dona Lenha, entre outros), barzinhos muito bons, enfim, um comércio muito bom. O trânsito, na maioria das vezes, é tranquilo também. Sem contar a segurança. Hoje em dia, sei que Brasília está cada vez pior quando se fala em segurança, mas, apesar disso, me sinto segura em determinados lugares da Asa Norte.

Em resumo, gosto muito de viver aqui, já faz quatro anos e não pretendo sair tão cedo. Meu bairro é o meu lar. A Asa Norte é o meu lar!

terça-feira, 27 de março de 2007

Brasília & Distrito Federal: singulares atípicos e diferentes

Olá pessoa!
Estava em casa revirando meua arquivos e achei um texto muito interessante do Adalberto Lassance. Otexto se chama "Brasília e distrito Federal: Singularidades, atípicos , diferentes".
Como o texto é um pouco grande, vou sitar somente alguns trechos, durante a semana vou tentar tirar xérox pra turma inteira.
Aqui vai um pedaço...
Brasília & distrito Federal: Singularas atípicos e diferentes
Brasília e distrito Federalsão atípicos. Singulares. Diferentes de outras cidades, eestados e mesmo dos demais municípios brasileiros.
Essas singularidades são tão marcantes que causam dificuldades à população do Distrito Federal, no entendimento de sua peculiar organização político-administrativa e institucional.
Isto decorre principalmente em razão da maioria de sua populaçãoter imigrado de suas cidades, de onde veio com toda a sua bagagem cultural e um conhecimento diferente das realidades vivênciadas em Brasília e no distrito Federal.
Esse fato é agravado , ainda, pela divulgação e pelos ensinamentos errados que são disseminados pela mídia em geral, pelas autoridades governamentais , pela maioria dos livros didáticos e pelos professores - que aprenderam errado - e consequentemente ensinam também de maneira equivocada.
Assim as diferenças ou atipicidades de Brasília e
do Distrito Federal, que são mostradas em seguida, visam ensinar a que ainda não sabe, ou está cheio de dúvidas , para que possam transmitir sem erros os ensinamentos sobre a verdadeira organização política, administrativa, institucional, histórica e geográfica de nossa Unidade Federativa.
Brasília - Outras singularidades
a) Setores em vez de Bairros
Brasília , como as outras cidades do distrito Federal, não têm bairros. Ao projetar o Plano Piloto que deu origem à construção da cidade. Lúcio Costa substituiu a denominação de Bairros por Setores.
Da mesma forma, nas demais cidades do distrito Federalprojetadas depois de Brasília, idêntico critério foi adotado aos seus projetistas também substituíram a denominação de bairros(1) por Setores.
b) Endereçamento Peculiar
O Endereçamento em Brasília é peculiar, mas muito simples:
a partir do eixo monumental que divide a cidade em duas partes - conhecidas como Asa Norte e Asa Sul - segue-se a numeração sequencial de 1 a 16 contados para o norte e para o sul. E, do Eixo Rodoviário para Leste (L) a numeração é feita a partir das centenas de pares 200,400,600 e 800, acrescidas de 1 a 16. Para Oeste (W), seguem-se centenas ímpares 100, 300, 500, 700 e 900, também acrescidas de 1 a 16.
c) vias, em vez de Ruas e Avenidas
Ruas e avenidas, comuns a qualquer cidade brasileira, foram substiuídas em Brasília simplesmente pela denominação de Vias que recebem também uma numeração sequencial de acordo com sua localização.
Assim, oficialmente, as Vias não recebem nome próprio, sendo idêntificadas apenas pelo número como, por exemplo:
Via W-2 Norte, Via L2 Norte, ou Via W2 Sul, Via L2Sul, etc.
(1) No DF, a única exceção é Taguatinga; tem oficialmente um bairro denominado Águas Claras e suas avenidas são idêntificadas por nomes e não por números.
Bem, essa é uma pequena parte do texto de Adalberto Lassance.
Adalberto Lassance é cartógrafo, pesquisador e escritor, professor membro acadêmico do instituto histórico e Geográfico do Distrito Federal, é autor do livro BRASÍLIA E DISTRITO FEDERAL - Imperativos institucionais . (Edição/2002 - Verano Editora/ IHG-DF), utilizado como fonte dessa matéria.

domingo, 25 de março de 2007

Um Paraíso no Coração do Brasil



Brazlândia: Falar do bairro aonde moro é fácil, moro em Brazlândia, a cidade administrativa mais distante do Distrito Federal, localizada a 65 km do Plano Piloto.


Criada em 05 de Junho de 1933, diz a história que, na região onde está localizada a cidade, era uma fazenda muito grande e os donos eram de família Bráz de Queiroz e Peixoto, com a vinda do Governo Federal para construção da nova capital, a fazenda serviu de pousada para os sertanejos que buscavam empregos na construção de Brasília.

Em 1966 uma invasão denominada "Viete Congue" iniciou-se nas proximidades de Taguatinga, mas o governo não permitiu que as pessoas que ali estavam permanecessem e transferiu todos para a fazenda que foi desapropriada pela Nova Capital (NOVACAP), passando assim a ser chamada, Brazlândia "Cidade dos Bráz".

Hoje meu bairro possui 53 mil habitantes e uma área total de 474,83k² e oferece para seus moradores e visitantes: turismo rural e religioso, artesanato, jeitinho de interior, ritmo de cidade pacata e verde por todos os lados, para dar, vender e seduzir os que procuram calmaria e paz .
Outra característica predominante, é a grande quantidade de água potável, a cidade fica no maior lençol de água da região e é responsável por mais de 60 por cento do abastecimento de todo o Distrito Federal. Além das belezas naturais que só Brazlândia possui: Posso Azul, Terra viva, entre outras e o seu espelho d'água no centro da cidade, diversão para quem passa pela cidade paraíso. A agricultura também orgulha quem mora em Brazlândia, mais de 2.638 hectares de produção de hortaliças, 417 hectares de produção de frutas e 14 hectares de produção de grãos, coloca a cidade numa das maiores produtoras de hortifrutigranjeiros da Região Centro Oeste, destaca-se o Morango, alface, tomate, milho, soja e goiaba.
Diante disso, pegue o rumo e siga os caminhos deste verdadeiro paraíso verde encravado no Distrito Federal.



sábado, 24 de março de 2007

Setor P SUL, de onde veio o seu nome?

Bem, fui investigar. Andando pela rua onde moro, parei uma vizinha que caminhava distraidamente. Ela parecia estar com o pensamento bem distante, mas, não resisti a curiosidade e perguntei: Você sabe de onde veio o nome de nosso bairro? Com um sorriso discreto e um olhar meio desconfiado, Vera Florentino respondeu: Ah, esse lugar precisava ter um nome, como tudo tem!
Fingindo me conformar com a resposta, balancei a cabeça, como se estivesse concordando. Mas, eu sabia que ainda poderia descobrir mais alguma coisa. Resolvi andar mais um pouco e avistei uma idosa, a caminhar lentamente em direção ao supermercado que fica próximo da rua onde moro. Andei depressa para chegar até ela e após descobrir o seu nome perguntei: Dona Maria, a senhora sabe me dizer porque o Setor P SUL é chamado assim? Com um sorriso simpático, ela respondeu: Olha minha filha, existem vários setores na Ceilândia. O nosso fica na parte sul da cidade, então deve ser por isso que tem SUL no nome. Agora, o motivo de ser Setor P, eu não sei.
Apesar da inquietação, me conformei. Mas, ainda me faltava saber a função do bairro. Dona Maria, desta vez contou que o bairro, Setor P SUL foi feito para morar e reclamou da falta de opções de lazer no local. “O bairro é só moradia mesmo. Como não têm lazer, é um bairro esquecido”, desabafou.

O bairro onde vivo

O bairro onde vivo

Essa semana, andando pelo meu bairro, eu observeie... que o meu bairro tem todos os aspectos de um bairro que fica no centro de uma grande cidade e em certo momentos a calma parece tanta que você esquece que está num bairro movimentado.

De manhã cedo, antes das 7h, o silêncio e a falta de carros nas ruas são tanta, que se não fossem pelos grandes prédios, você poderia achar que estar numa cidade de interior. Mas logo essa imagem muda, após as 7h30m, são tantos carros que fica tudo engarrafado e fica assim nos horários de pico. E mesmo fora dos horários de pico, durante todo dia os estacionamento ficam abarrotados. Falta lugar para estacionar, mas tem muito lugar para visitar.

Apesar desse grande problema: os engarrafamentos. O legal do meu bairro são algumas quadras. A que eu moro, por exemplo, tem um espaço verde enorme, com algumas árvores. Quando você pára um pouquinho e senta ali só para olhar você até esquece das coisas ao seu redor e fica em paz. Mas numa grande cidade as pessoas estão sempre apressadas, por isso, passam ali todos os dias e não prestam muita atenção.

Outra coisa que me chamou a atenção no meu bairro é que existe um grande contraste. Ele é formado por grandes prédios luxuosos, tem sua parte econômica, como é chamado o sudoeste econômico, mas os prédios também são organizados e num extremo oposto, logo no final (ou no ínicio) do sudoeste, você vê uma invasão, formada por barracos.




Danuta Ferreira

Meu bairro

Taguatinga é uma região administrativa que foi criada com o intuito de organizar as “invasões” que ocorriam por pessoas que vieram ajudar na construção da Nova Capital. Hoje, Taguatinga tem um grande número de moradores e visitantes que vêm até a região atrás de lojas de móveis, shoppings centers (moradores das regiões administrativas próximas), lojas de artigos em geral e outros muitos atrativos que a cidade oferece.

O barulho é algo que sempre está presente nessa cidade, movimentação de trabalhadores, crianças, idosos, está por todos os lados. Nos edifícios de apartamento de Taguatinga Sul (mais precisamente onde vivo), sempre têm pracinhas em frente, onde no final da tarde escutamos toda aquela agitação vinda dos pequenos moradores.

Taguatinga é um local onde encontramos tudo: shoppings, livrarias, restaurantes, lojas em geral, padarias, bancos, escolas, faculdades, cursos, igrejas. Cheguei a conversar com vizinhos que disseram que há muitos anos não vão ao Plano Piloto, alegando que tudo que precisam encontram aqui, sendo que no Plano Piloto geralmente o preço dos produtos em geral é mais alto. tendo outro porecontram aqui. tudo que precisam encontram aqui. as, restaurantes, lojas em geral, padarias, bancos,

O berço de personalidades


A origem da cidade-satélite de Taguatinga já foi mencionada nesse blog. Então, para não ficar tão redundante resolvi falar um pouco sobre as personalidades que surgiram lá. Muitos podem desconhecer esse “lado” da cidade, mas Taguatinga tem se destacado nos últimos anos como um celeiro de talentos tanto nos esportes quanto na música.
Nos esportes três destaques podem ser dados: às jogadoras de voleibol Leila Gomes de Barros e Ricarda Lima, e ao atleta Joaquim Cruz. Já em relação à música temos que lembrar da banda Detrito Federal, que foi uma banda “punk” contemporânea da Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, entre outras. Outras personalidades musicais que surgiram em Taguatinga são: as duplas sertanejas Rick e Renner e Cristian e Ralf, o cantor Jesse e o grupo de música Esquema Seis.
É fácil perceber então que essa cidade-satélite não pode ser conhecida somente como um pólo econômico, mas também como uma cidade que tem o “dom” de fazer brotar novos talentos.

Ecologicamente Cidade

Antes de falar sobre meu bairro, pesquisei sobre a sua origem.
Fui à Administração Regional, o qual pude entrevistar e colher dados para que fosse dessenvolvida minha matéria.


Fundada em dia 13 de março de 1990 e, hoje, uma cidade em grande desenvolvimento, principalmente pelo comércio, o Riacho Fundo I possui uma grande contribuição ecológica, pois estão situadas nascentes de diversos córregos – incluindo o próprio Córrego Riacho Fundo, que inspirou o nome da cidade – e onde são encontradas plantas e animais característicos da cidade.
Com o relevo típico do Planalto Central, com ondulações acentuadas, o aspecto é de vale, com desníveis acentuados e grotas no sentido do Córrego Riacho Fundo e seus afluentes. A produção agrícola da cidade é bem diversificada, principalmente para uma região administrativa considerada urbana.
Segundo contagem do IBGE (1997) o Riacho Fundo I possui 21.136 habitantes. E agora, existe um grande motivo para que os moradores tenham mais orgulho de residir nesse local: - Será criado um parque tecnológico de biotecnologia e agronegócios. O Parque será um núcleo urbano, em área rural, projetado dentro de princípios da sustentabilidade com uma infra-estrutura básica nas áreas de pesquisa. Sua instalação tem o objetivo de estimular a área de inovação tecnológica, permitindo a utilização da infra-estrutura de universidades e de centros de pesquisa.
Depois de ter colhido todas essas informações, andando pelo meu bairro, (especialmente na pista de cooper) pude observar a relevância do cerrado e o parque vivencial. Quantas planteas existentes e gratificação de ter a natureza por perto.




Cidade ou interior?

Certo dia voltando do trabalho, resolvi observar o que me cercava. O lugar onde morava e as pessoas que daquela comunidade participavam. Lembrei-me de quando ia para a cidade interiorana a qual minha querida avó nascera. As pessoas, os comportamentos, em determinados momentos se assemelhavam. É como se morasse em uma cidade de interior. Moro especificamente na “antiga” QNL, e a sensação que tenho é que as pessoas agem como os moradores de Dom Silvério, interior, do interior de Minas Gerais. Lá, na QNL, todos se conhecem e sabe da vida de todo mundo. Quando algo noticioso ocorre por ali, não demora muito para que os rumores comecem a circular.
O lugar, tranqüilo para quem por lá habita, é aconchegante e acolhedor. Os moradores têm características peculiares, assim como em todo e qualquer “bairro”, se é que posso assim defini-lo. As pessoas se cumprimentam e freqüentam normalmente os mesmo lugares. Costumamos brincar que as pessoas de lá são quase onipresente, pois se encontram em todos os lugares. É como se a população fosse tão pequena que parecemos conhecer todos. Não sei exatamente quantos somos, mas sei que somos muitos.
Aos que nasceram e se criaram por lá, o carinho pelo local é admirável. Muitos temem ter de lá sair. Outros que chegaram depois, pretendem morar em Águas Claras, ou em alguma região administrativa próxima dali. Já os que participaram do crescimento da região, tem um carinho diferenciado, algum sentimento inestimável. É como se aquele local fizesse parte de cada habitante. Eles, os moradores, foram aos poucos acompanhando a chegada da luz, da água, das escolas, e de todas as necessidades básicas que se precisa para morar “bem”. A maioria dos moradores vieram de cidades interioranas, acredito talvez ser isto, o verdadeiro motivo da característica.

Onde estou?

A tarefa a princípio simples de perceber a comunidade e a vizinhança onde moramos se tornou um problema durante a semana. Afinal, foi ai que eu percebi que sequer sei o nome de quem mora ao meu lado e não faço idéia se existe uma comunidade organizada para resolver os interesses do bairro.
Recorri ao dicionário para ter certeza de que estava fazendo a associação correta. Entre as definições do Aurélio uma me chamou a atenção, seria um grupo de pessoas irmanado por uma mesma herança cultural e histórica. Concluí que realmente não estou inserida na comunidade e nunca percebi o fato por não possuir nenhum elo com ela, já que pertenço a outro estado e moro ali há pouco tempo.
Ainda seguindo a mesma linha de raciocínio me dei conta de que sabia do que se tratava o tal fenômeno, já que onde morei anteriormente apresentava todas essas características e era fácil percebê-las. Meu pai fazia parte da associação de moradores do bairro e o espírito de vizinhança era comum, um sempre estava pronto para ajudar o outro. Apesar da correria do dia-a-dia esse espaço de convivência não deixava de existir. Se acabasse o açúcar na sua casa e não tivesse um mercadinho aberto para comprar era só recorrer ao vizinho mais próximo.
Todos esses fatores me levaram a perceber as mudanças que ocorreram com o passar dos anos nas minhas relações com a comunidade e a vizinhança, elas simplesmente passaram de um nível avançado de cooperação à inexistência.

Samambaia: seu nome e função social

A cidade de Samambaia, localizada no Distrito Federal, recebeu esse nome por causa de sua vegetação. Da extensa quantidade de plantas que havia no local uma se destacava: a samambaia, a planta que inspirou os criadores da cidade na escolha do nome. Com a confusão de nomes o governo pensou em dar à antiga Samambaia um novo nome: Águas quentes. Mas os moradores não gostaram da idéia. Diziam sempre: “se tem que mudar de nome que mudem eles”, se referindo a irmã mais nova. Aliás, a de se entender a fixação do governo, ou dos administradores do DF, em nomear cidades com nome de água. Água isso, água aquilo...

A cidade nasceu da necessidade de se assentar a população que ainda não tinha casa própria e os migrantes que chegavam à Brasília sem ter onde ficar. Aos poucos casas foram erguidas e o comércio veio logo em seguida. Era a urbanização se fazendo perceber. Hoje a cidade tem uma certa estrutura, mas ainda tem muito o que crescer.

Salve Salve!

Salve Salve! Sempre que me lembro do bairro do bomfim, na cidade de Salvador-BA, um sentimento de nostalgia toma conta do meu Ser.Nem sei direito que tipo de sentimento é esse. Ao mesmo tempo que é bom, é ruim.Nostalgia é mesmo uma merda! Mas de fato, o verão me traz muitas coisas boas.Convenhamos que até hoje, somente um verão, pelo menos para mim , foi péssimo. Mas mesmo assim foi só no começo, depois melhorou. E muito! Ô Saudade de Maria!Todas as vezes que encontro o Mar é massa! Meu primo de Salvador diz que esse encontro "é muito importante para as pessoas poderem trocar o sangue". Renovar, mudar, mandar um Salve para Mamãe Yêmanjá. Eu também realmente acho isso muito importante. Salve a Bahia! Salve o Bairro do Bomfim!
Quem conhece sabe da importância histórica e cultural daquele lugar.

Bairro nem sempre é uma comunidade


Falar de comunidade no bairro Lago Sul não é fácil. Acredito que comunidade seria a união das pessoas que moram ali, porém esta união de moradores não fica muito visível. Os moradores desse antigo bairro são individualistas, muitas vezes não conhecem o famoso vizinho de porta.
Um bairro, onde as pessoas não se juntam para fazer manifestações, seja qual for o problema. Talvez, porque não precise, pois é uma região que sofre influencias políticas. Afinal é um bairro que abriga diversos políticos, como deputados, senadores e até mesmo o governador da cidade.
O conceito de vizinhança no Lago Sul é por proximidade, seja de quadras, ou de ruas. A arquitetura de suas casas faz com que seus moradores dividam o muro três vezes, com diferentes vizinhos: o da esquerda, da direita e o do fundo, além do vizinho de frente. Mas essa proximidade não significa que os vizinhos sejam amigos ou conhecidos. Moro na minha rua há alguns anos e não conheço ninguém, talvez porque as pessoas do meu bairro sejam mais fechadas. Ou talvez, porque eu mesma seja mais reservada. Mas acredito que esse jeito das pessoas, e até mesmo meu, se dá por conta da própria da origem do Lago Sul, passando assim influencias para seus atuais moradores. É bom lembrar que nem todas as vizinhanças são assim, afinal existem exceções.
Não sabemos o motivo do individualismo dos moradores do meu bairro, mas quem sabe isso muda com os anos? Basta a vizinhança querer mudar essa relação distante e seca. Um simples bom dia pela manhã ou aquele leve sorriso no rosto cria uma afinidade com os moradores e vizinhos.

Cidade maravilhosa

Se comparado a um animal meu bairro seria um camaleão. Ora calmo, tranqüilo, pacífico, ora agitado, movimentado, barulhento. É possível tremer no compasso das músicas em volumes ensurdecedores nos sons dos carros que por ali passam. Ao mesmo tempo não deixa de ser um lugar aconchegante e acolhedor.
Criado em 05 de junho de1958 para aliviar as invasões ao redor de Brasília, Taguatinga foi a primeira cidade do Distrito Federal. Localizada nas divisas de Brasília e Brazlândia, seu nome tem origem de Tauá + Tinga que em Tupi-Guarani significa barro branco. Daí surgiu à associação incorreta com ave branca, um dos símbolos adotados pela cidade.
Caminhar pelas ruas da cidade durante a semana pode parecer complicado, mas experimente fazê-lo no domingo, a principal avenida comercial do estado simplesmente pára. É possível andar sem nenhum problema e ainda observar fatores e locais invisíveis nos demais dias, torna-se fácil reconhecer pessoas, esquecer dos problemas, se distanciar da correria do dia-a-dia e de brinde ainda faz muito bem para a saúde. É literalmente unir o útil ao agradável, essa cidade é simplesmente maravilhosa
.

O crescimento do meu Bairro

As evoluções que os bairros passam com decorrer dos anos é inacreditável. O Lago Sul, por exemplo, era pouco povoado quando tinha como lugar de encontro das pessoas o Gilberto Salomão. Lá havia uma padaria, uma sorveteria e uma danceteria. Uma das grandes qualidades do Lago Sul era ter o cerrado, com suas plantas nativas, como paisagem predominante. A origem do seu nome se dá posição geográfica da área - margem Sul do Lago Paranoá. Nos dias de hoje não podemos mais dizer que todas essas características predominam, pois o número de moradores aumentou e com eles a necessidade de mais quadras, mais comércios e menos verde, pois este foi substituído por construções.
É impressionante como o bairro aumentou. Como poderia se imaginar que naquele lugar, onde as crianças andavam de bicicleta no meio da rua e jovens ia ao Gilberto Salomão paquerar e tomar sorvete, fosse se tornar um lugar muito povoado e com muitos comércios? É interessante pensar num bairro com uma grande diversidade de comércio, pois este não é objetivo, mas sim abrigar moradores, dando lhes satisfação e bem estar. Podemos dizer que o Lago Sul também virou uma das referencias turística de Brasília, recebendo pessoas de vários lugares.
O Lago Sul tem alguns pontos turísticos reconhecidos em Brasília, como a ponte JK, que é uma das mais bonitas do Brasil, o Pontão, um lugar muito bacana para fazer um lanche e ver o por do sol. E, claro, não poderia deixar de falar do Gilberto Salomão, que ainda faz parte das referências desse bairro. Em suma, o Lago Sul é, sim, um ponto turístico de Brasília e faz parte, a cada dia, da sua história.

Conhecendo o Gama

Com ruas largas, estreitas, muito movimentos nas ruas durante a semana, e pouco nos finais de semana. Com feirantes e ambulantes gritando no centro da cidade durante a semana. Assim é um pouco do gama.

Durante muitos anos a cidade abraçou moradores da construção de Brasília, que durante o dia saiam de suas moradias para trabalharem e pró da construção da nova capital. Com o passar dos anos a cidade foi aderindo moradores do estado do Goiás. Hoje o Gama conta com uma população de aproximadamente 170.000 habitantes, e está dividido em cinco setores: norte, sul, leste, oeste e central.

Para o desenvolvimento educacional a cidade dispõe de 51 unidades escolares, das quais 42 escolas estão localizadas na Zona Urbana e 8 na Zona Rural. Para a saúde a população Gamense é atendida por uma rede de saúde pública formada por: 01(um) Hospital Regional, 07(sete) Centros de Saúde, 04(quatro) Postos de Saúde, 03 localizados na área rural e 01 no DVO, além de diversas redes de hospitais privados. A segurança da cidade conta atualmente de 02 Delegacias de Polícia (14º DP E 20º DP) E 01 Posto de Identificação. Assim caro leitor, termino minha publicação de hoje. Veja que essa cidade é como qualquer outra em desenvolvimento. Não é um bicho de sete cabeça com muita violência como Rio e São Paulo.

Meu bairro, meu lar

Brasília é uma cidade composta pela Asa Sul, Asa Norte(as quais dividem-se em bairros) e Eixo Monumental. O grande problema é que muitas vezes os próprios brasilienses, não sabem definir o que é bairro ou região administrativa. É o caso do Lago Sul, pois as pessoas chamam de bairro, mas não é exatamente um bairro é sim uma região administrativa.O Lago Sul surgiu com a construção de casas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP servindo os diretores da companhia. Já em 1959, foram construídas casas para os oficiais da Aeronáutica, pois era próximo da Base Aérea. Passou depois a ser habitado em razão de atrativos urbanísticos, tais como tamanho dos lotes, proximidade do Lago do Paranoá e visão aprazível.Nos tempos de hoje, poderia se dizer que o Lago Sul tem uma boa infra estrutura, pois de acordo com sua administração tem-se os seguintes dados: 100% da população abastecida com água potável; 55,76% atendida com esgoto sanitário; 100% beneficiada com energia elétrica; 20% servida com a rede de águas pluviais; 84,64% atendida com a rede de iluminação pública; 90% das vias, asfaltadas; 78% com meios-fios A região administrativa Lago Sul faz parte da história de Brasília e está cada vez mais recebendo moradores, de diferentes idades e construindo novas histórias.
Luciana Lacerda

Raízes II

Olho para minha Quadra e surgem inúmeras lembranças. Brigas, discurssões, bebedeiras, paqueras, enfim, tudo que uma pesoa normal vive e presencia durante sua infância e sua adolescência.
Quem teve a oportunidade deter uma infância saudável sabe do que eu estou falando...
Raízes!
AMIZADE = RAÍZES = VIDA!

Uma vizinhança em comum

Localizada na quadra 03, do Setor Sul do Gama, minha vizinhança é unida pelo fato de que a maioria dos moradores da rua vive no mesmo local há muitos anos. Portanto, praticamente todos se conhecem. Dentro da vizinhança, existem pessoas de todos os tipos. Os garotos que sempre estão brincando na rua, o vizinho mais ranzinza que sempre implica com eles, aquela vizinha que está sempre na porta observando o que acontece ao redor. Cada um tem sua particularidade e, de uma forma ou de outra, colaboram para o equilíbrio do grupo.
O fato de que uns são conhecidos dos outros gera um sentido de coletividade, mais do que isso, de comunidade. Percebo isso através de alguns acontecimentos. Quando um vizinho viaja, por exemplo, pede que um outro cuide de sua casa, vigie e tome conta. Isso mostra a confiança que a convivência proporciona.
Também num sentido comunitário, vejo a mobilização no local, mais ligada à questão religiosa. Existe uma igreja católica próximo à minha casa e, de vez em quando, eles organizam eventos como almoços, bailes e festas em prol de uma causa beneficente. Assim, a vizinhança toda participa, colaborando de alguma forma.
Com a observação desses detalhes percebo que o sentido de comunidade é inerente a um grupo social que passa pelos mesmos problemas, tem as mesmas necessidades e convive junto por tanto tempo.

Raízes

Asa Norte... O que eu posso falar da Asa norte?
Posso falar uma coisa, super Quadra 104 norte. Aqui foi o lugar onde nasci e fui criado. Neste local fiz amizades e de certa forma acabei construindo parte de minha personalidade, de minha vida.
Desde minha infância moro neste mesmo local. Pessoas se foram, mas muita gente ficou. Inclusive eu.
Minha Casa, meu Bairro, minhas amizades, minha Vida.

Amor ao proximo existe no gama?

Diz a bíblia que devemos amar todos como a nós mesmos! Mas será que isso esta acontecendo em Brasília e nas cidades satélites? No Gama um bairro que têm a frase “Quem ama, mora no Gama”, não esta seguido essa frase no seu sentido original, mas sim no sentido contrário. O verdadeiro amor ao próximo e a si mesmo está indo para o brechó.

No bairro cujo eu moro, recentemente um jovem casal, com 5 anos de casados começaram a briga no meio da rua. Resultado: o marido foi processado na delegacia da mulher, e o casamento acabou. Além disso, uma linda menina de 3 anos ficou sem a mãe, pois o pai acabou ficando com a guarda da garota. Assim como podemos ver o amor esta longe de existir em algumas casas, família e bairros. Até quando isso vai ocorre? O que os governantes vão fazer para que ocorra a paz entre as famílias?Será que algum dia o Brasil vai ter alguém ou algum grupo de pessoas com idéias de ajudar ao próximo?

Acredito que apenas uma única pessoa vai ajuda e já esta ajudando nós seres humanos. Com Deus na frente das sociedades teremos tudo. Mas antes, temos que viver com ele, e escuta o que ele nos fala. Porque sem ele não seremos nada! Apenas Eu,perdido no mundo individual e egoísta.

O Setor P SUL e os seus pontos de destaque

Agora que já conhecemos um pouco da origem do Setor P Sul, vamos saber mais sobre os seus pontos de destaque. No Setor P Sul existe um Sitio Arqueológico. Descoberto em 1996, está localizado na Chácara SantaTerezinha, número 112. O responsável pela descoberta do sítio, que tem cerca de 4 hectares de área, foi o arqueólogo Eurico Teófilo Mulher. Um outro ponto de destaque no bairro é a Usina de Tratamento de Lixo. De acordo com o prefeito Valdinei Vieira, ela é a segunda maior usina de lixo da América Latina. Agora é a vez de citar o Museu da LimpezaUrbana. O museu fica bem próximo a Usina de Tratamento de Lixo. Lá é possível encontrar peças e sucatas de vários objetos antigos. Além disso, têm-se a oportunidade de apreciar diversas montagens feitas por trabalhadores do local. E tratando de cultura, temos de falar da Casa do Cantador. É um ponto importante do bairro, que reúne artistas de várias localidades. A Casa do Cantador foi projetada por OscarNiemeyer. O objetivo principal é sediar a Federação Nacional das Associações de Cantores, Repentistas, Poetas e Cordelistas que promovem encontros e festivais.

Quer apreciar o Gama?

Você conhece o Gama? Como ele foi criado? Ou ainda você leitor já ouviu aquela famosa frase “quem ama mora no gama”. Se não, que tal entra nesse mundo gamense e conhece um pouco da historia dessa cidade e seus destaque culturais.

Criada praticamente junta com a capital federal, a cidade Gama surgiu inicialmente para alojar as pessoas residentes em invasões ou núcleos populacionais provisórios ligados com a construção de Brasília, surgindo com isso as denominadas cidades satélites. Depois de muito tempo a cidade começou a crescer trazendo para si grande industrial como, por exemplo, a skol e a fabrica Nobel. Hoje a cidade conta com shopping, hospitais particular e públicos, cinemas, escolas, faculdades e futuramente com uma expansão da Universidade de Brasília(UNB). Além disso, a região administrativa receberá para conforto dos moradores uma estação do metro.

Para a estudante Géssika Ximenes, 13 anos, a cidade a cada dia está melhorando ainda mais.Porem é muito distante da cidade principal que é Brasília.” Aqui na cidade está fornecendo muitas oportunidades como a nova UNB. Estou muito contente por isso”, disse a estudante muito interessada com o novo campus da unb na cidade. Atualmente o gama conta um uma população aproximadamente 170.000 habitantes, e está dividido em cinco setores: norte, sul, leste, oeste e central.

A partir dessa semana você leitor, conhecerá um pouco dessa cidade. Como ela é! Como é a segurança, saúde e educação. Além de como é o setor norte, bairro cujo eu moro. Um grande abraço para todos e até a próxima publicação desse maravilhoso mundo gamense.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Taguatinga Norte: o bairro das variedades

Quando alguém se refere à Taguatinga Norte imediatamente a imagem de comércio vem à mente de muitos. Isso pelo fato desse bairro abranger uma quantidade enorme de lojas que vendem tudo o que você imaginar. De lojas de presilhas para cabelo a lojas de automóveis. Mas, Taguatinga Norte não se resume a isso somente. É nele que a nova sede do governo do Distrito Federal está instalada; que o cemitério da cidade-satélite de Taguatinga se encontra; que a galera jovem se reúne para tomar um açaí ou um sorvete... seja no Vanilla ou na Casa do Açaí. Escolas, faculdades e igrejas também ocupam seus lugares. Assim como a geração Saúde que marca sua presença no Pistão Norte. Que morador nunca fez pelo menos uma caminhada por lá? Não importa se foi às 8h da manhã ou no finalzinho da tarde...
Taguatinga Norte tem seus contras? Claro! O trânsito é uma desordem total. Lotações e ônibus não respeitam ninguém. Estacionar carro só se infringir a Lei. Mas, pensemos sempre pelo lado bom. Quem aprende a dirigir no meio desse caos está apto a dirigir em qualquer lugar.
Moro na QNG, perto do Taguacenter. Tenho tudo que preciso perto da minha casa: um mercadinho, uma vídeo locadora, um salão de beleza... Tenho também a insegurança de morar em um lugar que possui um número considerável de gangues. Mas todos os lugares têm seus prós e contras. E são por essas e outras razões que amo o lugar em que vivo.

Setor P SUL: Vinte e oito anos de história

O Setor P Sul é um bairro de uma das cidades satélites no Distrito Federal, Ceilândia. Fundado em 1979 e com mais de 300 hectares de área, o bairro compreende 14 quadras pares. A divisão começa na QNP 10 e termina na QNP 36. Além disso, o Setor conta com dois condomínios conhecidos popularmente como Pôr-do-Sol e Sol Nascente. Na época da implantação do bairro, já havia um interesse por parte dos governantes de aumentar a densidade da ocupação urbana de Ceilândia. Foi um período em que o antigo Setor de Habitações Individuais Sul, hoje conhecido por SEDUH, atendia o Poder Público com a produção de unidades habitacionais de assentamentos urbanos. Em aproximadamente 1998, as chácaras que existiam ao redor do Setor P SUL foram desocupadas. “No início eram chácaras. O governo distrital indenizou os moradores para que eles desocupassem a área para que fosse implantado o Setor P Sul”, explica o atual prefeito do bairro, Valdinei Vieira. E assim, várias casas foram construídas ao redor das antigas moradias. Desta forma, pode-se dizer que o Setor P Sul foi criado para atender a um programa habitacional. Quem estava inscrito no programa, recebeu a sua casinha. Hoje, com sua nova estrutura, o setor possui alguns pontos de destaque: a Casa do Cantador, o Sítio Arqueológico, a Usina de Tratamento de Lixo e o Museu de Limpeza Urbana.

Ambientalizando - Trocas sociais, vivência e histórias.

Mesmo com tantas restrições e preconceitos de encarar o novo, que colocamos diante de algo desconhecido. Quando se é jovem a facilidade de adaptação se duplica, até por consequência de se aventurar. Mas seria exagero indagar como aventura uma troca de ambiente.
Receber a notícia de que iriamos nos mudar para Taguatinga após vários anos no Guará, chocou em primeiro instante por estar tão habituada à aquele local, aquelas pessoas, praças, comércios que frequentará e me sentia comum, parte deste um todo.
Lembranças trazidas da memória de quando eu era criança, queriam me tranquilizar. Recordei como era alegre os dias de sol, que minha mãe me aprontava para ir ao clube e me divertia sem noção de tempo. Tal clube localizado em Taguatinga, por coincidência, se situava na rua em que iriamos nos mudar e foi uma questão que me animou, ao relacionar minha vida, o novo local e experiências do passado.
Ao mudarmos percebi que seria um lugar agradável, e pelo contrário do meu pensamento, poderia acrescentar algo. O SESC ainda estava no mesmo local, mas não era apenas um clube com áreas recreativas esportivas e espaços culturais. Havia crescido. Se transformado em um grande centro de cursos, entre eles de línguas estrangeiras, artesanato, danças, teatro, música e etc.
Aquilo me surpreendeu pois um mero clube, que trazia em minhas lembranças, hoje unia pessoas da redondeza para vários fins intelectuais, além de divertir e ensinar maneiras para se viver melhor.
Ainda moro na CNB-14, uma quadra abaixo desta área da educação, saúde, lazer, cultura e assistência, o SESC (Serviço Social do Comércio ). Tão próximo de minha residência, ele ainda contribui para beneficiar centenas de pessoas.
É um espaço que frequento, e também reúne uma grande parte da minha comunidade. Dentre vários motivos, a fim de proporcionar trocas, recursos absolvidos e muita interação. O que facilita uma melhora de vida às pessoas que perto de mim residem, trazendo para o local que escolhemos para viver, estrutura social sustentável.

Curiosidades históricas de Taguatinga

Criada para erradicar invasões, mas planejada por Lúcio Costa a fim de ser uma cidade dormitório, Taguatinga nasceu e pôde oferecer moradia aos candangos, que ajudaram na construção de Brasília.
Parte das terras do município de Luziânia (GO), a cidade-satélite foi fundada em 05 de junho de 1958, na fazenda Taguatinga.

Anteriormente levou o nome de “Vila Sarah Kubitschek”, logo depois “Santa Cruz de Taguatinga”. Devido à ocorrência geológica do local, certo barro branco, registrou-se o nome originado do Tupi-Guarani – Tauá/Tinga -.
Após seis meses de sua emancipação, casas, hospitais e escolas, já se situavam na cidade. O primeiro armazém foi o São José, mais tarde Mercado Chapecó, o banco, hoje Banco Real/SA, era Banco Lavoura de Minas Gerais. Sua primeira construção foi o Cine Paranoá. Infelizmente se encontra desativado, atualmente é a galeria Paranoá Center, mas por muitos anos foi palco de filmes e diversão para seus moradores.

O Relógio da Praça Central, conhecido popularmente como a Praça do Relógio, foi presente do Presidente da Citizen Watch, Dr. Eiichi Yamada, após sua visita à cidade na década de 70.
Com estrutura de quase 15 m de altura, o relógio indica a hora para quem passa no local e também facilita a localização de quem usufrui desta cidade, que é considerada região administrativa do Distrito Federal brasileiro.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Taguatinga Norte

O setor norte de Taguatinga, engloba uma diversidade enorme de comércios de vários estilos, categorias e necessidades. Nesta área existe a Avenida Comercial Norte, onde moro particularmente, a CNB.
Encontram-se nela, paralelamente, muitos tipos de lojas, desde distribuidoras de doces, até lojas de departamentos nacionais, como a Riachuelo.
A movimentação de pessoas, carros, camelôs e ambulantes é constante na “Comercial”, nome que se popularizou de acordo com o tempo, os moradores se adaptaram com a agitação, fazendo a poluição sonora hoje ser apenas mais uma de suas características.
Taguatinga Norte, especificamente a Comercial, apesar de seus problemas locais, oferece praças como a “Praça do DI”, que por sinal é muito visitada por existir nela parques infantis, bares e restaurantes. A praça do “Bicalho”, muito parecida com o “DI”, é também muito freqüentada.
Viver na CNB-14, e estar onde considero ser o coração de Taguatinga Norte, é poder ter acesso a vários lugares, desfrutar de um local que disponibiliza a seus moradores muitas facetas e características intrigantes.

domingo, 18 de março de 2007

Gama: História, nome e função social


Embora não se tenha conhecimento exato da origem da palavra “Gama”, com que se intitulava a fazenda que emprestou seu nome à cidade, sabe-se que ela partiu do Platô do Gama, onde estão localizadas as cabeceiras do ribeirão de mesmo nome. Na época, o Padre Luiz da Gama Mendonça levava sempre seus ofícios às massas nas mais distantes localidades e era venerado pelas pessoas. Assim, em homenagem ao Padre, foi dado ao Platô e ao Ribeirão o nome Gama, uma vez que, nenhuma outra família existiu na região com nome ou prenome GAMA. Anos mais tarde, este foi o nome de uma das quatro fazendas que deram origem à cidade. As outras fazendas se chamavam Alagado, Ponte Alta e Ipê. A Região do Gama está localizada em terras que pertenceram a estas fazendas. Cerca de 1000 pessoas viviam na futura área da cidade.

A Região Administrativa do Gama é formada por área urbana e rural. A área urbana está dividida em seis setores: Norte, Sul, Leste, Oeste, Central e de Indústria. O projeto da cidade lembra o formato de uma colméia. As quadras possuem formato hexagonal e, internamente, um formato triangular, com uma média de 96 a 100 lotes. Em cada triângulo, há um setor comercial.

O padrão das habitações é médio, as dimensões possuem uma taxa de ocupação de 70% de área construída do lote e o gabarito é de dois pavimentos. Porém, existem no Setor Central duas quadras destinadas a habitações coletivas com 4.294 apartamentos.

O Gama possui 1.650 lotes destinados a atividade comercial, conta também com um shopping, localizado no setor central, possuindo 419 lojas, praça da alimentação e 2 cinemas.

A atividade industrial do Gama é desenvolvida principalmente na zona urbana. A cidade possui um setor específico para as atividades industriais, o setor de Indústrias/Leste, que possui 528 lotes.

sábado, 17 de março de 2007

Samambaia: a cidade que poucos conhecem

Oficialmente a cidade de Samambaia, localizada no Distrito Federal, surgiu em 25 de outubro de 1989, mas já em 1985 alguns moradores haviam sido fixados na área. Porém, a Cidade de Samambaia não nasceu nesse período e não tem seu início na periferia de Brasília e sim nos arredores de Santo Antônio do Descoberto (GO), mas ainda dentro do Distrito Federal.

Samambaia teria nascido por volta de 1950, com o surgimento de migrantes que se tornaram fazendeiros na área. No entanto, ela só se tornaria conhecida entre moradores e as localidades mais próximas. Por causa da distância entre a cidade de Taguatinga e o quase desconhecido município de Santo Antônio, o aparecimento desses habitantes não foi registrado.

Alguns anos depois é construída uma nova cidade no Distrito Federal. Cidade essa que leva o mesmo nome: Samambaia. Por sua localização a nova cidade cresce e a antiga é esquecida, tornando-se apenas uma extensão da outra. A pequena e velha cidade estabelece uma relação de dependência com Taguatinga, único local onde os moradores da velha cidade de Samambaia podem conseguir emprego.
O tempo passa e as verdes paisagens dão lugar a casas em construção, por causa dos loteamentos e condomínios feitos pelos antigos fazendeiros. Agora pessoas estranhas, vindas dos subúrbios de Brasília, habitam a velha cidade. A urbanização vai chegando aos poucos. A cidade ganha farmácias, supermercados, vídeo locadoras, casas de eventos, e etc., mas agora não se pode mais deixar as portas abertas.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Meu bairro

Moro na mesma casa há dez anos. Quando se conhece tão bem lugar, fica difícil construir um novo olhar acerca dele. Esta semana observei o local onde moro e não pude deixar de fazer comparações com outros tempos. Quando me mudei pra lá, havia mais árvores, a pracinha da igreja, onde conversávamos e nos divertíamos, era bem conservada e, além disso, eu e outros amigos brincávamos na rua até tarde da noite. Hoje, o cenário está um pouco diferente, mas as pessoas são as mesmas. A igreja está do mesmo jeito, apesar da reforma, não perdeu o ar religioso. Mas a pracinha foi esquecida, os bancos estão quebrados e o mato tomou conta do lugar onde ficavam as árvores. Próximo à minha rua há um pequeno comércio com padaria, mercadinho, armarinho e alguns pequenos bares, assim como em todas as quadras da região.

Moro no Gama. A cidade é dividida em setores: Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. Minha casa fica no Setor Sul, onde as várias quadras são muito parecidas. A cidade fica longe do centro de Brasília e os moradores, muitas vezes, têm que se deslocar até outras regiões administrativas para resolver certos problemas. No entanto, o local onde moro tem um lado difícil de perceber em uma cidade como Brasília: ainda tem ares de interior. Meu bairro tem um jeito de vizinhança que favorece as relações entre as pessoas e isso é o que me faz lembrar com carinho de todos esses anos que vivi ali.

sexta-feira, 9 de março de 2007

os bairros, o blog e a professora

O bairro é um lugar. Que lugar é esse? Como ele é em sua aparência, seu ritmo, suas pessoas, seus pontos marcantes? Pensando em questões como essas sobre um lugar chamado bairro é que criamos esse blog, para ser uma espécie de "jornal do bairro", mas o jornal do bairro de cada um dos alunos da turma.

O blog pareceu-me um meio muito adequado para se falar desse lugar tão grande, que são os bairros onde moram os alunos. E falar num exercício acadêmico de cunho jornalístico. Crônicas, entrevistas, enquetes, fotos... os recursos de expressão poderão ser variados.

De meu lado, como professora, estou mesmo muito ansiosa com o fenômeno que ponho em curso agora. Estou dando início a um movimento novo para mim: fazer do blog um espaço metaeducacional. Ou seja, mais do que ser um veículo para a publicação dos trabalhos de meus queridos alunos, o blog será também um diário de bordo da professora sobre o processo de ensino aplicado.

Hoje, teremos um primeiro movimento nesta turma em seu exercício de nos contarem histórias de seus bairros. Cada aluno trará sua primeira manifestação sobre o bairro onde mora. O exercício proposto foi de reconhecimento de seus bairros pelo aguçamento da percepção. Como aquecimento, fizeram um exercício semelhante no próprio campus universitário na semana passada. Foi legal e eles captaram coisas...

Considerando que essa é a primeira vez que se faz uma publicação desta natureza na universidade e imaginando/desejando para ela uma vida longa, alguams questões me aguçam:
Como serão esses bairros daqui a algum tempo?
Ou mesmo, será que eles ainda serão?

Bem, deixemos acontecer a obra. Vejamos, pois, o que os alunos têm a dizer nesta primeira semana.