sexta-feira, 30 de março de 2007

Festival da Boa Vizinhança


Toda vez que escuto a palavra vizinhança, lembro de um episódio do seriado Chaves. Nesse episódio todos os moradores se juntam para realizar o “Festival da Boa Vizinhança”. Quem não se lembra do “Lá vem o cão arrependido” ou então do famoso “Mamãe querida... meu coração por ti bate...”? Podemos perceber nesse episódio que, apesar de todas as intrigas, todos os moradores se gostam. E que o conceito de vizinhança fica bem explícito. Ou seja, nem sempre tudo são flores. Conviver com pessoas que têm personalidades distintas não é tão fácil.

Enfim, observei um pouco nesses últimos dias o que as pessoas tinham a dizer sobre vizinhança. E percebi que hoje em dia é raro as pessoas terem vizinhos de “verdade” como os moradores do bairro do Chaves. Antes de morar em Taguatinga Norte, morei 11 anos no P.Sul. Ou seja, vivi toda a minha infância lá. E lá eu conhecia praticamente a rua toda. Até hoje quando vou visitar minha antiga casa, meus ex-vizinhos me recebem com muito carinho e lanches. Todos sempre exigem uma visita em suas respectivas casas. Mas, em Taguatinga Norte não é tão diferente. Só que uma aproximação mais “íntima” é demorada. Enquanto que na minha primeira rua eu conhecia quase todo mundo, na rua em que vivo atualmente só conheço os vizinhos da direita, da esquerda e o da frente. Conheço também a casa de uma colega que estudou comigo. Ela mora no final da rua. E só.

Apesar de serem poucos, não tenho o que reclamar. Sempre que precisamos de alguma coisa pedimos ajuda a eles e vice-versa. Temos confiança uns nos outros. Até meu carro empresto ao meu vizinho. Acho legal também quando trocamos comida. Minha vizinha faz uns doces muito gostosos. E esse laço, na minha opinião, é importante pois ajuda a criar um clima mais familiar na vizinhança. É claro que algumas fofocas e chateamentos rolam também. Mas nada do que uma boa conversa não resolva.

Fico feliz em poder dizer que ainda tenho vizinhos de “verdade”. Não tenho um “Festival da Boa Vizinhança”, mas só de saber que tenho pessoas próximas, no âmbito geográfico mesmo, com quem posso contar sempre que precisar, já fico feliz.

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