sábado, 24 de março de 2007

Uma vizinhança em comum

Localizada na quadra 03, do Setor Sul do Gama, minha vizinhança é unida pelo fato de que a maioria dos moradores da rua vive no mesmo local há muitos anos. Portanto, praticamente todos se conhecem. Dentro da vizinhança, existem pessoas de todos os tipos. Os garotos que sempre estão brincando na rua, o vizinho mais ranzinza que sempre implica com eles, aquela vizinha que está sempre na porta observando o que acontece ao redor. Cada um tem sua particularidade e, de uma forma ou de outra, colaboram para o equilíbrio do grupo.
O fato de que uns são conhecidos dos outros gera um sentido de coletividade, mais do que isso, de comunidade. Percebo isso através de alguns acontecimentos. Quando um vizinho viaja, por exemplo, pede que um outro cuide de sua casa, vigie e tome conta. Isso mostra a confiança que a convivência proporciona.
Também num sentido comunitário, vejo a mobilização no local, mais ligada à questão religiosa. Existe uma igreja católica próximo à minha casa e, de vez em quando, eles organizam eventos como almoços, bailes e festas em prol de uma causa beneficente. Assim, a vizinhança toda participa, colaborando de alguma forma.
Com a observação desses detalhes percebo que o sentido de comunidade é inerente a um grupo social que passa pelos mesmos problemas, tem as mesmas necessidades e convive junto por tanto tempo.

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