sábado, 24 de março de 2007

Cidade ou interior?

Certo dia voltando do trabalho, resolvi observar o que me cercava. O lugar onde morava e as pessoas que daquela comunidade participavam. Lembrei-me de quando ia para a cidade interiorana a qual minha querida avó nascera. As pessoas, os comportamentos, em determinados momentos se assemelhavam. É como se morasse em uma cidade de interior. Moro especificamente na “antiga” QNL, e a sensação que tenho é que as pessoas agem como os moradores de Dom Silvério, interior, do interior de Minas Gerais. Lá, na QNL, todos se conhecem e sabe da vida de todo mundo. Quando algo noticioso ocorre por ali, não demora muito para que os rumores comecem a circular.
O lugar, tranqüilo para quem por lá habita, é aconchegante e acolhedor. Os moradores têm características peculiares, assim como em todo e qualquer “bairro”, se é que posso assim defini-lo. As pessoas se cumprimentam e freqüentam normalmente os mesmo lugares. Costumamos brincar que as pessoas de lá são quase onipresente, pois se encontram em todos os lugares. É como se a população fosse tão pequena que parecemos conhecer todos. Não sei exatamente quantos somos, mas sei que somos muitos.
Aos que nasceram e se criaram por lá, o carinho pelo local é admirável. Muitos temem ter de lá sair. Outros que chegaram depois, pretendem morar em Águas Claras, ou em alguma região administrativa próxima dali. Já os que participaram do crescimento da região, tem um carinho diferenciado, algum sentimento inestimável. É como se aquele local fizesse parte de cada habitante. Eles, os moradores, foram aos poucos acompanhando a chegada da luz, da água, das escolas, e de todas as necessidades básicas que se precisa para morar “bem”. A maioria dos moradores vieram de cidades interioranas, acredito talvez ser isto, o verdadeiro motivo da característica.

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