Falar de comunidade no bairro Lago Sul não é fácil. Acredito que comunidade seria a união das pessoas que moram ali, porém esta união de moradores não fica muito visível. Os moradores desse antigo bairro são individualistas, muitas vezes não conhecem o famoso vizinho de porta.
Um bairro, onde as pessoas não se juntam para fazer manifestações, seja qual for o problema. Talvez, porque não precise, pois é uma região que sofre influencias políticas. Afinal é um bairro que abriga diversos políticos, como deputados, senadores e até mesmo o governador da cidade.
O conceito de vizinhança no Lago Sul é por proximidade, seja de quadras, ou de ruas. A arquitetura de suas casas faz com que seus moradores dividam o muro três vezes, com diferentes vizinhos: o da esquerda, da direita e o do fundo, além do vizinho de frente. Mas essa proximidade não significa que os vizinhos sejam amigos ou conhecidos. Moro na minha rua há alguns anos e não conheço ninguém, talvez porque as pessoas do meu bairro sejam mais fechadas. Ou talvez, porque eu mesma seja mais reservada. Mas acredito que esse jeito das pessoas, e até mesmo meu, se dá por conta da própria da origem do Lago Sul, passando assim influencias para seus atuais moradores. É bom lembrar que nem todas as vizinhanças são assim, afinal existem exceções.
Não sabemos o motivo do individualismo dos moradores do meu bairro, mas quem sabe isso muda com os anos? Basta a vizinhança querer mudar essa relação distante e seca. Um simples bom dia pela manhã ou aquele leve sorriso no rosto cria uma afinidade com os moradores e vizinhos.
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